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O episódio dos 18 do Forte e o Grande ABC

A revolta dos 18 do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, ocorreu num 5 de julho como hoje, em 1922. É considerada a primeira revolta do movimento


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

05/07/2010 | 00:00


"Eles eram 18... os mais partiram. Tanto que a causa, enfim, viram perdida. Eles - 18 apenas - preferiram ficar - quando ficar custava a vida."

Do site oficial do Forte de Copacabana.

* * *

A revolta dos 18 do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, ocorreu num 5 de julho como hoje, em 1922. É considerada a primeira revolta do movimento tenentista da República brasileira, que se repetiria nos anos seguintes com vários outros episódios, como a Marcha de Prestes e a Revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas pela primeira vez à Presidência da República.

No caso dos 18 do Forte, rebelavam-se o Exército e o Clube Militar, numa briga política que envolvia Artur Bernardes, governador de Minas Gerais, e o ex-presidente Hermes da Fonseca.

Artur Bernardes vence as eleições para presidente do Brasil. A oposição contesta o resultado. O clima político torna-se ainda mais tenso. Em Pernambuco, o Exército é chamado para conter rebeliões populares. Hermes da Fonseca exorta os militares a não reprimirem o povo. É preso e o Clube Militar, fechado.

Havia um complicador contra o Exército: o ministro da Guerra era um civil, e não militar, Pandiá Calogeras, o que descontentava os militares. Um movimento é marcado para sair do Forte de Copacabana na madrugada de 5 de julho. Só a Escola Militar o Forte de Copacabana se levantam. Cercados pelas forças leais ao governo federal, são obrigados a se entregar.

Dia seguinte, 13h de 6 de julho, iniciam a marcha 17 militares revoltosos, aos quais se junta o engenheiro civil Otavio Correia. Enfrentam a tropa legalista formada por 3.000 homens. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes são capturados e feridos. Os demais falecem, entre os quais Nilton Prado.

ANOS DEPOIS - Com a vitória da Revolução de 1930, o episódio dos 18 do Forte é revivido. Em Santo André, é dado o nome 18 do Forte à praça defronte à estação ferroviária, existente até hoje. Siqueira Campos e Nilton Prado viram nomes de ruas centrais em Santo André e São Bernardo.

Fotografia - Fundação Pró-Memória de São Caetano inaugura amanhã, às 19h30, exposição de fotos de José de Souza Martins intitulada Câmera Nômade. Local: Pinacoteca Municipal.

Endereço: Avenida Dr. Augusto de Toledo, 255. Visitação: até 14 de agosto. Informações: 4223-4780.

SANTOS DO DIA

Agatão, Antonio Maria Zaccaria e Filomena.

Na estampa, Santo Antonio Maria Zaccaria (Cremona, Itália, 1502 - 1539). Médico e depois sacerdote. Fundador da Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas, com a finalidade de restaurar o fervor do Clero.

Crédito da estampa: acervo Vangelista Bazani (Gili) e João de Deus Martinez.

Trabalhadores

Nascem em 5 de julho:

1913 - João Barbosa Filho. Natural de Monte Sião (MG). Sócio nº 717 do Sindicato dos Químicos do ABC. Servente da CBC.

1914 - Antonio Affonso. Natural de Pindorama (SP). Sócio nº 666 do Sindicato dos Químicos do ABC. Operário da Rhodia.

1915 - Francisco de Jesus. Natural de Piracaia (SP). Sócio nº 613 do Sindicato dos Químicos do ABC.

1918 - Varivaldo Ferreira Silva. Sócio nº 185 do Sindicato dos Químicos do ABC. Servente de fabricação da Rhodia.

1920 - Getro Soares de Souza. Natural de Porto Feliz (SP). Sócio nº 828 do Sindicato dos Químicos do ABC. Operário da Rhodia.

Fonte: 1º livro geral de registro dos associados do
Sindicato dos Químicos do ABC.

EM 5 DE JULHO DE...

