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Estevam vai prestar depoimento dia 3 de setembro

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Considerado testemunha-chave, advogado deverá falar sobre convênio firmado em 2016


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

23/08/2020 | 07:08


O presidente da CPI do Natal Iluminado e líder do governo na Câmara de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania), tem expectativa de que o ex-presidente da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), o advogado Walter Estevam Junior (Republicanos), possa prestar depoimento no dia 3 de setembro. Aguardada, a oitiva deverá ser uma das últimas coletadas pela comissão que investiga parceria firmada entre a Aciscs e a Prefeitura em 2016.

Após o retorno oficial dos trabalhos da comissão, convocação foi enviada ao ex-presidente da entidade há dez dias. A expectativa era a de que a acareação fosse realizada na semana passada, o que não ocorreu. As atividades da CPI ficaram suspensas devido à crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19 e os vereadores foram afastados da casa durante quatro meses.

Tite disse que se reuniu com representantes legais de Estevam na semana passada para discutir qual data poderia ser adotada para a coleta do depoimento do advogado. “Estou conversando com os representantes dele para que ele possa ser ouvido na quinta-feira da próxima semana, dia 3 de setembro. Parece que esta data vai ser confirmada”, afirmou o líder de governo.

Inicialmente, Estevam seria ouvido no dia 16 de março, mas o ex-presidente da Aciscs faltou ao compromisso, alegando problemas de agenda. O advogado chegou a sugerir novas datas, que foram adiadas devido ao avanço da Covid-19.

O Diário apurou que outro nome deve ser chamado a prestar esclarecimentos acerca do episódio: o atual presidente da entidade, Alessandro Leone. A despeito de estar à frente da instituição desde o mês passado, Leone fazia parte do grupo diretivo nas gestões de Estevam e de seu sucessor, Moacir Passador Júnior.

A CPI do Natal Iluminado investiga parceria firmada pela Prefeitura, quando era comandada pelo ex-prefeito Paulo Pinheiro (ex-MDB, atual DEM), com a Aciscs e que previa iluminação natalina diferenciada pela cidade em 2016. O Palácio da Cerâmica aportou R$ 1 milhão, enquanto a entidade comercial entrou com R$ 200 mil.

Comissão criada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico reprovou a prestação de contas apresentada pela Aciscs. A pasta encaminhou relatório para análise do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e do MPC (Ministério Público de Contas).

Com a reprovação das contas e sem ter pago as multas aplicadas pela Prefeitura, a gestão do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) incluiu a Aciscs na lista de devedores da administração. A gestão alega que débito está na casa do R$ 1,6 milhão. Os bens de Estevam foram bloqueados pela Justiça, a pedido do Paço.

Estevam alegou que foi ele quem marcou a data da oitiva e confirmou que a acareação deverá ocorrer no dia 3 de setembro. “A situação continua no mesmo pé. A Prefeitura não fez o relatório. Ela recebeu os documentos, porque ela foi obrigada a receber pela Justiça e a Prefeitura não fez um novo relatório, e não encaminhou esses documentos à Câmara. A Prefeitura levou a Justiça ao erro e também está levando a CPI ao erro. Antes disso, Auricchio será cassado.”  



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Estevam vai prestar depoimento dia 3 de setembro

Considerado testemunha-chave, advogado deverá falar sobre convênio firmado em 2016

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

23/08/2020 | 07:08


O presidente da CPI do Natal Iluminado e líder do governo na Câmara de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania), tem expectativa de que o ex-presidente da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), o advogado Walter Estevam Junior (Republicanos), possa prestar depoimento no dia 3 de setembro. Aguardada, a oitiva deverá ser uma das últimas coletadas pela comissão que investiga parceria firmada entre a Aciscs e a Prefeitura em 2016.

Após o retorno oficial dos trabalhos da comissão, convocação foi enviada ao ex-presidente da entidade há dez dias. A expectativa era a de que a acareação fosse realizada na semana passada, o que não ocorreu. As atividades da CPI ficaram suspensas devido à crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19 e os vereadores foram afastados da casa durante quatro meses.

Tite disse que se reuniu com representantes legais de Estevam na semana passada para discutir qual data poderia ser adotada para a coleta do depoimento do advogado. “Estou conversando com os representantes dele para que ele possa ser ouvido na quinta-feira da próxima semana, dia 3 de setembro. Parece que esta data vai ser confirmada”, afirmou o líder de governo.

Inicialmente, Estevam seria ouvido no dia 16 de março, mas o ex-presidente da Aciscs faltou ao compromisso, alegando problemas de agenda. O advogado chegou a sugerir novas datas, que foram adiadas devido ao avanço da Covid-19.

O Diário apurou que outro nome deve ser chamado a prestar esclarecimentos acerca do episódio: o atual presidente da entidade, Alessandro Leone. A despeito de estar à frente da instituição desde o mês passado, Leone fazia parte do grupo diretivo nas gestões de Estevam e de seu sucessor, Moacir Passador Júnior.

A CPI do Natal Iluminado investiga parceria firmada pela Prefeitura, quando era comandada pelo ex-prefeito Paulo Pinheiro (ex-MDB, atual DEM), com a Aciscs e que previa iluminação natalina diferenciada pela cidade em 2016. O Palácio da Cerâmica aportou R$ 1 milhão, enquanto a entidade comercial entrou com R$ 200 mil.

Comissão criada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico reprovou a prestação de contas apresentada pela Aciscs. A pasta encaminhou relatório para análise do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e do MPC (Ministério Público de Contas).

Com a reprovação das contas e sem ter pago as multas aplicadas pela Prefeitura, a gestão do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) incluiu a Aciscs na lista de devedores da administração. A gestão alega que débito está na casa do R$ 1,6 milhão. Os bens de Estevam foram bloqueados pela Justiça, a pedido do Paço.

Estevam alegou que foi ele quem marcou a data da oitiva e confirmou que a acareação deverá ocorrer no dia 3 de setembro. “A situação continua no mesmo pé. A Prefeitura não fez o relatório. Ela recebeu os documentos, porque ela foi obrigada a receber pela Justiça e a Prefeitura não fez um novo relatório, e não encaminhou esses documentos à Câmara. A Prefeitura levou a Justiça ao erro e também está levando a CPI ao erro. Antes disso, Auricchio será cassado.”  

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