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Embalagens projetam crescer 10%


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

05/02/2005 | 17:51


Um dos termômetros da economia, o setor de embalagens aproveitou bem a recuperação do segundo semestre do ano passado, levando algumas empresas a programar investimentos para aumentar a produção. A previsão é de que o segmento tenha crescimento no primeiro trimestre deste ano de 4,5% em relação ao mesmo período de 2004 e de 10% no ano, segundo a Abre (Associação Brasileira de Embalagens).

Contando com esse cenário, a Embalagens Flexíveis Diadema, de Diadema, investe na tecnologia para acelerar o crescimento e deverá aplicar neste ano US$ 4,5 milhões em novos equipamentos, com o objetivo de aumentar a produção e as exportações. “Nos últimos três anos, a empresa vem apostando nos programas de pesquisa para atender às necessidades dos clientes e, principalmente, dos consumidores finais. Esse é um diferencial importante. Afinal quando nossos clientes crescem, nós evoluímos junto”, afirma o diretor comercial da empresa, Sérgio Angelucci.

Muitos compradores, segundo ele, estão preferindo embalagens flexíveis a latas. “Existe demanda para as inovações”, completa Angelucci. No ano passado, a empresa aumentou cerca de 7% no faturamento em relação a 2003. Para este ano, a Embalagens Flexíveis Diadema pretende crescer de 7% a 8%. Outra aposta da empresa em 2005 são as exportações, que segundo Angelucci, devem aumentar 12% este ano. “A intenção para 2006 é que as exportações representem 20% do faturamento da empresa. Vamos investir na expansão para América Latina, América Central e Estados Unidos”, diz o diretor.

A indústria KenPack, também de Diadema, apostou na versatilidade para atrair os clientes em 2005. A empresa, que trabalha com alumínio, papelão e plástico, passou a investir no desenvolvimento de produtos personalizados. “Essa é a maneira de nos mantermos em diferentes tipos de mercado. Trabalhamos tanto para indústrias quanto para o consumidor final, sempre tentando oferecer novos produtos”, afirma Ricardo Abrão, gerente administrativo de vendas.

Alimentos em alta – Pelas projeções da Abre, o crescimento de 4,5% do primeiro trimestre não deverá se repetir nos próximos trimestres, com um índice de crescimento anual estacionando próximo a 3%. Mesmo assim, o setor prevê atingir R$ 29 bilhões de faturamento em 2005.

O crescimento registrado desde o ano passado acompanha a retomada da produção de bens não-duráveis, que aconteceu a partir do segundo semestre do ano passado, avalia a diretora-executiva da Abre, Luciana Pellegrino. Quem puxou as vendas do setor, segundo ela, foi a indústria alimentícia. “Devido à estagnação dos não-duráveis no início de 2004, o setor de embalagens registrou queda de 4,1% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2003. Com a recuperação dos bens não-duráveis, crescemos 5,9% no terceiro trimestre e evoluímos 4,5% nos últimos três meses de 2004”, diz.

O ano passado foi bom, segundo Pellegrino, mas registrou o tímido crescimento de 1% na produção em relação a 2003. Já o faturamento das indústrias do setor aumentou 9% em 2004, passando de R$ 23,7 bilhões para R$ 26 bilhões. No ano passado, as indústrias de embalagens empregaram 163 mil pessoas, um crescimento de 12,1 mil postos de trabalho em relação a 2003.

Mesmo que os números de 2004 tenham sido positivos, Pellegrino considera que o setor teve dificuldades, principalmente com o custo elevado da matéria-prima.


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Embalagens projetam crescer 10%

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

05/02/2005 | 17:51


Um dos termômetros da economia, o setor de embalagens aproveitou bem a recuperação do segundo semestre do ano passado, levando algumas empresas a programar investimentos para aumentar a produção. A previsão é de que o segmento tenha crescimento no primeiro trimestre deste ano de 4,5% em relação ao mesmo período de 2004 e de 10% no ano, segundo a Abre (Associação Brasileira de Embalagens).

Contando com esse cenário, a Embalagens Flexíveis Diadema, de Diadema, investe na tecnologia para acelerar o crescimento e deverá aplicar neste ano US$ 4,5 milhões em novos equipamentos, com o objetivo de aumentar a produção e as exportações. “Nos últimos três anos, a empresa vem apostando nos programas de pesquisa para atender às necessidades dos clientes e, principalmente, dos consumidores finais. Esse é um diferencial importante. Afinal quando nossos clientes crescem, nós evoluímos junto”, afirma o diretor comercial da empresa, Sérgio Angelucci.

Muitos compradores, segundo ele, estão preferindo embalagens flexíveis a latas. “Existe demanda para as inovações”, completa Angelucci. No ano passado, a empresa aumentou cerca de 7% no faturamento em relação a 2003. Para este ano, a Embalagens Flexíveis Diadema pretende crescer de 7% a 8%. Outra aposta da empresa em 2005 são as exportações, que segundo Angelucci, devem aumentar 12% este ano. “A intenção para 2006 é que as exportações representem 20% do faturamento da empresa. Vamos investir na expansão para América Latina, América Central e Estados Unidos”, diz o diretor.

A indústria KenPack, também de Diadema, apostou na versatilidade para atrair os clientes em 2005. A empresa, que trabalha com alumínio, papelão e plástico, passou a investir no desenvolvimento de produtos personalizados. “Essa é a maneira de nos mantermos em diferentes tipos de mercado. Trabalhamos tanto para indústrias quanto para o consumidor final, sempre tentando oferecer novos produtos”, afirma Ricardo Abrão, gerente administrativo de vendas.

Alimentos em alta – Pelas projeções da Abre, o crescimento de 4,5% do primeiro trimestre não deverá se repetir nos próximos trimestres, com um índice de crescimento anual estacionando próximo a 3%. Mesmo assim, o setor prevê atingir R$ 29 bilhões de faturamento em 2005.

O crescimento registrado desde o ano passado acompanha a retomada da produção de bens não-duráveis, que aconteceu a partir do segundo semestre do ano passado, avalia a diretora-executiva da Abre, Luciana Pellegrino. Quem puxou as vendas do setor, segundo ela, foi a indústria alimentícia. “Devido à estagnação dos não-duráveis no início de 2004, o setor de embalagens registrou queda de 4,1% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2003. Com a recuperação dos bens não-duráveis, crescemos 5,9% no terceiro trimestre e evoluímos 4,5% nos últimos três meses de 2004”, diz.

O ano passado foi bom, segundo Pellegrino, mas registrou o tímido crescimento de 1% na produção em relação a 2003. Já o faturamento das indústrias do setor aumentou 9% em 2004, passando de R$ 23,7 bilhões para R$ 26 bilhões. No ano passado, as indústrias de embalagens empregaram 163 mil pessoas, um crescimento de 12,1 mil postos de trabalho em relação a 2003.

Mesmo que os números de 2004 tenham sido positivos, Pellegrino considera que o setor teve dificuldades, principalmente com o custo elevado da matéria-prima.

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