1970 - Grupo Teatro da Cidade apresenta a peça A Cidade Assassinada, de Antonio Callado, no Salão Paroquial da Matriz da Boa Viagem, em São Bernardo.

Agenda da Fundação Pró-Memória - 133 anos da venda da fazenda beneditina de São Caetano ao Governo Imperial (1877).

MUNICÍPIOS PAULISTAS

Fernando Prestes, Rancharia, Natividade da Serra e Redenção da Serra, todos criados em 5 de julho de 1935.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Sábado, 5 de julho de 1980

Manchete - Em Aparecida, 400 mil pessoas cantam parabéns ao papa; Planalto está satisfeito com visita de João Paulo II.

Editorial - Como interpretar a recepção ao papa.

Política - Lula inaugura hoje em Santo André núcleo do PT.

Diadema - Faltam rede de esgotos e escola no Jardim Mafalda.

Primeiro Plano (Eduardo Camargo) - Voz da Anapemei (Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas Industriais) chega até Brasília.

Memória - Criado o Museu Histórico do São Caetano EC, por iniciativa do professor Oscar Garbelotto, presidente do Conselho Deliberativo do clube.

Cinema/crítica (Heitor Capuzzo) - O Corcel Negro, um filme para adultos e crianças.

Polícia - Engenheiro assassinado na mansão em Santo André.

FALECIMENTOS

ALZIRA ROSA AFFINI - (São José do Rio Pardo, SP, 5-7-1915, Santo André 10-6-2010)

Foi no ano do Quarto Centenário de São Paulo, 1954, que a família Affini chegou a Santo André, disposta a vencer na vida, dar a volta por cima, já que os negócios não estavam bem no Interior. E conseguiu.Lino Affini, o patriarca, trabalhou duro de operário numa antiga fábrica do Bairro Casa Branca, a Braibanti.

Alzira Rosa, sua esposa, dedicou-se ao trabalho em casa, cuidando dos seis filhos e, mais tarde, de três netos.
Todos conseguiram seus empregos e Santo André estava adotada como sua terra.

Hilda, a filha caçula, fala com emoção da mãe: "Ela era maravilhosa em todos os sentidos. Trabalhadora. Mais jovem, aquele tipo de mulher que fica em casa e cuida dos filhos. Quando estava mais idosa, recolheu-se ao seu canto, silenciosa e sempre preocupada com o bem-estar de todos".

A família morou primeiro na Vila Pires e depois na Vila Humaitá. Eram em seis irmãos: Vanderlei, o mais velho, o único falecido; e mais: Valdemir, Mantovani, Vera, Tereza e Hilda. No total, 17 netos e muitos bisnetos. Dona Alzira partiu aos 94 anos e está sepultada no Cemitério Santo André.

SANTO ANDRÉ

Falecidos na primeira quinzena de junho de 2010
Josefa da Conceição, 87 anos.
Aristides Alves de Almeida, 87 anos.
Alice Rosa Bassani, 87 anos.
Manoel Castro, 86 anos.
Isolina Ângela Fabrri Grazioli, 86 anos.

SÃO BERNARDO

Cemitério de Vila Euclides
Oclydio Brezolin, 81. Natural de São Paulo. Dia 29.
Francisco de Assis Fernandes, 74. Natural de Arceburgo (MG). Dia 30.
Leda Franceloso de Queiroz, 73. Natural de Brotas (SP). Dia 29.
Valter Gramático, 71. Natural de
São Bernardo. Dia 26.
Nelson José Ribeiro, 69. Natural de
Guaxupé (MG). Dia 30.
Mioko Takata, 67. Natural de
Promissão (SP). Dia 28.

SÃO CAETANO

Cemitério da Cerâmica
Stefanilda Alavaski, 92. Dia 26.
Maria Oliveira Rodrigues, 87. Dia 25.
Maria das Graças Campos, 79. Dia 26.
Norma Cristina Lopes, 77. Dia 26.
Darci Gimenes Santurbano, 71. Dia 25.
Avani Rodrigues de Almeida, 52. Dia 25.



