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No Tigre, Leandro Jabá corre atrás dos sonhos

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Do alojamento no Estádio 1º de Maio, atacante projeta seguir passos do irmão Léo Jabá, ex-Corinthians


Dérek Bittencourt

25/02/2019 | 07:00


De um lado do mundo, em Salonica, na Grécia, o irmão mais velho da família Rodrigues Lima foi recentemente a contratação mais cara da história do PAOK e ainda detém o título extraoficial de terceiro jogador mais rápido do futebol mundial. A mais de dez mil quilômetros dali, debaixo das arquibancadas do Estádio 1º de Maio, no alojamento do São Bernardo FC, vive o mais novo, em busca de seguir os próprios passos e realizar seus sonhos. Estas são as realidades de Léo Jabá, 20 anos, ex-lateral-direito do Corinthians, e o atacante Leandro Jabá, 17, que mesmo tão jovem busca seu espaço entre os profissionais do Tigre.

Enquanto o pai, Silvan (que também queria ser jogador; não conseguiu, investiu nos filhos), e a mãe, Rosangela, foram morar com Léo na Europa, Leandro busca construir sua estrada para também chegar ao Velho Continente. “Eles (pais) ficam um pouco aqui, um pouco lá. É bom estar (no alojamento) com meus companheiros, mas nada melhor do que estar com minha família. Saudade grande, mas sabem que estou correndo atrás de um sonho, como ele também já correu. Um dia também posso chegar lá”, projeta. “Todo garoto, quando tem objetivo de se tornar jogador profissional, mira jogar na Europa e vestir a camisa da Seleção Brasileira. Pouco a pouco, correndo atrás, acho que consigo”, complementa. “E sonho em jogar profissionalmente ao lado do meu irmão, para alegria dos meus pais e do meu avô.”

Independentemente da vida de alojamento – e infeliz pelo ocorrido no Ninho do Urubu, do Flamengo –, Leandro se mantém focado em sua meta. “Muito triste o que aconteceu no Flamengo. Jovens que, como nós, estavam atrás de um sonho. Podemos dizer que (alojamento) é nossa segunda casa. Passamos mais tempo com os companheiros do que com nossas famílias. Aqui temos estrutura boa. Muitos atletas passam fome. Isso não ocorre aqui. Fazemos quatro refeições boas. Só agradecer, porque muita gente queria estar no nosso lugar”, exalta.

Duas são as principais referências de Leandro Jabá no futebol. A primeira é o irmão, Léo, de quem não foge – e nem quer fugir – de comparações, sobretudo pelo jeito de jogar. “Tenho ele como inspiração. Características iguais, sendo que ele tem mais força e, eu, mais técnica”. E quem seria o outro atleta em quem se espelha? “Sou muito fã do Romero”, revela.

Em 2018, Jabá foi relacionado pela primeira vez para um jogo da equipe adulta do São Bernardo, contra o São Caetano, pela Copa Paulista. Já nesta temporada, há duas semanas, fez sua estreia entre os profissionais diante do Nacional. E, de quebra, se tornou o mais jovem atleta a vestir a camisa aurinegra na história, com 17 anos, um mês e três dias. “A gente luta desde pequeno para realizar este sonho. Foi muito gratificante.”

Leandro chegou ao São Bernardo FC no ano passado, após aceitar convite do então treinador da base Rodrigo Cebola. Foi um dos responsáveis pelo time sub-17 chegar à terceira fase do Paulista da categoria, com sete gols. Antes, havia passado seis meses na Ponte Preta, mas anteriormente a isso ele já tinha uma ligação com o Grande ABC e até mesmo com o Diário. Ele e a família moravam em Santo André. Leandro e Léo Jabá jogaram em uma escolinha do São Caetano e, por ela, disputaram algumas edições da Copa Diarinho no final dos anos 2000.

O mais novo se recorda de ter participado uma vez da competição. “A campanha do time não foi muito boa, mas me saí bem. Ele (Léo) jogava sempre, saía bastante (nas publicações), colecionávamos os jornais”, recorda. Aliás, foi no campo do Fundação, em São Caetano, onde herdou o apelido do irmão. “Ele (Léo) sempre foi forte e o pessoal falava que é porque comia muito Jabá. Eu jogava com ele. Mas como era mais baixinho, me chamavam de ‘Jabazinho’”, conta. 



