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Melhor escola da região investe em habilidades socioemocionais

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

EE Joaquim da Fonseca Saraiva, no Parque das Nações, em Santo André, colhe frutos na última atualização do Ideb


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

22/09/2020 | 00:01


Não existe fórmula mágica na educação, defende Mikie Kimoto, diretora da EE Joaquim da Fonseca Saraiva, no Parque das Nações, em Santo André. Entre as públicas, a escola foi a melhor colocada da região e a sexta mais bem posicionada do Estado no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Uma das apostas para o bom desempenho é o foco nas competências socioemocionais com estudantes, para além das habilidades dos componentes curriculares, como língua portuguesa e matemática.

“É errado deixar (de investir no desenvolvimento dos alunos) porque existe a progressão continuada, não podemos pensar desta forma. A criança não é uma peça, é um ser humano em formação”, comenta Mikie.

Para a diretora, que está há 40 anos na rede estadual e, atualmente, é responsável por cerca de 500 estudantes do ensino fundamental 1, do 1º ao 5º anos, o aprendizado não inclui apenas os componentes curriculares, como português e matemática, mas também é essencial acolher, ouvir e acompanhar o desenvolvimento diário das crianças. “Tanto é que, neste ano de pandemia, a nossa escola está praticamente tranquila porque, como trabalhamos bem (os conteúdos dos) anos anteriores, elas (crianças) têm domínio do conhecimento e, mesmo a distancia, conseguem acompanhar”, exemplifica a diretora.

Mikie lembra que o ensino básico inclui do ensino fundamental ao ensino médio. E, a cada ano, é preciso dar um passo para o amadurecimento intelectual e emocional dos alunos. Aliás, ela destaca que até mesmo a educação infantil, que não é obrigatória, colabora para o desenvolvimento escolar dos jovens. “A Prefeitura nos mandando crianças para o primeiro ano com as devidas condições faz muita diferença, facilita demais o processo. Recebemos alunos de algumas escolas, inclusive particulares, que precisam de revisão para adaptar o conhecimento ao ano que está ingressando”, aponta.

A escola, que é de tempo integral, preza pelo diálogo constante com pais e responsáveis. “A proximidade, cada um respeitando seu espaço, é fundamental. Não pode o pai querer mandar na escola e repreender professor. Essa relação saudável colabora para um ambiente de respeito e isso é muito bom, é gratificante”, afirma Mikie.

A diretora considera que o papel da escola é em prol da comunidade e dos estudantes. “Oferecer ensino público de qualidade às crianças, que irão decidir o futuro, por que não realizar este tipo de trabalho? É como um rio que flui até chegar no oceano, que é, no caso, o cidadão formado.”

A EE Joaquim da Fonseca Saraiva conta com aproximadamente 60 funcionários, incluindo professores e demais profissionais, todos “trabalhando pelas crianças”, como diz Mikie. Com 8,3 pontos no ensino fundamental 1 (1º ao 5º anos) no Ideb referente a 2019, divulgado na última semana pelo MEC (Ministério da Educação), a escola cresceu 0,4 pontos em relação à edição de 2017. “A educação é um processo, (o resultado) não nos surpreendeu. Estamos colhendo um fruto que foi muito bem cuidado desde o início e que também colhemos nos anos anteriores”, assinalou Mikie na ocasião.

A escola, de fato, vem evoluindo ano a ano no Ideb. No primeiro registro, em 2007, conseguiu a nota 5,5, desempenho que saltou para 6,7, em 2011, e para 7,9, em 2015 e em 2017.  



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Melhor escola da região investe em habilidades socioemocionais

EE Joaquim da Fonseca Saraiva, no Parque das Nações, em Santo André, colhe frutos na última atualização do Ideb

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

22/09/2020 | 00:01


Não existe fórmula mágica na educação, defende Mikie Kimoto, diretora da EE Joaquim da Fonseca Saraiva, no Parque das Nações, em Santo André. Entre as públicas, a escola foi a melhor colocada da região e a sexta mais bem posicionada do Estado no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Uma das apostas para o bom desempenho é o foco nas competências socioemocionais com estudantes, para além das habilidades dos componentes curriculares, como língua portuguesa e matemática.

“É errado deixar (de investir no desenvolvimento dos alunos) porque existe a progressão continuada, não podemos pensar desta forma. A criança não é uma peça, é um ser humano em formação”, comenta Mikie.

Para a diretora, que está há 40 anos na rede estadual e, atualmente, é responsável por cerca de 500 estudantes do ensino fundamental 1, do 1º ao 5º anos, o aprendizado não inclui apenas os componentes curriculares, como português e matemática, mas também é essencial acolher, ouvir e acompanhar o desenvolvimento diário das crianças. “Tanto é que, neste ano de pandemia, a nossa escola está praticamente tranquila porque, como trabalhamos bem (os conteúdos dos) anos anteriores, elas (crianças) têm domínio do conhecimento e, mesmo a distancia, conseguem acompanhar”, exemplifica a diretora.

Mikie lembra que o ensino básico inclui do ensino fundamental ao ensino médio. E, a cada ano, é preciso dar um passo para o amadurecimento intelectual e emocional dos alunos. Aliás, ela destaca que até mesmo a educação infantil, que não é obrigatória, colabora para o desenvolvimento escolar dos jovens. “A Prefeitura nos mandando crianças para o primeiro ano com as devidas condições faz muita diferença, facilita demais o processo. Recebemos alunos de algumas escolas, inclusive particulares, que precisam de revisão para adaptar o conhecimento ao ano que está ingressando”, aponta.

A escola, que é de tempo integral, preza pelo diálogo constante com pais e responsáveis. “A proximidade, cada um respeitando seu espaço, é fundamental. Não pode o pai querer mandar na escola e repreender professor. Essa relação saudável colabora para um ambiente de respeito e isso é muito bom, é gratificante”, afirma Mikie.

A diretora considera que o papel da escola é em prol da comunidade e dos estudantes. “Oferecer ensino público de qualidade às crianças, que irão decidir o futuro, por que não realizar este tipo de trabalho? É como um rio que flui até chegar no oceano, que é, no caso, o cidadão formado.”

A EE Joaquim da Fonseca Saraiva conta com aproximadamente 60 funcionários, incluindo professores e demais profissionais, todos “trabalhando pelas crianças”, como diz Mikie. Com 8,3 pontos no ensino fundamental 1 (1º ao 5º anos) no Ideb referente a 2019, divulgado na última semana pelo MEC (Ministério da Educação), a escola cresceu 0,4 pontos em relação à edição de 2017. “A educação é um processo, (o resultado) não nos surpreendeu. Estamos colhendo um fruto que foi muito bem cuidado desde o início e que também colhemos nos anos anteriores”, assinalou Mikie na ocasião.

A escola, de fato, vem evoluindo ano a ano no Ideb. No primeiro registro, em 2007, conseguiu a nota 5,5, desempenho que saltou para 6,7, em 2011, e para 7,9, em 2015 e em 2017.  

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