Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 15 de Abril

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Professora é estrangulada em Mauá


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

06/08/2006 | 09:07


A professora Maria Expedita Silva, 44 anos, foi encontrada morta na sexta-feira à noite, seminua, deitada na cama de seu quarto, no Jardim Itapeva, em Mauá, onde morava. Ela foi estrangulada com um cinto e estava com as mãos presas para trás, atadas com fita adesiva, mordaça na boca e os olhos vendados com uma fita microporo. Divorciada há 18 anos, Maria Expedita morava sozinha e lecionava Língua Portuguesa e Inglês na Escola Estadual Jardim Canadá, situada no bairro vizinho, para alunos do ensino médio. A polícia investiga a possibilidade de ela ter sido estuprada antes de morrer. Parentes e amigos suspeitam de ex-namorado e de inspetor da escola onde ela trabalhava.

De acordo com a família, a professora deixou a escola por volta das 12h, foi para casa e, a partir daí, não atendeu mais ao telefone nem foi vista por ninguém. “Era o dia do aniversário dela. Eu e outros parentes ligamos várias vezes e ela não atendeu. Pedi para uma prima, que mora na mesma rua que a dela, ver se ela estava em casa. Quando chegou, o portão e a porta estavam apenas encostados. Ela entrou e encontrou o corpo”, disse a irmã da vítima, Maria Zenilda Silva de Souza, 43.

Como no local do crime foram encontrados copos de bebida e pratos com resto de alimento, a família suspeita que o criminoso seja conhecido da vítima e que tenha passado algumas horas com ela antes de matá-la. “Só pode ser alguém próximo dela, porque nada foi roubado. Apenas um celular dela está desaparecido. Não arrombaram porta ou janela para entrar”, conta Maria Zenilda.

O irmão da vítima, o petroleiro José Givaldo Silva, 39, diz que a irmã não tinha inimigos. Afirmou, no entanto, que um ex-namorado dela, que ele disse se chamar Matheus, não aceitava o fim do relacionamento. “Ele é filho da diretora da escola onde minha irmã lecionava e já esteve internado por causa de envolvimento com drogas. Amigas dela, professoras, dizem que a vítima comentou algumas vezes que o rapaz não aceitava o fato de ela já estar se relacionando com outra pessoa e que vivia ligando. “Às vezes, mesmo quando ela não estava em casa, ele aparecia por lá. Certamente tinha as chaves.”

Testemunhas disseram a investigadores da polícia terem visto quatro homens saírem da casa de Maria Expedita na quinta-feira à noite. Já o irmão José Givaldo diz que um vizinho da irmã (não revelou qual para preservar a testemunha) afirma ter visto apenas uma pessoa pulando o muro da casa na noite de quinta-feira. “A pessoa estava saindo da casa e o vizinho disse que tem as mesmas características físicas do filho da diretora. Essa pessoa sabe quem é ele, porque já o viu aqui várias vezes. Ele tem pouco mais de 20 anos. Minha irmã não se queixava porque sabia que éramos contra o namoro dela com esse rapaz, justamente porque estava envolvido com drogas.” O relacionamento da professora teria terminado há pouco mais de três meses. O atual namorado mora no mesmo bairro que ela.

Ainda de acordo com José Givaldo, a irmã teria comentado com colegas de trabalho que vinha sofrendo ameaças de um ex-funcionário da escola. “Era um inspetor de alunos, que há cerca de dois anos teria estuprado uma aluna. Ela não levava desaforo para casa. Uma vez eles discutiram e ele a agrediu com um tapa no rosto. Ela fez um registro na delegacia.” O acusado já não trabalharia mais na escola.

No início da noite de sábado, o ex-namorado de Maria Expedita, Matheus (a polícia não revelou o sobrenome dele), se apresentou na delegacia com um advogado. Ele negou o crime.

