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Queen em retorno impecável


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

28/11/2008 | 07:00


Com pontualidade britânica, as luzes da Via Funchal se apagaram às 22h de na última quarta-feira. Uma tempestade apareceu em meio ao cosmos projetado no enorme telão que tomava conta de todo o fundo do palco. Era anunciada após longa data a volta majestosa do Queen, desta vez com o lendário Paul Rodgers nos vocais.

A clássica música Hammer to Fall levou o público ao delírio logo de início, Roger Taylor, Brian May e o vocalista emendaram Tie Your Mother Down, canção que está presente em A Day at the Races, um dos discos mais importantes da história do rock, lançado em 1976. Nem o alto preço dos ingressos afugentou os fãs, que variavam entre 20 e 60 anos, em casa quase lotada.

A escolha pela voz de Rodgers, cantor que liderou clássicos grupos como Free e Bad Company nos anos 1970 foi certeira. Carismático, vem da escola do blues, mostrou que chega ao Queen para somar, passa longe de querer parecer com o vocalista original Freddie Mercury.

Ovacionados ao final de cada canção, era chegado o momento de Another One Bites the Dust, com um solo de guitarra de May capaz de tirar o fôlego de qualquer mortal lá presente.

Entre as luzes que coloriam o palco, a satisfação estava estampada nos rostos de May e Taylor enquanto Rodgers cantava I Want it All, seguida por outro clássico, I Want to Break Free. Rodgers cantou em uníssono com a platéia as palavras de Mercury: "I'm Falling in Love for the First Time".

O show apresentou The Cosmos Rock, novo álbum de Queen+Paul Rodgers com a música C-lebrity, a casa aquietou-se, atenta aos trabalhos vocais de Rodgers com Taylor e May. Outra da nova safra veio em seguida, Suf's Up...School's Out.

Respeito - O show foi montado de forma que o grupo todo pudesse aparecer e cantar. May, embaixador do grupo apresenta seu amigo Paul Rodgers, que apresenta May, que apresenta Taylor... e o clima de respeito mútuo segue por todo o show.

Brian May arriscou algumas palavras em português antes de homenagear o cantor Freddie Mercury: "Então vocês gostam de cantar. Querem cantar para Freddie?" Arranjos de uma delicadeza ímpar saíram de seu violão com 12 cordas anunciando Love of My Life. Em seguida, o público cantou com May, que enxugou os olhos ao final da canção.

O grupo se reuniu aos músicos de apoio na passarela em meio ao público. Danny Miranda, ex-Blue Öyster Cult assumiu o contrabaixo de jazz e, sem Rodgers, brincaram no tema 39.

Taylor começou um solo nos aros do bumbo enquanto peças eram trazidas para completar sua ‘outra' bateria. Em plena forma, soltou o pulmão e o sorriso em I' m in Love with My Car.

Depois de A Kind of Magic, Taylor, May e Rodgers cantaram juntos a nova Say It's Not True. Não faltaram hits como Under Preassure e Radio Ga Ga, tampouco homenagens a Mercury, que foi projetado no telão, cantando junto a Rodgers enquanto a banda tocava Bohemian Rapsody.

Músicas da carreira de Rodgers também não faltaram como a clássica Bad Company e All Right Now do lendário grupo Free. Um espetáculo musical, e acima de tudo, de respeito com a música. Como se tudo isso não bastasse, fecharam com We are the Champions. A rainha está de volta, elegante e cheia de energia. Como Mercury mesmo cantava, "Show must go on".



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Queen em retorno impecável

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

28/11/2008 | 07:00


Com pontualidade britânica, as luzes da Via Funchal se apagaram às 22h de na última quarta-feira. Uma tempestade apareceu em meio ao cosmos projetado no enorme telão que tomava conta de todo o fundo do palco. Era anunciada após longa data a volta majestosa do Queen, desta vez com o lendário Paul Rodgers nos vocais.

A clássica música Hammer to Fall levou o público ao delírio logo de início, Roger Taylor, Brian May e o vocalista emendaram Tie Your Mother Down, canção que está presente em A Day at the Races, um dos discos mais importantes da história do rock, lançado em 1976. Nem o alto preço dos ingressos afugentou os fãs, que variavam entre 20 e 60 anos, em casa quase lotada.

A escolha pela voz de Rodgers, cantor que liderou clássicos grupos como Free e Bad Company nos anos 1970 foi certeira. Carismático, vem da escola do blues, mostrou que chega ao Queen para somar, passa longe de querer parecer com o vocalista original Freddie Mercury.

Ovacionados ao final de cada canção, era chegado o momento de Another One Bites the Dust, com um solo de guitarra de May capaz de tirar o fôlego de qualquer mortal lá presente.

Entre as luzes que coloriam o palco, a satisfação estava estampada nos rostos de May e Taylor enquanto Rodgers cantava I Want it All, seguida por outro clássico, I Want to Break Free. Rodgers cantou em uníssono com a platéia as palavras de Mercury: "I'm Falling in Love for the First Time".

O show apresentou The Cosmos Rock, novo álbum de Queen+Paul Rodgers com a música C-lebrity, a casa aquietou-se, atenta aos trabalhos vocais de Rodgers com Taylor e May. Outra da nova safra veio em seguida, Suf's Up...School's Out.

Respeito - O show foi montado de forma que o grupo todo pudesse aparecer e cantar. May, embaixador do grupo apresenta seu amigo Paul Rodgers, que apresenta May, que apresenta Taylor... e o clima de respeito mútuo segue por todo o show.

Brian May arriscou algumas palavras em português antes de homenagear o cantor Freddie Mercury: "Então vocês gostam de cantar. Querem cantar para Freddie?" Arranjos de uma delicadeza ímpar saíram de seu violão com 12 cordas anunciando Love of My Life. Em seguida, o público cantou com May, que enxugou os olhos ao final da canção.

O grupo se reuniu aos músicos de apoio na passarela em meio ao público. Danny Miranda, ex-Blue Öyster Cult assumiu o contrabaixo de jazz e, sem Rodgers, brincaram no tema 39.

Taylor começou um solo nos aros do bumbo enquanto peças eram trazidas para completar sua ‘outra' bateria. Em plena forma, soltou o pulmão e o sorriso em I' m in Love with My Car.

Depois de A Kind of Magic, Taylor, May e Rodgers cantaram juntos a nova Say It's Not True. Não faltaram hits como Under Preassure e Radio Ga Ga, tampouco homenagens a Mercury, que foi projetado no telão, cantando junto a Rodgers enquanto a banda tocava Bohemian Rapsody.

Músicas da carreira de Rodgers também não faltaram como a clássica Bad Company e All Right Now do lendário grupo Free. Um espetáculo musical, e acima de tudo, de respeito com a música. Como se tudo isso não bastasse, fecharam com We are the Champions. A rainha está de volta, elegante e cheia de energia. Como Mercury mesmo cantava, "Show must go on".

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