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Aliança entre Telefónica e BBVA faz Bolsa de Madri disparar


Do Diário do Grande ABC

14/02/2000 | 11:16


O acordo assinado na sexta-feira entre a Telefónica, a maior empresa privada da Espanha, e o BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria), a instituiçao financeira mais poderosa do país, fez nesta segunda-feira disparar a Bolsa de Madri. Logo de manha, o Ibex-35, que negocia as principais açoes espanholas, subiu 0,93% nos primeiros 15 minutos do pregao. O índice foi alavancado, principalmente, pelos papéis do BBVA, que dispararam quase 5%, e os da Telefónica, que subiram nesses primeiros 15 minutos 1,13%. Alguns minutos depois, a Bolsa de Madri subia 3 2%. Com a aliança assinada na sexta-feira - a Telefónica abosorve 3% do BBVA, que por sua vez passa a deter 10% da operadora -, os dos conglomerados espanhóis com forte presença na América Latina, vao iniciar negócios conjuntos na Internet, entre eles, serviços e transaçoes finaceiras por meio de ligaçoes a partir de celulares.

Na semana passada, a Bolsa de Madri viveu um período histórico, provocado, principalmente, pela euforia da aliança entre a Telefónica e o BBVA. O Ibex subiu 13% em cinco dias úteis, um recorde, considerando que foi a semana mais positiva desde a crise de 1998. A operaçao entre a Telefónica e o BBVA atraiu a atençao de todo tipo de investidores, entre eles minoritários, institucionais e estrangeiros. Essa aliança fez tremer, segundo a imprensa espanhola, as estruturas empresariais e políticas espanholas, porque deixou pequeno qualquer projeto para o desenvolvimento de negócios financeiros por meio de outros canais (Internet, telefonia móvel, por exemplo) e cria grandes incertezas pelo distanciamento entre Juan Villalonga, presidente da Telefónica, e o governo, presidido pelo seu amigo de infância, José Maria Aznar.

A aliança entre os dois conglomerados tem várias interpretaçoes estratégicas, afirma nesta segunda-feira o "El País". A primera, é que os negócios do futuro se articulam em torno da Internet e da telefonia móvel. Analisando isso, "resulta que é necessário dotar de conteúdo as redes virtuais e de comunicaçao, daí a fusao entre a AOL e a Time Warner". Ou seja, acrescenta o jornal, "as operaçoes de concentraçao nos Estados Unidos e na Europa aceleram a urgência de organizar a simbiose rede-conteúdos".

Do ponto de vista empresarial, afirma o "El País", a operaçao Telefónica-BBVA parece uma resposta voltada a formar um grupo capaz de explorar os negócios das novas tecnologias. Por outro lado, também tem um componente político. A aliança de Villalonga com um dos acionistas de seu núcleo estável é mais outro passo na direçao de ganhar autonomia em relaçao ao governo espanhol, com o qual o presidente da Telefónica parece nao se sentir mais a vontade nos últimos meses.



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Aliança entre Telefónica e BBVA faz Bolsa de Madri disparar

Do Diário do Grande ABC

14/02/2000 | 11:16


O acordo assinado na sexta-feira entre a Telefónica, a maior empresa privada da Espanha, e o BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria), a instituiçao financeira mais poderosa do país, fez nesta segunda-feira disparar a Bolsa de Madri. Logo de manha, o Ibex-35, que negocia as principais açoes espanholas, subiu 0,93% nos primeiros 15 minutos do pregao. O índice foi alavancado, principalmente, pelos papéis do BBVA, que dispararam quase 5%, e os da Telefónica, que subiram nesses primeiros 15 minutos 1,13%. Alguns minutos depois, a Bolsa de Madri subia 3 2%. Com a aliança assinada na sexta-feira - a Telefónica abosorve 3% do BBVA, que por sua vez passa a deter 10% da operadora -, os dos conglomerados espanhóis com forte presença na América Latina, vao iniciar negócios conjuntos na Internet, entre eles, serviços e transaçoes finaceiras por meio de ligaçoes a partir de celulares.

Na semana passada, a Bolsa de Madri viveu um período histórico, provocado, principalmente, pela euforia da aliança entre a Telefónica e o BBVA. O Ibex subiu 13% em cinco dias úteis, um recorde, considerando que foi a semana mais positiva desde a crise de 1998. A operaçao entre a Telefónica e o BBVA atraiu a atençao de todo tipo de investidores, entre eles minoritários, institucionais e estrangeiros. Essa aliança fez tremer, segundo a imprensa espanhola, as estruturas empresariais e políticas espanholas, porque deixou pequeno qualquer projeto para o desenvolvimento de negócios financeiros por meio de outros canais (Internet, telefonia móvel, por exemplo) e cria grandes incertezas pelo distanciamento entre Juan Villalonga, presidente da Telefónica, e o governo, presidido pelo seu amigo de infância, José Maria Aznar.

A aliança entre os dois conglomerados tem várias interpretaçoes estratégicas, afirma nesta segunda-feira o "El País". A primera, é que os negócios do futuro se articulam em torno da Internet e da telefonia móvel. Analisando isso, "resulta que é necessário dotar de conteúdo as redes virtuais e de comunicaçao, daí a fusao entre a AOL e a Time Warner". Ou seja, acrescenta o jornal, "as operaçoes de concentraçao nos Estados Unidos e na Europa aceleram a urgência de organizar a simbiose rede-conteúdos".

Do ponto de vista empresarial, afirma o "El País", a operaçao Telefónica-BBVA parece uma resposta voltada a formar um grupo capaz de explorar os negócios das novas tecnologias. Por outro lado, também tem um componente político. A aliança de Villalonga com um dos acionistas de seu núcleo estável é mais outro passo na direçao de ganhar autonomia em relaçao ao governo espanhol, com o qual o presidente da Telefónica parece nao se sentir mais a vontade nos últimos meses.

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