Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 8 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Mauá fecha creche e transfere alunos para fábrica de cultura

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pais reclamam que equipamento não é adequado para crianças pequenas; salas foram improvisadas


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

22/02/2019 | 07:00


Sala multiuso com divisórias. Banheiros para adultos. Tomadas baixas, na altura das mãos de crianças curiosas. Duas grandes piscinas a poucos metros, separadas por grade baixa e catracas. É esse o cenário que foi provisoriamente transformado em creche para os alunos da EM (Escola Municipal) Geovane Oliveira Lacerda Costa, no Parque das Américas, em Mauá. Os cerca de 200 alunos foram transferidos para a Fiec (Fábrica Integrada Educacional e Cultural), após a unidade escolar ser interditada, na última sexta-feira, por problemas estruturais.

Segundo relatos dos pais, desde novembro a direção da escola já havia informado que seria necessária reforma no equipamento, que tem mais de três décadas. Vazamentos e infiltrações são os principais problemas. “Na sexta-feira, deixei meu filho e, como ele está em fase de adaptação, voltei para busca-lo mais cedo e fui surpreendida com um caminhão na porta da creche, tirando tudo lá de dentro”, explicou a dona de casa Vanessa de Assis, 36 anos, mãe de Luigi, 3.

A operadora de caixa Vania Silva, 38, foi informada pelo condutor escolar que trouxe os dois filhos, Aylla, 10 meses, e João Miguel, 3, que haveria uma reunião de emergência no sábado. “Quando cheguei na escola e vi a quantidade de goteiras, a água acumulada, até chorei e pensei como tem sido para meus filhos”, reclamou.

Grupo de cerca de dez pais e mães esteve na Fiec ontem para participar de reunião com representantes do governo. Apenas os funcionários da creche estavam presentes, mas não quiseram falar com a equipe do Diário. Os servidores reconhecem que o local não é ideal, mas destacam que tudo foi feito para garantir a segurança das crianças e que os alunos serão atendidos, a partir de segunda-feira, “da melhor forma possível”.

Mães perderam dias de trabalho durante esta semana, porque não tinham com quem deixar os filhos. Quem não trabalha, cogita não levar os pequenos na próxima semana para as aulas. “Essa piscina aqui do lado, só com uma catraca, é um perigo. O lugar é aberto ao público, todo mundo entra, não tem portas nas salas para uma emergência. Tenho medo”, afirmou a auxiliar de ultrassom Daiane Koren, 33, mãe de Yasmin, 3, e Heloísa, 1. Apenas as crianças de 2 e 3 anos ficarão na Fiec. As menores foram encaminhadas para a EM Alberto Betão Pereira Justino, que fica ao lado.

Questionada, a Prefeitura de Mauá informou que a transferência das crianças é medida emergencial, com o objetivo de garantir a segurança dos alunos. A administração municipal frisou que já procura outro espaços, e diz que o prazo para transferência será “o mais rápido possível”. Enquanto isso, o governo promete realizar adequações na Fiec, a fim de assegurar segurança às crianças no horário escolar.

Segundo a Prefeitura, em dezembro do ano passado o governo fez uma avaliação da EM Geovane Oliveira Lacerda e abriu processo de contratação para obras de manutenção em janeiro, durante o período de férias. No entanto, as intervenções não foram realizadas na gestão interina, conforme o governo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Mauá fecha creche e transfere alunos para fábrica de cultura

Pais reclamam que equipamento não é adequado para crianças pequenas; salas foram improvisadas

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

22/02/2019 | 07:00


Sala multiuso com divisórias. Banheiros para adultos. Tomadas baixas, na altura das mãos de crianças curiosas. Duas grandes piscinas a poucos metros, separadas por grade baixa e catracas. É esse o cenário que foi provisoriamente transformado em creche para os alunos da EM (Escola Municipal) Geovane Oliveira Lacerda Costa, no Parque das Américas, em Mauá. Os cerca de 200 alunos foram transferidos para a Fiec (Fábrica Integrada Educacional e Cultural), após a unidade escolar ser interditada, na última sexta-feira, por problemas estruturais.

Segundo relatos dos pais, desde novembro a direção da escola já havia informado que seria necessária reforma no equipamento, que tem mais de três décadas. Vazamentos e infiltrações são os principais problemas. “Na sexta-feira, deixei meu filho e, como ele está em fase de adaptação, voltei para busca-lo mais cedo e fui surpreendida com um caminhão na porta da creche, tirando tudo lá de dentro”, explicou a dona de casa Vanessa de Assis, 36 anos, mãe de Luigi, 3.

A operadora de caixa Vania Silva, 38, foi informada pelo condutor escolar que trouxe os dois filhos, Aylla, 10 meses, e João Miguel, 3, que haveria uma reunião de emergência no sábado. “Quando cheguei na escola e vi a quantidade de goteiras, a água acumulada, até chorei e pensei como tem sido para meus filhos”, reclamou.

Grupo de cerca de dez pais e mães esteve na Fiec ontem para participar de reunião com representantes do governo. Apenas os funcionários da creche estavam presentes, mas não quiseram falar com a equipe do Diário. Os servidores reconhecem que o local não é ideal, mas destacam que tudo foi feito para garantir a segurança das crianças e que os alunos serão atendidos, a partir de segunda-feira, “da melhor forma possível”.

Mães perderam dias de trabalho durante esta semana, porque não tinham com quem deixar os filhos. Quem não trabalha, cogita não levar os pequenos na próxima semana para as aulas. “Essa piscina aqui do lado, só com uma catraca, é um perigo. O lugar é aberto ao público, todo mundo entra, não tem portas nas salas para uma emergência. Tenho medo”, afirmou a auxiliar de ultrassom Daiane Koren, 33, mãe de Yasmin, 3, e Heloísa, 1. Apenas as crianças de 2 e 3 anos ficarão na Fiec. As menores foram encaminhadas para a EM Alberto Betão Pereira Justino, que fica ao lado.

Questionada, a Prefeitura de Mauá informou que a transferência das crianças é medida emergencial, com o objetivo de garantir a segurança dos alunos. A administração municipal frisou que já procura outro espaços, e diz que o prazo para transferência será “o mais rápido possível”. Enquanto isso, o governo promete realizar adequações na Fiec, a fim de assegurar segurança às crianças no horário escolar.

Segundo a Prefeitura, em dezembro do ano passado o governo fez uma avaliação da EM Geovane Oliveira Lacerda e abriu processo de contratação para obras de manutenção em janeiro, durante o período de férias. No entanto, as intervenções não foram realizadas na gestão interina, conforme o governo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;