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Câmara aprova concessão da Cidade da Criança

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Permissão está atrelada à revitalização, modernização, operação, manutenção e gestão do espaço


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

20/02/2019 | 11:24


O governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), vai conceder à iniciativa privada a gestão da Cidade da Criança, no Jardim do Mar. O primeiro passo foi dado no ano passado, quando estudo de viabilidade foi publicado pela administração. O segundo saiu ontem: a Câmara aprovou, por 20 votos a dois – mais três abstenções –, autorização para terceirização do espaço por até 25 anos.

Conforme projeto encaminhado ao Legislativo, a privatização está atrelada a revitalização, modernização, operação, manutenção e gestão do espaço. “Constata-se que existe deterioração das instalações físicas do parque, particularmente nas edificações e em algumas atrações, de maneira que o potencial do parque está sendo subutilizado e carecendo de manutenção de grande monta”, versa a proposta apreciada pelos parlamentares.

Pelas alegações de Morando, a empresa que vencer a disputa para gerir o espaço ficará responsável pelo parque, incluindo atrações que já existem por lá. Na Cidade da Criança há, também, equipamentos tombados pelo conselho do patrimônio público local, como o avião DC 3, o Trapiche do Porto, e a reprodução parcial da Amazônia, onde se encontram as miniaturas do Teatro Amazonas e a Catedral de Manaus.

“O custo-benefício daquele local é horrível. A Prefeitura gasta muito para manter aquele elefante branco”, alegou o vereador Bispo João Batista (PRB). Por ano, a Prefeitura de São Bernardo despende R$ 1,6 milhão com a manutenção do espaço, desde pagamento de água e luz, até serviços de zeladoria. O atual permissionário do local, a mesma empresa que administra o Aquário de São Paulo, cobra R$ 70 por ingresso e não tem a responsabilidade de cuidar do espaço.

Líder de governo na casa, o vereador Pery Cartola (PSDB) argumentou que o parque sofre com deterioração e que a concessão seria caminho para revitalizá-lo. “Infelizmente, o Parque da Criança não nos enche mais os olhos”, disse Pery.

Vereador de oposição, Julinho Fuzari (PPS) tentou adiar a votação do projeto por duas vezes: a primeira por uma sessão e, a segunda, por duas sessões, mas foi derrotado.

Durante apresentação do texto, vereadores alegaram que o atual permissionário do espaço não estaria contente com a movimentação financeira do local. Procurado pela equipe do Diário, o atual administrador da Cidade da Criança, Anael Fahel, disse que tem interesse em participar do novo modelo de concessão.

Responsável pela gerência do Aquário de São Paulo, na Capital, Anael Fahel toma conta da Cidade da Criança desde 2010. À época, o Aquário de São Paulo foi a única empresa a manifestar interesse em gerir o parque. A atração foi aberta oficialmente em 1968. Inicialmente serviu como estúdio da novela Redenção, da extinta TV Excelsior. Viveu o auge nos anos 1970 e 1980.



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Câmara aprova concessão da Cidade da Criança

Permissão está atrelada à revitalização, modernização, operação, manutenção e gestão do espaço

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

20/02/2019 | 11:24


O governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), vai conceder à iniciativa privada a gestão da Cidade da Criança, no Jardim do Mar. O primeiro passo foi dado no ano passado, quando estudo de viabilidade foi publicado pela administração. O segundo saiu ontem: a Câmara aprovou, por 20 votos a dois – mais três abstenções –, autorização para terceirização do espaço por até 25 anos.

Conforme projeto encaminhado ao Legislativo, a privatização está atrelada a revitalização, modernização, operação, manutenção e gestão do espaço. “Constata-se que existe deterioração das instalações físicas do parque, particularmente nas edificações e em algumas atrações, de maneira que o potencial do parque está sendo subutilizado e carecendo de manutenção de grande monta”, versa a proposta apreciada pelos parlamentares.

Pelas alegações de Morando, a empresa que vencer a disputa para gerir o espaço ficará responsável pelo parque, incluindo atrações que já existem por lá. Na Cidade da Criança há, também, equipamentos tombados pelo conselho do patrimônio público local, como o avião DC 3, o Trapiche do Porto, e a reprodução parcial da Amazônia, onde se encontram as miniaturas do Teatro Amazonas e a Catedral de Manaus.

“O custo-benefício daquele local é horrível. A Prefeitura gasta muito para manter aquele elefante branco”, alegou o vereador Bispo João Batista (PRB). Por ano, a Prefeitura de São Bernardo despende R$ 1,6 milhão com a manutenção do espaço, desde pagamento de água e luz, até serviços de zeladoria. O atual permissionário do local, a mesma empresa que administra o Aquário de São Paulo, cobra R$ 70 por ingresso e não tem a responsabilidade de cuidar do espaço.

Líder de governo na casa, o vereador Pery Cartola (PSDB) argumentou que o parque sofre com deterioração e que a concessão seria caminho para revitalizá-lo. “Infelizmente, o Parque da Criança não nos enche mais os olhos”, disse Pery.

Vereador de oposição, Julinho Fuzari (PPS) tentou adiar a votação do projeto por duas vezes: a primeira por uma sessão e, a segunda, por duas sessões, mas foi derrotado.

Durante apresentação do texto, vereadores alegaram que o atual permissionário do espaço não estaria contente com a movimentação financeira do local. Procurado pela equipe do Diário, o atual administrador da Cidade da Criança, Anael Fahel, disse que tem interesse em participar do novo modelo de concessão.

Responsável pela gerência do Aquário de São Paulo, na Capital, Anael Fahel toma conta da Cidade da Criança desde 2010. À época, o Aquário de São Paulo foi a única empresa a manifestar interesse em gerir o parque. A atração foi aberta oficialmente em 1968. Inicialmente serviu como estúdio da novela Redenção, da extinta TV Excelsior. Viveu o auge nos anos 1970 e 1980.

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