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Mais placas de obras têm data apagada

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em abril, o Diário mostrou que a prática foi adotada pela
gestão Luiz Marinho na construção do Museu do Trabalho


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

06/05/2013 | 07:00


A administração do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), apagou datas de entrega em placas de mais empreendimentos financiados pelo Paço junto ao governo federal. Após tapar dados de prazo na obra da construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador, no Centro, a gestão petista escondeu informações de ao menos quatro execuções na cidade.

A equipe do Diário constatou alteração na placa informativa na edificação do Estádio de Atletismo (com custo de R$ 21,2 milhões), na Vila São Pedro; na canalização do córrego da Avenida Amazonas (R$ 6,1 milhões), também na Vila São Pedro; e instalação de avenidas marginais ao Ribeirão dos Couros no trecho da Avenida Piraporinha (R$ 35,6 milhões).

Em todos os outdoors aparecem o valor despendido por Prefeitura e União, a empreiteira contratada e as secretarias responsáveis pela gerência dos projetos. Os prazos, no entanto, estão pintados, o que sugere que as intervenções não serão entregues na data estipulada inicialmente.

Ao não apresentarem prazos para encerramento dos trabalhos, as placas desrespeitam a Lei Municipal 5.141, de 16 de abril de 2003, que diz que "o modelo conterá obrigatoriamente o nome Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo, o brasão da cidade, o nome da firma empreiteira, data do início, o prazo previsto para a realização da obra e seu valor e, facultativamente, conterá imagem e/ou frase alusiva à cidade."

Por nota, o Paço de São Bernardo informou que a canalização do córrego na Avenida Amazonas, na Vila São Pedro, e a construção de avenidas marginais ao Ribeirão dos Couros tiveram de passar por ajustes no cronograma por conta de revisão de projetos. "A previsão de entrega do córrego da Avenida Amazonas é para julho e a do Ribeirão dos Couros para junho de 2014. Em ambos casos a Prefeitura já comunicou as empreiteiras responsáveis pela obras para correção da informação", justificou.

Sobre o Estádio de Atletismo, a administração disse que o novo prazo de conclusão da obra "estava colado e caiu" da placa. "A empreiteira responsável pela obra já está providenciando a correção para amanhã". O prazo de entrega do equipamento é agosto - inicialmente o complexo esportivo estava previsto para ser inaugurado em agosto de 2011.

Em abril, o Diário mostrou que a prática foi adotada pela gestão Marinho na construção do Museu do Trabalho, vedete do prefeito de São Bernardo. A metodologia também foi utilizada em outras duas intervenções: a duplicação da Estrada Galvão Bueno, no bairro Demarchi, e no viaduto da Avenida Lions sobre Avenida Lauro Gomes.

O oposicionista Pery Cartola (PPS) garante ter relatório de todas as obras em atraso e com datas apagadas em placas informativas. O popular-socialista diz pretender protocolar representação no Ministério Público para apurar o caso. "Todas (obras) fazem parte do pacote de R$ 1 bilhão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para São Bernardo e muitas delas não saem do papel", argumentou.



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Mais placas de obras têm data apagada

Em abril, o Diário mostrou que a prática foi adotada pela
gestão Luiz Marinho na construção do Museu do Trabalho

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

06/05/2013 | 07:00


A administração do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), apagou datas de entrega em placas de mais empreendimentos financiados pelo Paço junto ao governo federal. Após tapar dados de prazo na obra da construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador, no Centro, a gestão petista escondeu informações de ao menos quatro execuções na cidade.

A equipe do Diário constatou alteração na placa informativa na edificação do Estádio de Atletismo (com custo de R$ 21,2 milhões), na Vila São Pedro; na canalização do córrego da Avenida Amazonas (R$ 6,1 milhões), também na Vila São Pedro; e instalação de avenidas marginais ao Ribeirão dos Couros no trecho da Avenida Piraporinha (R$ 35,6 milhões).

Em todos os outdoors aparecem o valor despendido por Prefeitura e União, a empreiteira contratada e as secretarias responsáveis pela gerência dos projetos. Os prazos, no entanto, estão pintados, o que sugere que as intervenções não serão entregues na data estipulada inicialmente.

Ao não apresentarem prazos para encerramento dos trabalhos, as placas desrespeitam a Lei Municipal 5.141, de 16 de abril de 2003, que diz que "o modelo conterá obrigatoriamente o nome Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo, o brasão da cidade, o nome da firma empreiteira, data do início, o prazo previsto para a realização da obra e seu valor e, facultativamente, conterá imagem e/ou frase alusiva à cidade."

Por nota, o Paço de São Bernardo informou que a canalização do córrego na Avenida Amazonas, na Vila São Pedro, e a construção de avenidas marginais ao Ribeirão dos Couros tiveram de passar por ajustes no cronograma por conta de revisão de projetos. "A previsão de entrega do córrego da Avenida Amazonas é para julho e a do Ribeirão dos Couros para junho de 2014. Em ambos casos a Prefeitura já comunicou as empreiteiras responsáveis pela obras para correção da informação", justificou.

Sobre o Estádio de Atletismo, a administração disse que o novo prazo de conclusão da obra "estava colado e caiu" da placa. "A empreiteira responsável pela obra já está providenciando a correção para amanhã". O prazo de entrega do equipamento é agosto - inicialmente o complexo esportivo estava previsto para ser inaugurado em agosto de 2011.

Em abril, o Diário mostrou que a prática foi adotada pela gestão Marinho na construção do Museu do Trabalho, vedete do prefeito de São Bernardo. A metodologia também foi utilizada em outras duas intervenções: a duplicação da Estrada Galvão Bueno, no bairro Demarchi, e no viaduto da Avenida Lions sobre Avenida Lauro Gomes.

O oposicionista Pery Cartola (PPS) garante ter relatório de todas as obras em atraso e com datas apagadas em placas informativas. O popular-socialista diz pretender protocolar representação no Ministério Público para apurar o caso. "Todas (obras) fazem parte do pacote de R$ 1 bilhão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para São Bernardo e muitas delas não saem do papel", argumentou.

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