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No Tigre, Leandro Jabá corre atrás dos sonhos

Do alojamento no Estádio 1º de Maio, atacante projeta seguir passos do irmão Léo Jabá, ex-Corinthians

Dérek Bittencourt

25/02/2019 | 07:00


De um lado do mundo, em Salonica, na Grécia, o irmão mais velho da família Rodrigues Lima foi recentemente a contratação mais cara da história do PAOK e ainda detém o título extraoficial de terceiro jogador mais rápido do futebol mundial. A mais de dez mil quilômetros dali, debaixo das arquibancadas do Estádio 1º de Maio, no alojamento do São Bernardo FC, vive o mais novo, em busca de seguir os próprios passos e realizar seus sonhos. Estas são as realidades de Léo Jabá, 20 anos, ex-lateral-direito do Corinthians, e o atacante Leandro Jabá, 17, que mesmo tão jovem busca seu espaço entre os profissionais do Tigre.

Enquanto o pai, Silvan (que também queria ser jogador; não conseguiu, investiu nos filhos), e a mãe, Rosangela, foram morar com Léo na Europa, Leandro busca construir sua estrada para também chegar ao Velho Continente. “Eles (pais) ficam um pouco aqui, um pouco lá. É bom estar (no alojamento) com meus companheiros, mas nada melhor do que estar com minha família. Saudade grande, mas sabem que estou correndo atrás de um sonho, como ele também já correu. Um dia também posso chegar lá”, projeta. “Todo garoto, quando tem objetivo de se tornar jogador profissional, mira jogar na Europa e vestir a camisa da Seleção Brasileira. Pouco a pouco, correndo atrás, acho que consigo”, complementa. “E sonho em jogar profissionalmente ao lado do meu irmão, para alegria dos meus pais e do meu avô.”

Independentemente da vida de alojamento – e infeliz pelo ocorrido no Ninho do Urubu, do Flamengo –, Leandro se mantém focado em sua meta. “Muito triste o que aconteceu no Flamengo. Jovens que, como nós, estavam atrás de um sonho. Podemos dizer que (alojamento) é nossa segunda casa. Passamos mais tempo com os companheiros do que com nossas famílias. Aqui temos estrutura boa. Muitos atletas passam fome. Isso não ocorre aqui. Fazemos quatro refeições boas. Só agradecer, porque muita gente queria estar no nosso lugar”, exalta.

Duas são as principais referências de Leandro Jabá no futebol. A primeira é o irmão, Léo, de quem não foge – e nem quer fugir – de comparações, sobretudo pelo jeito de jogar. “Tenho ele como inspiração. Características iguais, sendo que ele tem mais força e, eu, mais técnica”. E quem seria o outro atleta em quem se espelha? “Sou muito fã do Romero”, revela.

Em 2018, Jabá foi relacionado pela primeira vez para um jogo da equipe adulta do São Bernardo, contra o São Caetano, pela Copa Paulista. Já nesta temporada, há duas semanas, fez sua estreia entre os profissionais diante do Nacional. E, de quebra, se tornou o mais jovem atleta a vestir a camisa aurinegra na história, com 17 anos, um mês e três dias. “A gente luta desde pequeno para realizar este sonho. Foi muito gratificante.”

Leandro chegou ao São Bernardo FC no ano passado, após aceitar convite do então treinador da base Rodrigo Cebola. Foi um dos responsáveis pelo time sub-17 chegar à terceira fase do Paulista da categoria, com sete gols. Antes, havia passado seis meses na Ponte Preta, mas anteriormente a isso ele já tinha uma ligação com o Grande ABC e até mesmo com o Diário. Ele e a família moravam em Santo André. Leandro e Léo Jabá jogaram em uma escolinha do São Caetano e, por ela, disputaram algumas edições da Copa Diarinho no final dos anos 2000.

O mais novo se recorda de ter participado uma vez da competição. “A campanha do time não foi muito boa, mas me saí bem. Ele (Léo) jogava sempre, saía bastante (nas publicações), colecionávamos os jornais”, recorda. Aliás, foi no campo do Fundação, em São Caetano, onde herdou o apelido do irmão. “Ele (Léo) sempre foi forte e o pessoal falava que é porque comia muito Jabá. Eu jogava com ele. Mas como era mais baixinho, me chamavam de ‘Jabazinho’”, conta. 

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