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Juliana Alves busca sucesso sem fazer barulho

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Márcio Maio
Da TV Press

15/02/2009 | 07:02


Ao contrário da espevitada Suellen, de Caminho das Índias, Juliana Alves quer distância da fama fácil. Bem mais contida que a personagem, a atriz parece saber bem a diferença entre uma celebridade e alguém que se destaca em função do reconhecimento profissional. E, por isso mesmo, não se arrisca a tentar aparecer mais que seu trabalho, elogiado desde que estourou na pele da favelada Gislaine de Duas Caras, no ano passado. "Concentro esforços para, através da minha carreira, abrir portas para outras garotas negras como eu. Não é fácil encontrar trabalho e, muitas vezes, respeito na própria sociedade", critica.

A postura de Juliana soa radical, mas se justifica na própria experiência de vida da jovem, hoje com 26 anos. Revelada no Big Brother Brasil 3, em 2003, a dançarina e atriz garante que, até fazer sucesso na pele da arrogante irmã de Evilásio, de Lázaro Ramos, na trama de Aguinaldo Silva, passou por situações de preconceito racial.

"Quando não sabem quem eu sou, me tratam mal. Já vi algumas vezes em lojas vendedoras me olharem de cara feia e depois aparecerem simpáticas porque alguém avisou que sou atriz de TV."

Talvez por isso Juliana se esforce tanto para distanciar seu trabalho atual com o que chama de "furacão Gislaine". "Quando li a sinopse, achei as duas parecidas. E não quero dar margem para me rotularem. Aos poucos, descubro as diferenças necessárias para fugir do lugar-comum", analisa ela, que garante que as dificuldades para atrizes negras não se limitam a serem escaladas para a televisão. "Nem sempre é fácil encontrar maquiador que tenha material para a pele negra ou cabeleireiros que saibam fazer uma trança ou acertar um penteado", exemplifica.

Entre as características que Juliana pretende trabalhar para afastar as comparações, a postura corporal é um dos pontos mais relevantes. Como Suellen se destaca na gafieira da trama de Glória Perez, a atriz aproveita ao máximo as aulas de dança de salão não só para as cenas musicais, mas também para definir os trejeitos da personagem. "A Gislaine desmunhecava, enquanto que agora uso um andar menos extravagante. Na história, encarno uma jovem que sonha ser famosa e se acha chique."

Apesar de parecer ter pontos em comum com a personagem, Juliana jura que não. Coincidentemente, Suellen revela nos próximos capítulos que sonha participar de um Big Brother. E a atriz já passou pela experiência de ficar confinada na casa do programa durante cinco semanas. Mas sem ter buscado a oportunidade. "Eu estava em um show e fui convidada para participar da seleção. Aceitei porque meu ex-namorado, que estava comigo, queria muito entrar no programa", lembra.

Além de aproveitar mais um papel de destaque no horário nobre, Juliana conseguiu, com Caminho das Índias, realizar uma vontade antiga. Dançarina profissional, a atriz sempre planejou ter aulas de dança de salão. Mas, como seu tempo era dividido entre o curso de formação de bailarina e um grupo de teatro amador, os planos foram adiados por tempo indeterminado.

Depois, com a estreia na TV, ficou ainda mais difícil conciliar qualquer outra atividade com seus horários de gravação e a faculdade de Psicologia, atualmente trancada no quarto período. "Comecei a ter aulas no fim do ano passado e estou adorando. Sempre quis fazer, foi um presente que recebi com esse papel", diz.



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Juliana Alves busca sucesso sem fazer barulho

Márcio Maio
Da TV Press

15/02/2009 | 07:02


Ao contrário da espevitada Suellen, de Caminho das Índias, Juliana Alves quer distância da fama fácil. Bem mais contida que a personagem, a atriz parece saber bem a diferença entre uma celebridade e alguém que se destaca em função do reconhecimento profissional. E, por isso mesmo, não se arrisca a tentar aparecer mais que seu trabalho, elogiado desde que estourou na pele da favelada Gislaine de Duas Caras, no ano passado. "Concentro esforços para, através da minha carreira, abrir portas para outras garotas negras como eu. Não é fácil encontrar trabalho e, muitas vezes, respeito na própria sociedade", critica.

A postura de Juliana soa radical, mas se justifica na própria experiência de vida da jovem, hoje com 26 anos. Revelada no Big Brother Brasil 3, em 2003, a dançarina e atriz garante que, até fazer sucesso na pele da arrogante irmã de Evilásio, de Lázaro Ramos, na trama de Aguinaldo Silva, passou por situações de preconceito racial.

"Quando não sabem quem eu sou, me tratam mal. Já vi algumas vezes em lojas vendedoras me olharem de cara feia e depois aparecerem simpáticas porque alguém avisou que sou atriz de TV."

Talvez por isso Juliana se esforce tanto para distanciar seu trabalho atual com o que chama de "furacão Gislaine". "Quando li a sinopse, achei as duas parecidas. E não quero dar margem para me rotularem. Aos poucos, descubro as diferenças necessárias para fugir do lugar-comum", analisa ela, que garante que as dificuldades para atrizes negras não se limitam a serem escaladas para a televisão. "Nem sempre é fácil encontrar maquiador que tenha material para a pele negra ou cabeleireiros que saibam fazer uma trança ou acertar um penteado", exemplifica.

Entre as características que Juliana pretende trabalhar para afastar as comparações, a postura corporal é um dos pontos mais relevantes. Como Suellen se destaca na gafieira da trama de Glória Perez, a atriz aproveita ao máximo as aulas de dança de salão não só para as cenas musicais, mas também para definir os trejeitos da personagem. "A Gislaine desmunhecava, enquanto que agora uso um andar menos extravagante. Na história, encarno uma jovem que sonha ser famosa e se acha chique."

Apesar de parecer ter pontos em comum com a personagem, Juliana jura que não. Coincidentemente, Suellen revela nos próximos capítulos que sonha participar de um Big Brother. E a atriz já passou pela experiência de ficar confinada na casa do programa durante cinco semanas. Mas sem ter buscado a oportunidade. "Eu estava em um show e fui convidada para participar da seleção. Aceitei porque meu ex-namorado, que estava comigo, queria muito entrar no programa", lembra.

Além de aproveitar mais um papel de destaque no horário nobre, Juliana conseguiu, com Caminho das Índias, realizar uma vontade antiga. Dançarina profissional, a atriz sempre planejou ter aulas de dança de salão. Mas, como seu tempo era dividido entre o curso de formação de bailarina e um grupo de teatro amador, os planos foram adiados por tempo indeterminado.

Depois, com a estreia na TV, ficou ainda mais difícil conciliar qualquer outra atividade com seus horários de gravação e a faculdade de Psicologia, atualmente trancada no quarto período. "Comecei a ter aulas no fim do ano passado e estou adorando. Sempre quis fazer, foi um presente que recebi com esse papel", diz.

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