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Mulheres optam por prevenção radical ao câncer de mama


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

26/11/2004 | 09:23


Receber o diagnóstico de câncer de mama significa para a mulher um sofrimento que vai além do medo relacionado aos sintomas da doença. Há ainda a questão da vaidade, visto que os seios estão diretamente relacionados à sensualidade. A mastectomia, cirurgia pela qual o tecido mamário é retirado totalmente, faz com que a mulher se sinta menos feminina. Mas essa preocupação é bem menor para um outro conjunto de mulheres, o chamado grupo de risco, que convive com o fantasma da hereditariedade. Elas têm maior possibilidade de desenvolver câncer por conta do histórico familiar.

Para essas mulheres, uma das saídas é a mastectomia profilática, ou adenomastectomia, prática pela qual as mamas são retiradas preventivamente, antes mesmo de a doença aparecer. "Os relatos de pesquisas em outros países demonstram que não é a mastectomia em si que afeta psicologicamente essas mulheres, mas a possibilidade de serem portadoras e desenvolverem o câncer", afirma a psicóloga Camila Souza, professora do programa de pós-graduação em Psicologia da Saúde da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo).

Mas a cautela é a principal regra quando se fala nesse tipo de cirurgia, na qual cerca de 90% do tecido mamário é retirado. De acordo com a mastologista Izabella Mendes, da Faculdade de Medicina do ABC, a inclusão da mulher no grupo de risco é feita mediante uma investigação tanto dos fatores hereditários quanto do estilo de vida da paciente. Embora seja drástica, nem a adenomastectomia afasta totalmente os riscos de câncer mamário, já que há sobras de tecido.

Além desse procedimento, as mulheres em grupo de risco têm duas opções - intensificar as ações preventivas e iniciar tratamento com o medicamento Tamoxifen, que impede o desenvolvimento dos genes e tem eficácia comprovada de 40%.



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Mulheres optam por prevenção radical ao câncer de mama

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

26/11/2004 | 09:23


Receber o diagnóstico de câncer de mama significa para a mulher um sofrimento que vai além do medo relacionado aos sintomas da doença. Há ainda a questão da vaidade, visto que os seios estão diretamente relacionados à sensualidade. A mastectomia, cirurgia pela qual o tecido mamário é retirado totalmente, faz com que a mulher se sinta menos feminina. Mas essa preocupação é bem menor para um outro conjunto de mulheres, o chamado grupo de risco, que convive com o fantasma da hereditariedade. Elas têm maior possibilidade de desenvolver câncer por conta do histórico familiar.

Para essas mulheres, uma das saídas é a mastectomia profilática, ou adenomastectomia, prática pela qual as mamas são retiradas preventivamente, antes mesmo de a doença aparecer. "Os relatos de pesquisas em outros países demonstram que não é a mastectomia em si que afeta psicologicamente essas mulheres, mas a possibilidade de serem portadoras e desenvolverem o câncer", afirma a psicóloga Camila Souza, professora do programa de pós-graduação em Psicologia da Saúde da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo).

Mas a cautela é a principal regra quando se fala nesse tipo de cirurgia, na qual cerca de 90% do tecido mamário é retirado. De acordo com a mastologista Izabella Mendes, da Faculdade de Medicina do ABC, a inclusão da mulher no grupo de risco é feita mediante uma investigação tanto dos fatores hereditários quanto do estilo de vida da paciente. Embora seja drástica, nem a adenomastectomia afasta totalmente os riscos de câncer mamário, já que há sobras de tecido.

Além desse procedimento, as mulheres em grupo de risco têm duas opções - intensificar as ações preventivas e iniciar tratamento com o medicamento Tamoxifen, que impede o desenvolvimento dos genes e tem eficácia comprovada de 40%.

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