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Metalúrgicos da Força Sindical se reúnem com Grupo 10


Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

08/11/2004 | 09:52


Os metalúrgicos da Força Sindical se reúnem nesta segunda-feira com o Grupo 10 (mecânica, funilaria, iluminação, estamparia e outros) para definir o reajuste salarial da categoria. Essa é a última negociação trabalhista de metalúrgicos do ano de 2004 ainda em aberto.

O Grupo 10 suspendeu as negociações com a Força há duas semanas, e sua última oferta foi um reajuste de 8%, rejeitada pela central. Os metalúrgicos da Força Sindical pedem 15% de reajuste, mas esperam fechar um acordo semelhante ao definido por outros grupos: recomposição de 12 meses de inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais aumento real de 4%.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André (ligado à Força), Cícero Firmino, o Martinha, acredita que o Grupo 10 deva fazer a mesma proposta feita para a CUT (Central Única dos Trabalhadores), no último dia 5. "Eles já fecharam com a CUT em patamares semelhantes ao que pedimos, portanto é possível que façam a mesma proposta. O grupo 10, porém, é imprevisível, tem sido nos últimos anos o mais difícil de negociar", afirmou.

A CUT encerrou as negociações com o Grupo 10 conseguindo a recomposição inflacionária de 12 meses mais aumento de 4%, um índice que pode ser superior a 10%. A mudança da data-base - uma das principais reivindicações dos metalúrgicos da CUT - só deve ser definida em abril.

O Grupo 10 e o Grupo 9 (máquinas, eletroeletrônicos e outros) foram alvos, durante o segundo semestre, de paralisações tanto da base da CUT como da Força Sindical no Grande ABC. Os acordos diretos com empresas foram utilizados pelas duas centrais como forma de garantir os reajustes e forçar as negociações com os sindicatos patronais.

No Grande ABC, as duas centrais sindicais - CUT em São Bernardo e Diadema e Força Sindical nas cidades restantes - representam cerca de 20 mil trabalhadores do Grupo 10 (não há levantamentos precisos), a maioria da CUT. Ao todo, existem aproximadamente 140 mil metalúrgicos, de diferentes categorias, no Grande ABC. Filiados à Força Sindical são 33 mil - de todas as categorias.

Resultados - As negociações de 2004 já são consideradas por sindicalistas as melhores dos últimos 10 anos para os metalúrgicos, pois todos os acordos fechados alcançaram aumento salarial além da inflação.

Embalados pelo crescimento econômico e do nível de emprego, os sindicatos ganharam mais "poder de fogo" em suas negociações, e estipularam patamares mais altos de reajuste para todas as negociações.

"Realmente 2004 foi um ano bom para os metalúrgicos. Levando em consideração a última década, foi o primeiro ano em que conseguimos um aumento real significativo", afirmou Martinha.

Esses patamares de reajuste (inflação acrescida de 4% ou mais) surgiram no acordo fechado com as montadoras, em setembro, em uma negociação unificada que envolveu CUT, Força Sindical e CBTE (Central Brasileira de Trabalhadores e Empreendedores). O reajuste foi de 10% - na época, com um aumento real superior a 4%.

"Esse foi o setor que teve o melhor desempenho no ano, impulsionado pelas exportações. Na esteira das montadoras vieram os acordos com as autopeças, que acabaram influenciando outros setores econômicos, como os grupos 9 e 10 e Fundição", avaliou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André.



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Metalúrgicos da Força Sindical se reúnem com Grupo 10

Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

08/11/2004 | 09:52


Os metalúrgicos da Força Sindical se reúnem nesta segunda-feira com o Grupo 10 (mecânica, funilaria, iluminação, estamparia e outros) para definir o reajuste salarial da categoria. Essa é a última negociação trabalhista de metalúrgicos do ano de 2004 ainda em aberto.

O Grupo 10 suspendeu as negociações com a Força há duas semanas, e sua última oferta foi um reajuste de 8%, rejeitada pela central. Os metalúrgicos da Força Sindical pedem 15% de reajuste, mas esperam fechar um acordo semelhante ao definido por outros grupos: recomposição de 12 meses de inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais aumento real de 4%.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André (ligado à Força), Cícero Firmino, o Martinha, acredita que o Grupo 10 deva fazer a mesma proposta feita para a CUT (Central Única dos Trabalhadores), no último dia 5. "Eles já fecharam com a CUT em patamares semelhantes ao que pedimos, portanto é possível que façam a mesma proposta. O grupo 10, porém, é imprevisível, tem sido nos últimos anos o mais difícil de negociar", afirmou.

A CUT encerrou as negociações com o Grupo 10 conseguindo a recomposição inflacionária de 12 meses mais aumento de 4%, um índice que pode ser superior a 10%. A mudança da data-base - uma das principais reivindicações dos metalúrgicos da CUT - só deve ser definida em abril.

O Grupo 10 e o Grupo 9 (máquinas, eletroeletrônicos e outros) foram alvos, durante o segundo semestre, de paralisações tanto da base da CUT como da Força Sindical no Grande ABC. Os acordos diretos com empresas foram utilizados pelas duas centrais como forma de garantir os reajustes e forçar as negociações com os sindicatos patronais.

No Grande ABC, as duas centrais sindicais - CUT em São Bernardo e Diadema e Força Sindical nas cidades restantes - representam cerca de 20 mil trabalhadores do Grupo 10 (não há levantamentos precisos), a maioria da CUT. Ao todo, existem aproximadamente 140 mil metalúrgicos, de diferentes categorias, no Grande ABC. Filiados à Força Sindical são 33 mil - de todas as categorias.

Resultados - As negociações de 2004 já são consideradas por sindicalistas as melhores dos últimos 10 anos para os metalúrgicos, pois todos os acordos fechados alcançaram aumento salarial além da inflação.

Embalados pelo crescimento econômico e do nível de emprego, os sindicatos ganharam mais "poder de fogo" em suas negociações, e estipularam patamares mais altos de reajuste para todas as negociações.

"Realmente 2004 foi um ano bom para os metalúrgicos. Levando em consideração a última década, foi o primeiro ano em que conseguimos um aumento real significativo", afirmou Martinha.

Esses patamares de reajuste (inflação acrescida de 4% ou mais) surgiram no acordo fechado com as montadoras, em setembro, em uma negociação unificada que envolveu CUT, Força Sindical e CBTE (Central Brasileira de Trabalhadores e Empreendedores). O reajuste foi de 10% - na época, com um aumento real superior a 4%.

"Esse foi o setor que teve o melhor desempenho no ano, impulsionado pelas exportações. Na esteira das montadoras vieram os acordos com as autopeças, que acabaram influenciando outros setores econômicos, como os grupos 9 e 10 e Fundição", avaliou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André.

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