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O turismo no Interior

Cerca de 15 milhões de pessoas visitarão o Litoral neste verão, ao mesmo tempo em que o Interior atrai cada vez mais visitantes na temporada de férias


Wilson Marini

24/01/2013 | 00:00


Cerca de 15 milhões de pessoas visitarão o Litoral neste verão, ao mesmo tempo em que o Interior atrai cada vez mais visitantes na temporada de férias. São turistas à procura de alternativas como turismo ecológico, cultural, de esportes e de negócios e eventos, entre outros atrativos. "São Paulo é um Estado privilegiado, que vai muito além do segmento sol e praia", afirma o secretário estadual de Turismo, Cláudio Valverde. "O turismo de lazer no Estado tem crescido e apresentado mudanças de tendências. A procura pelo Interior teve aumento de até 7% em um ano", afirma Bruno Omori, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo.

Ecoturismo

Os turistas descobriram os resorts no Interior e buscam desde os destinos já consolidados, como Campos do Jordão e as cidades do Circuito das Águas, como Serra Negra, até localidades menos tradicionais. É o caso de Pereira Barreto, no Noroeste do Estado, às margens do Rio Tietê. Com praia fluvial, vem ganhando destaque entre as atrações turísticas do Estado. A cidade ganhou Plano Diretor para projetá-la no cenário nacional nos próximos 20 anos, segundo o Cepam, da Fundação Faria Lima. "As prefeituras estão entendendo que o turismo é fonte de emprego e renda", diz Omori.

Fazendas na rota

Fazendas históricas do Interior são objeto de estudo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em parceria com outras instituições acadêmicas. Ao todo, foram pesquisadas 16 propriedades nos municípios de Itu, Limeira, Campinas, Santa Gertrudes, São Carlos, Dourado, Jaú, Santa Cruz das Palmeiras, Queluz, Lorena e Mococa. A maioria delas é de remanescentes do chamado ciclo do café, que teve o auge no século 19. O estudo nasceu entre proprietários e seus descentes, que criaram a Associação de Fazendas Históricas Paulistas, com o objetivo de explorar o seu potencial turístico e histórico. Algumas de transformaram em hotéis ou receberam estrutura para hospedar turistas.

Caminhadas

Em 2003, um grupo de voluntários criou o Caminho da Fé, que passou a atrair peregrinos com destino à Basílica de Aparecida por meio de trechos em São Paulo e Minas Gerais com pousadas ao longo da Serra da Mantiqueira. Inspirado no caminho milenar de Santiago de Compostela, na Espanha, o trajeto originalmente começava em Águas da Prata e aos poucos incorporou ramais, que agora partem de São Carlos, Tambaú, Cravinhos e Santa Cruz do Rio Pardo. O percurso mais extenso tem mais de 500 quilômetros. Para pequenas e médias cidades do mapa, é uma fonte de renda, além de projeção. Em paralelo, a Associação Comercial e Empresarial de São João da Boa Vista criou o projeto Caminhadas da Lua Cheia, que inclui passeios a pé por fazendas históricas e atrativos naturais do município em percursos de cerca de dez quilômetros. Em 2012, oito caminhadas noturnas foram promovidas.

Leitura de mão em mão

Um caminhão de 20 metros quadrados, com capacidade para conter 2.000 livros, está viajando pelo Interior de São Paulo para promover a leitura. Há 26 anos funciona o projeto Livraria Unesp Móvel, da Editora Unesp. Neste ano, a caravana começou pelo Litoral e segue agora pelas cidades que são sedes de campus da universidade. Serão distribuídos gratuitamente títulos do projeto De Mão em Mão, em que o livro é retirado sem a necessidade de cadastro. O único compromisso é moral - após a leitura, repassar a obra a outra pessoa ou devolvê-la em um dos pontos de distribuição.

Sinal vermelho

De 2000 a 2010, o número de mortos em acidentes de trânsito no Brasil saltou de 28.995 para 40.989, crescimento de mais de 40% em dez anos. "Os municípios podem contribuir muito com políticas públicas para mudarmos o cenário trágico das mortes no trânsito. Queremos envolver as instâncias federal, estadual e municipal a se tornarem protagonistas no combate aos crimes de trânsito. Precisamos criar o conceito de que quem usa o carro como uma arma, assumindo o risco de matar, deve ser tratado como criminoso". A afirmação é da deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSDB), coordenadora da Frente Parlamentar de Combate aos Motoristas Criminosos. Em 2013, a frente pretende continuar seu trabalho em conjunto com diversas instituições no sentido de colher subsídios para propor ações legislativas, educativas e de mudança de cultura no que diz respeito ao trânsito.



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