Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 27 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Chefia de facção é ‘presente de grego’


Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

12/07/2007 | 07:07


Assumir o papel de líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Bernardo virou sinônimo de mau negócio para os criminosos. Nada de poder e dinheiro. Na prática, o cargo significa passagem rápida para trás das grades. Quarta-feira, mais um foi para a cadeia.

A Polícia Civil de São Bernardo prendeu Wellinton Atanásio de Carvalho, 33 anos, o Careca, escolhido terça-feira para assumir o comando da facção na cidade.

Ele substituiria outros dois líderes, Marcos Moreira dos Santos, 30 anos, o Marquinhos, e Alessadro Destro, 32, o Sandro, presos 11 dias atrás. “Até falei para o Careca: ‘Você é o primeiro ex-futuro-sintonia-geral que eu conheço’”, relata o delegado secional da cidade, Marco Antônio de Paula Santos.

Quadrilha - Com Careca, único que havia sido detido anteriormente, foram presos sua mulher Andréia Andrade Oliveira, 30 anos, e Ednaldo Peixoto de Jesus, 29, o Cacai. Na residência do casal, no Jardim Laura, São Bernardo, foi encontrado 1,5 kg de cocaína e, na de Cacai, uma arma com numeração raspada. Todos eram remanescentes de uma quadrilha de traficantes e assaltantes que repassava o dinheiro dos crimes para a facção.

Com as prisões sucessivas, a organização criminosa fica cada vez mais pobre e desestruturada. Em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, detentos elegem pilotos, sintonias e torres (lideranças fora da cadeia). Os critérios de escolha são cada vez menos exigentes. A cobrança é sempre a mesma: o partido, como chamam o PCC, deve ser reerguido na cidade.

Quedas - Desde a morte de 13 pessoas da facção, em julho de 2006, em uma troca de tiros com a Polícia Civil, ninguém pára no comando da facção na cidade. Na ocasião, o grupo planejava matar agentes penitenciários do CDP (Centro de Detenção Provisória) de São Bernardo. O plano, arquitetado pela cúpula do PCC, resultou na morte de dois líderes.

A partir de então, é alta a rotatividade de apelidos no ponto mais alto do organograma. Emivaldo Santos, o BH, Márcio Pereira, o Gordo, Olívio Gonzaga, o Nêgo Lee – todos presos em 2006.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Chefia de facção é ‘presente de grego’

Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

12/07/2007 | 07:07


Assumir o papel de líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Bernardo virou sinônimo de mau negócio para os criminosos. Nada de poder e dinheiro. Na prática, o cargo significa passagem rápida para trás das grades. Quarta-feira, mais um foi para a cadeia.

A Polícia Civil de São Bernardo prendeu Wellinton Atanásio de Carvalho, 33 anos, o Careca, escolhido terça-feira para assumir o comando da facção na cidade.

Ele substituiria outros dois líderes, Marcos Moreira dos Santos, 30 anos, o Marquinhos, e Alessadro Destro, 32, o Sandro, presos 11 dias atrás. “Até falei para o Careca: ‘Você é o primeiro ex-futuro-sintonia-geral que eu conheço’”, relata o delegado secional da cidade, Marco Antônio de Paula Santos.

Quadrilha - Com Careca, único que havia sido detido anteriormente, foram presos sua mulher Andréia Andrade Oliveira, 30 anos, e Ednaldo Peixoto de Jesus, 29, o Cacai. Na residência do casal, no Jardim Laura, São Bernardo, foi encontrado 1,5 kg de cocaína e, na de Cacai, uma arma com numeração raspada. Todos eram remanescentes de uma quadrilha de traficantes e assaltantes que repassava o dinheiro dos crimes para a facção.

Com as prisões sucessivas, a organização criminosa fica cada vez mais pobre e desestruturada. Em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, detentos elegem pilotos, sintonias e torres (lideranças fora da cadeia). Os critérios de escolha são cada vez menos exigentes. A cobrança é sempre a mesma: o partido, como chamam o PCC, deve ser reerguido na cidade.

Quedas - Desde a morte de 13 pessoas da facção, em julho de 2006, em uma troca de tiros com a Polícia Civil, ninguém pára no comando da facção na cidade. Na ocasião, o grupo planejava matar agentes penitenciários do CDP (Centro de Detenção Provisória) de São Bernardo. O plano, arquitetado pela cúpula do PCC, resultou na morte de dois líderes.

A partir de então, é alta a rotatividade de apelidos no ponto mais alto do organograma. Emivaldo Santos, o BH, Márcio Pereira, o Gordo, Olívio Gonzaga, o Nêgo Lee – todos presos em 2006.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;