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Obra acaba com trânsito no Km 18 da via Anchieta


Artur Rodrigues
Especial para o Diário

26/11/2004 | 09:17


Uma intervenção na via Anchieta, em São Bernardo, aliviou motoristas que já estavam acostumados a perder tempo por causa de um trecho de tráfego problemático de 500 m. Depois da obra, o trajeto percorrido por quem segue pela via Anchieta sentido Santos e entra na alça de acesso ao Centro de São Bernardo, no Km 18 da via Anchieta (rua Carlos Olavo Vicentini), parece muito mais curto. A fórmula para aliviar o trânsito no local consistiu basicamente em retirar o semáforo da rua Carlos Olavo Vicentini e alargar a rua, além de readequar os três viadutos de acesso.

"Antes, chegava a demorar 30 minutos só para subir a alça. Agora não tem trânsito nenhum", comemora o bancário Anderson Firmino, 32 anos, que faz o trajeto todos os dias para voltar do trabalho. A imensa fila de carros que se formava nesse ponto da via Anchieta e na avenida Piraporinha nos horários de pico desapareceu. Mas não foi num passe de mágica. Os motoristas tiveram de enfrentar mais de um ano de obras e trânsito ainda mais lento. O projeto, que só saiu do papel em junho de 2003, já existia dois anos antes. Não foi colocado em prática antes devido a negociações junto à EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) relacionadas ao desvio da linha de trólebus.

A conclusão do serviço, prevista inicialmente para o começo do ano, ocorreu em outubro. Ao todo, foram gastos R$ 1 milhão. Existiam apenas duas pistas no complexo sentido São Bernardo/Diadema, que absorviam cerca de 4,5 mil veículos por hora, vindos da alça de acesso do Km 18 da Anchieta, da avenida Piraporinha e da avenida Álvaro Guimarães. "Antes tínhamos essas duas faixas que absorviam carros vindos de outras seis. Agora, temos quatro faixas para absorver o mesmo fluxo", explica o secretário do Obras da Prefeitura de São Bernardo, Otávio Manente.

Uma passarela foi construída por causa da retirada de um semáforo na alça de acesso (rua Carlos Olavo Vicentini). "Era obrigatória a construção dessa passarela, que segue o padrão da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), com inclinação de 8% para possibilitar a subida de cadeiras de roda", afirma Manente, o secretário de Obras. Apenas essa passarela custou R$ 200 mil.

O manobrista Claudinei Ramos, 39 anos, que trabalha no restaurante em frente à passarela, afirma que a passagem ainda não é muito utilizada. "Muita gente prefere atravessar a rua por baixo mesmo", relata. Para o mecânico Anderson Laurindo, 30, a passarela é um "elefante branco". "Ninguém usa. Os únicos que vejo aí são uns moleques brincando com bicicletas a noite toda", afirma.

O secretário de Obras Otávio Manente disse que a construção da passarela foi decisão do prefeito William Dib (PSB). "Poderíamos ter construído um túnel para os pedestres, que sairia muito mais barato. Mas as pessoas que passassem por ele certamente seriam alvo de assaltos e outros tipos de violência", argumenta Manente.

Km 16 - Se o Km 18 não é mais problema, os motoristas continuam sofrendo com a lentidão no Km 16. Segundo o secretário de Obras de São Bernardo, o caso já tem solução. Há projeto de uma obra que inclui a construção de uma nova alça de acesso, a remodelação do corredor ABD sentido Anchieta e a retirada de semáforos de avenidas próximas. Entretanto, não há previsão para início dos trabalhos.

"O prefeito vai escolher entre uma série de prioridades e decidirá se a obra começa ou não em 2005", adianta o secretário. Cerca de R$ 2 milhões representam o custo estimado por Manente para que o projeto, "já traçado", saia das pranchetas dos engenheiros da Prefeitura e resolva o problema do trânsito no local.



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Obra acaba com trânsito no Km 18 da via Anchieta

Artur Rodrigues
Especial para o Diário

26/11/2004 | 09:17


Uma intervenção na via Anchieta, em São Bernardo, aliviou motoristas que já estavam acostumados a perder tempo por causa de um trecho de tráfego problemático de 500 m. Depois da obra, o trajeto percorrido por quem segue pela via Anchieta sentido Santos e entra na alça de acesso ao Centro de São Bernardo, no Km 18 da via Anchieta (rua Carlos Olavo Vicentini), parece muito mais curto. A fórmula para aliviar o trânsito no local consistiu basicamente em retirar o semáforo da rua Carlos Olavo Vicentini e alargar a rua, além de readequar os três viadutos de acesso.

"Antes, chegava a demorar 30 minutos só para subir a alça. Agora não tem trânsito nenhum", comemora o bancário Anderson Firmino, 32 anos, que faz o trajeto todos os dias para voltar do trabalho. A imensa fila de carros que se formava nesse ponto da via Anchieta e na avenida Piraporinha nos horários de pico desapareceu. Mas não foi num passe de mágica. Os motoristas tiveram de enfrentar mais de um ano de obras e trânsito ainda mais lento. O projeto, que só saiu do papel em junho de 2003, já existia dois anos antes. Não foi colocado em prática antes devido a negociações junto à EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) relacionadas ao desvio da linha de trólebus.

A conclusão do serviço, prevista inicialmente para o começo do ano, ocorreu em outubro. Ao todo, foram gastos R$ 1 milhão. Existiam apenas duas pistas no complexo sentido São Bernardo/Diadema, que absorviam cerca de 4,5 mil veículos por hora, vindos da alça de acesso do Km 18 da Anchieta, da avenida Piraporinha e da avenida Álvaro Guimarães. "Antes tínhamos essas duas faixas que absorviam carros vindos de outras seis. Agora, temos quatro faixas para absorver o mesmo fluxo", explica o secretário do Obras da Prefeitura de São Bernardo, Otávio Manente.

Uma passarela foi construída por causa da retirada de um semáforo na alça de acesso (rua Carlos Olavo Vicentini). "Era obrigatória a construção dessa passarela, que segue o padrão da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), com inclinação de 8% para possibilitar a subida de cadeiras de roda", afirma Manente, o secretário de Obras. Apenas essa passarela custou R$ 200 mil.

O manobrista Claudinei Ramos, 39 anos, que trabalha no restaurante em frente à passarela, afirma que a passagem ainda não é muito utilizada. "Muita gente prefere atravessar a rua por baixo mesmo", relata. Para o mecânico Anderson Laurindo, 30, a passarela é um "elefante branco". "Ninguém usa. Os únicos que vejo aí são uns moleques brincando com bicicletas a noite toda", afirma.

O secretário de Obras Otávio Manente disse que a construção da passarela foi decisão do prefeito William Dib (PSB). "Poderíamos ter construído um túnel para os pedestres, que sairia muito mais barato. Mas as pessoas que passassem por ele certamente seriam alvo de assaltos e outros tipos de violência", argumenta Manente.

Km 16 - Se o Km 18 não é mais problema, os motoristas continuam sofrendo com a lentidão no Km 16. Segundo o secretário de Obras de São Bernardo, o caso já tem solução. Há projeto de uma obra que inclui a construção de uma nova alça de acesso, a remodelação do corredor ABD sentido Anchieta e a retirada de semáforos de avenidas próximas. Entretanto, não há previsão para início dos trabalhos.

"O prefeito vai escolher entre uma série de prioridades e decidirá se a obra começa ou não em 2005", adianta o secretário. Cerca de R$ 2 milhões representam o custo estimado por Manente para que o projeto, "já traçado", saia das pranchetas dos engenheiros da Prefeitura e resolva o problema do trânsito no local.

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