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Cazuza, 50 anos, em HQ e boa música


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

16/07/2008 | 07:00


Agenor de Miranda Araújo Neto teria completado 50 anos em 4 de abril último. Morreu em 7 de julho de 1990, vítima de complicações decorrentes da Aids, e confirmou o clichê de que raramente os rebeldes envelhecem. E é em memória de Cazuza que o Sesc Ipiranga (r. Bom Pastor, 822, São Paulo. Tel. 3340-2200), abre programação especial nesta quinta-feira.

Apesar da variada agenda musical, a menina dos olhos da homenagem é a exposição gratuita Cazuza por Ele Mesmo, espécie de biografia em formato de história em quadrinhos baseada em depoimentos do compositor gravados pelo jornalista e amigo íntimo Ezequiel Neves. "Queríamos fazer uma homenagem a partir do olhar do Cazuza. Numa pesquisa, descobrimos as gravações. A Sociedade Viva Cazuza autorizou o projeto. Escolhemos HQ para diferenciar a linguagem, já que as fotos já tinham saído", diz a técnica de programação do Sesc Ipiranga, Suzana Garcia.

O coletivo paulistano O Contínuo, que já trabalhava a idéia de traduzir músicas em HQ, foi escolhido para concretizar o projeto. "Fizemos uma pesquisa de estilos e o traçado deles é muito humano, muito sensível, que era o sentido que queríamos dar mesmo", afirma Suzana.

Definido o roteiro, o grupo desenvolveu os traçados em cerca de um mês. "Centramos na família, como a ligação com a avó, e em aspectos históricos da época em que ele viveu. O Alcimar Frazão, que fez os desenhos, pesquisou no Leblon, bairro onde o Cazuza morou, e definiu a aquarela como a melhor técnica", diz o roteirista Pedro Felicio. As 12 páginas da história foram transformadas em lâminas de 1,20 metro x 1,20 metro. A mostra vai até 31 de agosto.

Música - O músico andreense Kléber Albuquerque, em parceria com Luiz Gayotto, executa versões bem particulares das canções de Cazuza no dia 25, às 21h, em apresentação grátis.

"Ficou longe da sonoridade rock'n'roll dele. Sou fã de sua poesia, sobre amor e desamor", conta Albuquerque.

O violinista Wellington de Oliveira faz show gratuito amanhã, às 20h. Os espetáculos musicais Boca de Cena e Maior Abandonado, apresentados respectivamente nos dias 17 e 18, custam de R$ 4 a R$ 16.



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Cazuza, 50 anos, em HQ e boa música

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

16/07/2008 | 07:00


Agenor de Miranda Araújo Neto teria completado 50 anos em 4 de abril último. Morreu em 7 de julho de 1990, vítima de complicações decorrentes da Aids, e confirmou o clichê de que raramente os rebeldes envelhecem. E é em memória de Cazuza que o Sesc Ipiranga (r. Bom Pastor, 822, São Paulo. Tel. 3340-2200), abre programação especial nesta quinta-feira.

Apesar da variada agenda musical, a menina dos olhos da homenagem é a exposição gratuita Cazuza por Ele Mesmo, espécie de biografia em formato de história em quadrinhos baseada em depoimentos do compositor gravados pelo jornalista e amigo íntimo Ezequiel Neves. "Queríamos fazer uma homenagem a partir do olhar do Cazuza. Numa pesquisa, descobrimos as gravações. A Sociedade Viva Cazuza autorizou o projeto. Escolhemos HQ para diferenciar a linguagem, já que as fotos já tinham saído", diz a técnica de programação do Sesc Ipiranga, Suzana Garcia.

O coletivo paulistano O Contínuo, que já trabalhava a idéia de traduzir músicas em HQ, foi escolhido para concretizar o projeto. "Fizemos uma pesquisa de estilos e o traçado deles é muito humano, muito sensível, que era o sentido que queríamos dar mesmo", afirma Suzana.

Definido o roteiro, o grupo desenvolveu os traçados em cerca de um mês. "Centramos na família, como a ligação com a avó, e em aspectos históricos da época em que ele viveu. O Alcimar Frazão, que fez os desenhos, pesquisou no Leblon, bairro onde o Cazuza morou, e definiu a aquarela como a melhor técnica", diz o roteirista Pedro Felicio. As 12 páginas da história foram transformadas em lâminas de 1,20 metro x 1,20 metro. A mostra vai até 31 de agosto.

Música - O músico andreense Kléber Albuquerque, em parceria com Luiz Gayotto, executa versões bem particulares das canções de Cazuza no dia 25, às 21h, em apresentação grátis.

"Ficou longe da sonoridade rock'n'roll dele. Sou fã de sua poesia, sobre amor e desamor", conta Albuquerque.

O violinista Wellington de Oliveira faz show gratuito amanhã, às 20h. Os espetáculos musicais Boca de Cena e Maior Abandonado, apresentados respectivamente nos dias 17 e 18, custam de R$ 4 a R$ 16.

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