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O episódio dos 18 do Forte e o Grande ABC

A revolta dos 18 do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, ocorreu num 5 de julho como hoje, em 1922. É considerada a primeira revolta do movimento

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

05/07/2010 | 00:00


"Eles eram 18... os mais partiram. Tanto que a causa, enfim, viram perdida. Eles - 18 apenas - preferiram ficar - quando ficar custava a vida."

Do site oficial do Forte de Copacabana.

* * *

A revolta dos 18 do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, ocorreu num 5 de julho como hoje, em 1922. É considerada a primeira revolta do movimento tenentista da República brasileira, que se repetiria nos anos seguintes com vários outros episódios, como a Marcha de Prestes e a Revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas pela primeira vez à Presidência da República.

No caso dos 18 do Forte, rebelavam-se o Exército e o Clube Militar, numa briga política que envolvia Artur Bernardes, governador de Minas Gerais, e o ex-presidente Hermes da Fonseca.

Artur Bernardes vence as eleições para presidente do Brasil. A oposição contesta o resultado. O clima político torna-se ainda mais tenso. Em Pernambuco, o Exército é chamado para conter rebeliões populares. Hermes da Fonseca exorta os militares a não reprimirem o povo. É preso e o Clube Militar, fechado.

Havia um complicador contra o Exército: o ministro da Guerra era um civil, e não militar, Pandiá Calogeras, o que descontentava os militares. Um movimento é marcado para sair do Forte de Copacabana na madrugada de 5 de julho. Só a Escola Militar o Forte de Copacabana se levantam. Cercados pelas forças leais ao governo federal, são obrigados a se entregar.

Dia seguinte, 13h de 6 de julho, iniciam a marcha 17 militares revoltosos, aos quais se junta o engenheiro civil Otavio Correia. Enfrentam a tropa legalista formada por 3.000 homens. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes são capturados e feridos. Os demais falecem, entre os quais Nilton Prado.

ANOS DEPOIS - Com a vitória da Revolução de 1930, o episódio dos 18 do Forte é revivido. Em Santo André, é dado o nome 18 do Forte à praça defronte à estação ferroviária, existente até hoje. Siqueira Campos e Nilton Prado viram nomes de ruas centrais em Santo André e São Bernardo.

Fotografia - Fundação Pró-Memória de São Caetano inaugura amanhã, às 19h30, exposição de fotos de José de Souza Martins intitulada Câmera Nômade. Local: Pinacoteca Municipal.

Endereço: Avenida Dr. Augusto de Toledo, 255. Visitação: até 14 de agosto. Informações: 4223-4780.

SANTOS DO DIA

Agatão, Antonio Maria Zaccaria e Filomena.

Na estampa, Santo Antonio Maria Zaccaria (Cremona, Itália, 1502 - 1539). Médico e depois sacerdote. Fundador da Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas, com a finalidade de restaurar o fervor do Clero.

Crédito da estampa: acervo Vangelista Bazani (Gili) e João de Deus Martinez.

Trabalhadores

Nascem em 5 de julho:

1913 - João Barbosa Filho. Natural de Monte Sião (MG). Sócio nº 717 do Sindicato dos Químicos do ABC. Servente da CBC.

1914 - Antonio Affonso. Natural de Pindorama (SP). Sócio nº 666 do Sindicato dos Químicos do ABC. Operário da Rhodia.

1915 - Francisco de Jesus. Natural de Piracaia (SP). Sócio nº 613 do Sindicato dos Químicos do ABC.

1918 - Varivaldo Ferreira Silva. Sócio nº 185 do Sindicato dos Químicos do ABC. Servente de fabricação da Rhodia.

1920 - Getro Soares de Souza. Natural de Porto Feliz (SP). Sócio nº 828 do Sindicato dos Químicos do ABC. Operário da Rhodia.

Fonte: 1º livro geral de registro dos associados do
Sindicato dos Químicos do ABC.

EM 5 DE JULHO DE...

