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IBGE diz que 10% dos moradores da região estão em áreas vulneráveis

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

São 80,8 mil domicílios erguidos em pontos suscetíveis a deslizamentos em quatro cidades


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

19/02/2019 | 07:00


 Pelo menos 280.137 moradores do Grande ABC, o equivalente a 10% do total de habitantes das setes cidades da região, vivem em áreas consideradas de risco para inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. A informação, que consta em estudo elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais), mostra que são 80.810 moradias irregulares instaladas em locais vulneráveis das cidades de Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá.

O estudo coloca o Grande ABC como uma das áreas mais vulneráveis da Região Metropolitana de São Paulo. Isso porque, três dos sete municípios constam na lista das dez cidades com mais habitantes vivendo em pontos com maior risco de incidência de desmoronamentos no Estado de São Paulo. Integram este ranking as cidades de São Bernardo (2ª), Santo André (3ª), e Mauá (6ª).

Para fazer o levantamento, os dois órgãos cruzaram informações demográficas do último Censo disponível, em 2010, com dados do Cemaden referentes a 872 municípios com histórico de desastres. O objetivo é prevenir e diminuir os riscos de tragédias naturais, identificando e detalhando as áreas mais vulneráveis. Em todo País, cerca de 8,27 milhões de habitantes vivem em locais com risco a possíveis danos causados pelas chuvas.

“Estamos falando de áreas onde grande parcela de suas moradias foi erguida em terreno onde o solo não consegue fazer a absorção da água de maneira eficiente, o que gera os famosos deslizamentos após um forte temporal”, explica Kurt Amann, coordenador do departamento de engenharia civil do Centro Universitário FEI.

Tal característica, segundo o especialista, tem se agravado na região devido a forte inclinação de boa parte desses terrenos nos quais essas moradias irregulares são erguidas. Ele cita como exemplo o Jardim Zaíra, em Mauá, onde no sábado um deslizamento vitimizou quatro crianças.

Embora prefeituras da região digam que executam regularmente ações preventivas nos bairros com alto grau de risco para desastres naturais, cidades do Grande ABC ainda acumulam histórico de tentativas fracassadas de retirada de moradores de áreas de risco ou de ações sem efeito para a drenagem da água pluvial, caso dos velhos conhecidos pontos de alagamento espalhados pela região.

“As cidades do Grande ABC, devido à proximidade com a Capital, viraram locais dormitório, o que infelizmente tem acentuado as ocupações irregulares de forma que as prefeituras não têm tido mais controle algum”, finaliza Amann.

 

Municípios garantem executar ações regulares de prevenção

Citadas no estudo elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), prefeituras da região garantiram executar regularmente ações de prevenção em locais apontados como áreas vulneráveis para desastres naturais.

Em Santo André, onde há nove bairros sensíveis para diversos tipos de riscos, como de inundação, enxurradas, deslizamentos e solapamentos, a administração municipal diz que realiza vistorias em edificações para evitar construções irregulares, assim como promove sobrevoos em áreas de risco para evitar ocupações de espaços sujeitos a deslizamentos.

A Defesa Civil de São Bernardo afirma que os espaços são constantemente monitorados, com ampliação dos trabalhos durante o verão, por meio da Operação Pé D’água, que visa minimizar o impacto das chuvas típicas do período. Nas regiões mapeadas, além de serviços de limpeza e manutenção da drenagem urbana, são feitas ações informativas.

Em Diadema, a Prefeitura diz que monitora diariamente 27 áreas de risco, de onde foram removidas pelo menos 113 famílias, que estão inseridas no programa bolsa aluguel municipal. Embora não tenha sido citada no estudo, Ribeirão Pires afirma que monitora 157 famílias em áreas de risco da cidade.

Mauá não retornou aos contatos do Diário até o fechamento desta edição.



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IBGE diz que 10% dos moradores da região estão em áreas vulneráveis

São 80,8 mil domicílios erguidos em pontos suscetíveis a deslizamentos em quatro cidades

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

19/02/2019 | 07:00


 Pelo menos 280.137 moradores do Grande ABC, o equivalente a 10% do total de habitantes das setes cidades da região, vivem em áreas consideradas de risco para inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. A informação, que consta em estudo elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais), mostra que são 80.810 moradias irregulares instaladas em locais vulneráveis das cidades de Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá.

O estudo coloca o Grande ABC como uma das áreas mais vulneráveis da Região Metropolitana de São Paulo. Isso porque, três dos sete municípios constam na lista das dez cidades com mais habitantes vivendo em pontos com maior risco de incidência de desmoronamentos no Estado de São Paulo. Integram este ranking as cidades de São Bernardo (2ª), Santo André (3ª), e Mauá (6ª).

Para fazer o levantamento, os dois órgãos cruzaram informações demográficas do último Censo disponível, em 2010, com dados do Cemaden referentes a 872 municípios com histórico de desastres. O objetivo é prevenir e diminuir os riscos de tragédias naturais, identificando e detalhando as áreas mais vulneráveis. Em todo País, cerca de 8,27 milhões de habitantes vivem em locais com risco a possíveis danos causados pelas chuvas.

“Estamos falando de áreas onde grande parcela de suas moradias foi erguida em terreno onde o solo não consegue fazer a absorção da água de maneira eficiente, o que gera os famosos deslizamentos após um forte temporal”, explica Kurt Amann, coordenador do departamento de engenharia civil do Centro Universitário FEI.

Tal característica, segundo o especialista, tem se agravado na região devido a forte inclinação de boa parte desses terrenos nos quais essas moradias irregulares são erguidas. Ele cita como exemplo o Jardim Zaíra, em Mauá, onde no sábado um deslizamento vitimizou quatro crianças.

Embora prefeituras da região digam que executam regularmente ações preventivas nos bairros com alto grau de risco para desastres naturais, cidades do Grande ABC ainda acumulam histórico de tentativas fracassadas de retirada de moradores de áreas de risco ou de ações sem efeito para a drenagem da água pluvial, caso dos velhos conhecidos pontos de alagamento espalhados pela região.

“As cidades do Grande ABC, devido à proximidade com a Capital, viraram locais dormitório, o que infelizmente tem acentuado as ocupações irregulares de forma que as prefeituras não têm tido mais controle algum”, finaliza Amann.

 

Municípios garantem executar ações regulares de prevenção

Citadas no estudo elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), prefeituras da região garantiram executar regularmente ações de prevenção em locais apontados como áreas vulneráveis para desastres naturais.

Em Santo André, onde há nove bairros sensíveis para diversos tipos de riscos, como de inundação, enxurradas, deslizamentos e solapamentos, a administração municipal diz que realiza vistorias em edificações para evitar construções irregulares, assim como promove sobrevoos em áreas de risco para evitar ocupações de espaços sujeitos a deslizamentos.

A Defesa Civil de São Bernardo afirma que os espaços são constantemente monitorados, com ampliação dos trabalhos durante o verão, por meio da Operação Pé D’água, que visa minimizar o impacto das chuvas típicas do período. Nas regiões mapeadas, além de serviços de limpeza e manutenção da drenagem urbana, são feitas ações informativas.

Em Diadema, a Prefeitura diz que monitora diariamente 27 áreas de risco, de onde foram removidas pelo menos 113 famílias, que estão inseridas no programa bolsa aluguel municipal. Embora não tenha sido citada no estudo, Ribeirão Pires afirma que monitora 157 famílias em áreas de risco da cidade.

Mauá não retornou aos contatos do Diário até o fechamento desta edição.

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