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Mudança no estatuto faz Sindema deixar campanha salarial de 2017 em 2º plano

Sindicato concentra mobilizações na tentativa de barrar restrição de direitos, mas perde data base


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/11/2017 | 07:00


Ao concentrar as mobilizações contra mudanças no Estatuto dos Servidores, o Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema) deixa para trás a campanha salarial de 2017 e está prestes a fechar o ano com 0% de aumento de salário para o funcionalismo sem nem cogitar entrar em greve por conta do risco de defasagem das remunerações dos colaboradores.

Até o mês passado, o discurso do Sindema era que a negociação com o governo do prefeito Lauro Michels (PV) sobre reajuste salarial ainda não havia se esgotado, embora a data base da categoria seja março e, em setembro, já havia aceitado proposta do Paço em reajustar apenas os valores do vale-alimentação e o subsídio do convênio médico. O inchaço na folha de pagamento, que excedeu o limite da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), deu argumento para que o governo Lauro não propusesse aumento dos salários.

Desde o dia 10, porém, sob a ameaça de a lei que regulamenta os direitos e deveres dos funcionários públicos de Diadema sofrer mudanças que restringem o acesso a direitos históricos da categoria, o Sindema passou a priorizar a derrubada do projeto, que segue travado por falta de votos. No dia 26, a categoria entrou em estado de greve como forma de pressionar o governo a desistir das medidas. Presidente do Sindema, José Aparecido da Silva, o Neno, alertou que, “se houver cheiro” de que as mudanças no estatuto serão votadas na Câmara, o funcionalismo cruzará os braços automaticamente.

O dirigente sindical garantiu que, independentemente da pauta do estatuto, a campanha salarial segue de pé. “Nossa pauta principal é manter os direitos dos trabalhadores. A (reposição da) inflação é direito? É sim, mas estamos negociando ainda. A gente deve sentar com a Prefeitura independentemente da discussão do estatuto”, frisou Neno. A categoria chegou a reivindicar 8% de reajuste salarial neste ano, sendo 4,48% correspondente ao índice da inflação.

Em 2011, diante de uma proposta do então prefeito Mário Reali (PT) maior que a ofertada por Lauro neste ano, o Sindema deflagrou aquela que seria a maior greve da história da categoria na cidade. A paralisação durou 23 dias e, internamente, é considerada como uma das responsáveis pelo declínio do projeto de reeleição do governo petista.
 



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Mudança no estatuto faz Sindema deixar campanha salarial de 2017 em 2º plano

Sindicato concentra mobilizações na tentativa de barrar restrição de direitos, mas perde data base

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/11/2017 | 07:00


Ao concentrar as mobilizações contra mudanças no Estatuto dos Servidores, o Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema) deixa para trás a campanha salarial de 2017 e está prestes a fechar o ano com 0% de aumento de salário para o funcionalismo sem nem cogitar entrar em greve por conta do risco de defasagem das remunerações dos colaboradores.

Até o mês passado, o discurso do Sindema era que a negociação com o governo do prefeito Lauro Michels (PV) sobre reajuste salarial ainda não havia se esgotado, embora a data base da categoria seja março e, em setembro, já havia aceitado proposta do Paço em reajustar apenas os valores do vale-alimentação e o subsídio do convênio médico. O inchaço na folha de pagamento, que excedeu o limite da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), deu argumento para que o governo Lauro não propusesse aumento dos salários.

Desde o dia 10, porém, sob a ameaça de a lei que regulamenta os direitos e deveres dos funcionários públicos de Diadema sofrer mudanças que restringem o acesso a direitos históricos da categoria, o Sindema passou a priorizar a derrubada do projeto, que segue travado por falta de votos. No dia 26, a categoria entrou em estado de greve como forma de pressionar o governo a desistir das medidas. Presidente do Sindema, José Aparecido da Silva, o Neno, alertou que, “se houver cheiro” de que as mudanças no estatuto serão votadas na Câmara, o funcionalismo cruzará os braços automaticamente.

O dirigente sindical garantiu que, independentemente da pauta do estatuto, a campanha salarial segue de pé. “Nossa pauta principal é manter os direitos dos trabalhadores. A (reposição da) inflação é direito? É sim, mas estamos negociando ainda. A gente deve sentar com a Prefeitura independentemente da discussão do estatuto”, frisou Neno. A categoria chegou a reivindicar 8% de reajuste salarial neste ano, sendo 4,48% correspondente ao índice da inflação.

Em 2011, diante de uma proposta do então prefeito Mário Reali (PT) maior que a ofertada por Lauro neste ano, o Sindema deflagrou aquela que seria a maior greve da história da categoria na cidade. A paralisação durou 23 dias e, internamente, é considerada como uma das responsáveis pelo declínio do projeto de reeleição do governo petista.
 

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