1970 - Grupo Teatro da Cidade apresenta a peça A Cidade Assassinada, de Antonio Callado, no Salão Paroquial da Matriz da Boa Viagem, em São Bernardo.

Agenda da Fundação Pró-Memória - 133 anos da venda da fazenda beneditina de São Caetano ao Governo Imperial (1877).

MUNICÍPIOS PAULISTAS

Fernando Prestes, Rancharia, Natividade da Serra e Redenção da Serra, todos criados em 5 de julho de 1935.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Sábado, 5 de julho de 1980

Manchete - Em Aparecida, 400 mil pessoas cantam parabéns ao papa; Planalto está satisfeito com visita de João Paulo II.

Editorial - Como interpretar a recepção ao papa.

Política - Lula inaugura hoje em Santo André núcleo do PT.

Diadema - Faltam rede de esgotos e escola no Jardim Mafalda.

Primeiro Plano (Eduardo Camargo) - Voz da Anapemei (Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas Industriais) chega até Brasília.

Memória - Criado o Museu Histórico do São Caetano EC, por iniciativa do professor Oscar Garbelotto, presidente do Conselho Deliberativo do clube.

Cinema/crítica (Heitor Capuzzo) - O Corcel Negro, um filme para adultos e crianças.

Polícia - Engenheiro assassinado na mansão em Santo André.

FALECIMENTOS

ALZIRA ROSA AFFINI - (São José do Rio Pardo, SP, 5-7-1915, Santo André 10-6-2010)

Foi no ano do Quarto Centenário de São Paulo, 1954, que a família Affini chegou a Santo André, disposta a vencer na vida, dar a volta por cima, já que os negócios não estavam bem no Interior. E conseguiu.Lino Affini, o patriarca, trabalhou duro de operário numa antiga fábrica do Bairro Casa Branca, a Braibanti.

Alzira Rosa, sua esposa, dedicou-se ao trabalho em casa, cuidando dos seis filhos e, mais tarde, de três netos.
Todos conseguiram seus empregos e Santo André estava adotada como sua terra.

Hilda, a filha caçula, fala com emoção da mãe: "Ela era maravilhosa em todos os sentidos. Trabalhadora. Mais jovem, aquele tipo de mulher que fica em casa e cuida dos filhos. Quando estava mais idosa, recolheu-se ao seu canto, silenciosa e sempre preocupada com o bem-estar de todos".

A família morou primeiro na Vila Pires e depois na Vila Humaitá. Eram em seis irmãos: Vanderlei, o mais velho, o único falecido; e mais: Valdemir, Mantovani, Vera, Tereza e Hilda. No total, 17 netos e muitos bisnetos. Dona Alzira partiu aos 94 anos e está sepultada no Cemitério Santo André.

SANTO ANDRÉ

Falecidos na primeira quinzena de junho de 2010
Josefa da Conceição, 87 anos.
Aristides Alves de Almeida, 87 anos.
Alice Rosa Bassani, 87 anos.
Manoel Castro, 86 anos.
Isolina Ângela Fabrri Grazioli, 86 anos.

SÃO BERNARDO

Cemitério de Vila Euclides
Oclydio Brezolin, 81. Natural de São Paulo. Dia 29.
Francisco de Assis Fernandes, 74. Natural de Arceburgo (MG). Dia 30.
Leda Franceloso de Queiroz, 73. Natural de Brotas (SP). Dia 29.
Valter Gramático, 71. Natural de
São Bernardo. Dia 26.
Nelson José Ribeiro, 69. Natural de
Guaxupé (MG). Dia 30.
Mioko Takata, 67. Natural de
Promissão (SP). Dia 28.

SÃO CAETANO

Cemitério da Cerâmica
Stefanilda Alavaski, 92. Dia 26.
Maria Oliveira Rodrigues, 87. Dia 25.
Maria das Graças Campos, 79. Dia 26.
Norma Cristina Lopes, 77. Dia 26.
Darci Gimenes Santurbano, 71. Dia 25.
Avani Rodrigues de Almeida, 52. Dia 25.

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