O corpo da professora será enterrado hoje, às 10h, no cemitério Parque Vale dos Pinheirais, no Jardim Primavera. Professores da Escola Estadual Jardim Canadá estão revoltados e prometem fazer manifestação em frente à escola na segunda-feira de manhã.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Professora é estrangulada em Mauá

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

06/08/2006 | 09:07


A professora Maria Expedita Silva, 44 anos, foi encontrada morta na sexta-feira à noite, seminua, deitada na cama de seu quarto, no Jardim Itapeva, em Mauá, onde morava. Ela foi estrangulada com um cinto e estava com as mãos presas para trás, atadas com fita adesiva, mordaça na boca e os olhos vendados com uma fita microporo. Divorciada há 18 anos, Maria Expedita morava sozinha e lecionava Língua Portuguesa e Inglês na Escola Estadual Jardim Canadá, situada no bairro vizinho, para alunos do ensino médio. A polícia investiga a possibilidade de ela ter sido estuprada antes de morrer. Parentes e amigos suspeitam de ex-namorado e de inspetor da escola onde ela trabalhava.

De acordo com a família, a professora deixou a escola por volta das 12h, foi para casa e, a partir daí, não atendeu mais ao telefone nem foi vista por ninguém. “Era o dia do aniversário dela. Eu e outros parentes ligamos várias vezes e ela não atendeu. Pedi para uma prima, que mora na mesma rua que a dela, ver se ela estava em casa. Quando chegou, o portão e a porta estavam apenas encostados. Ela entrou e encontrou o corpo”, disse a irmã da vítima, Maria Zenilda Silva de Souza, 43.

Como no local do crime foram encontrados copos de bebida e pratos com resto de alimento, a família suspeita que o criminoso seja conhecido da vítima e que tenha passado algumas horas com ela antes de matá-la. “Só pode ser alguém próximo dela, porque nada foi roubado. Apenas um celular dela está desaparecido. Não arrombaram porta ou janela para entrar”, conta Maria Zenilda.

O irmão da vítima, o petroleiro José Givaldo Silva, 39, diz que a irmã não tinha inimigos. Afirmou, no entanto, que um ex-namorado dela, que ele disse se chamar Matheus, não aceitava o fim do relacionamento. “Ele é filho da diretora da escola onde minha irmã lecionava e já esteve internado por causa de envolvimento com drogas. Amigas dela, professoras, dizem que a vítima comentou algumas vezes que o rapaz não aceitava o fato de ela já estar se relacionando com outra pessoa e que vivia ligando. “Às vezes, mesmo quando ela não estava em casa, ele aparecia por lá. Certamente tinha as chaves.”

Testemunhas disseram a investigadores da polícia terem visto quatro homens saírem da casa de Maria Expedita na quinta-feira à noite. Já o irmão José Givaldo diz que um vizinho da irmã (não revelou qual para preservar a testemunha) afirma ter visto apenas uma pessoa pulando o muro da casa na noite de quinta-feira. “A pessoa estava saindo da casa e o vizinho disse que tem as mesmas características físicas do filho da diretora. Essa pessoa sabe quem é ele, porque já o viu aqui várias vezes. Ele tem pouco mais de 20 anos. Minha irmã não se queixava porque sabia que éramos contra o namoro dela com esse rapaz, justamente porque estava envolvido com drogas.” O relacionamento da professora teria terminado há pouco mais de três meses. O atual namorado mora no mesmo bairro que ela.

Ainda de acordo com José Givaldo, a irmã teria comentado com colegas de trabalho que vinha sofrendo ameaças de um ex-funcionário da escola. “Era um inspetor de alunos, que há cerca de dois anos teria estuprado uma aluna. Ela não levava desaforo para casa. Uma vez eles discutiram e ele a agrediu com um tapa no rosto. Ela fez um registro na delegacia.” O acusado já não trabalharia mais na escola.

No início da noite de sábado, o ex-namorado de Maria Expedita, Matheus (a polícia não revelou o sobrenome dele), se apresentou na delegacia com um advogado. Ele negou o crime.

O corpo da professora será enterrado hoje, às 10h, no cemitério Parque Vale dos Pinheirais, no Jardim Primavera. Professores da Escola Estadual Jardim Canadá estão revoltados e prometem fazer manifestação em frente à escola na segunda-feira de manhã.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;