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Novas regras do Fies estimulam programas de crédito privado


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

18/07/2017 | 07:00


 As recentes alterações no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), do governo federal, que desde 2014 vem diminuindo o número de bolsas, estabelecendo novos critérios e, com isso, restringindo o acesso ao benefício, faz com que as instituições de Ensino Superior voltem a focar nos programas próprios de financiamento e também a aderir a parcerias com instituições privadas para opções de crédito universitário.

Estimativa da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares) é a de que o número de estudantes beneficiados pelo Fies nas instituições privadas de Ensino Superior tenha queda de até 20% com as mudanças, que passam a valer no próximo ano. “O Fies vem sofrendo desde 2014 e, embora essa mudança busque um planejamento melhor do programa, é evidente que há críticas. Temos um funil cada vez mais estreito”, observa a diretora da instituição, Amabile Pácios.

O MEC (Ministério da Educação) estabeleceu novos contratos do Fies para 2018. O primeiro deles destinará 100 mil vagas para estudantes com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 2.811), sem cobrança de juros. O segundo destinará vagas para alunos com renda de até cinco salários mínimos (R$ 4.685) e taxa de juros de 3% ao ano até 6,5% ao ano.

Uma das principais alterações, entretanto, está relacionada ao pagamento do empréstimo. Isso porque os alunos, depois de concluírem o curso e conseguirem emprego, terão desconto automático do valor da dívida na folha de pagamento. Para ter acesso ao Fies, o estudante precisa fazer pelo menos 450 pontos (de total de 1.000) no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e tirar nota maior do que zero na redação.

Diante do cenário negativo, potencializado pela crise econômica e desemprego, a Fenep trabalha com as instituições de Ensino Superior para que lancem mão de bolsas e programas próprios de financiamento para garantir a permanência dos alunos. “As instituições já tinham seus próprios programas, que acabaram ficando de lado devido ao Fies. Agora, percebemos que diversas delas já estão reformulando a opção de financiamento dentro de seus critérios”, diz Amabile.

Entre as opções existentes no Grande ABC, o Pravaler oferece crédito estudantil privado com a característica de proporcionar que o aluno faça pagamento parcelado das mensalidades enquanto estuda e parte depois de formado. As taxas de juros são de até 1% ao mês e normalmente são financiadas pela própria universidade. Neste caso, para a contratação, o aluno precisa de um fiador, e a soma da renda dos dois deve ser de, no mínimo, duas vezes e meia o valor da mensalidade.

Outro programa de financiamento privado disponível é o PEP (Parcelamento Estudantil Privado), que permite o parcelamento de até 70% do curso depois de formado durante o mesmo período de duração da graduação. Não há cobrança de juros neste caso, apenas a correção dos valores de acordo com a inflação no período.

Diante da impossibilidade de arcar com os altos custos das mensalidades do Ensino Superior, o professor de economia do Mackenzie Agostinho Pascalicchio orienta que o estudante tenha como ‘plano A’ a busca por bolsas de estudo ofertadas pelas instituições. O financiamento deve ser a segunda opção, tendo em vista os juros e a necessidade de planejamento do futuro. “O ideal é usar a caderneta de poupança e a Selic como referência para a taxa de juros) e, além disso, os valores nunca devem ser pré-fixados, mas acompanhar a própria Selic ou a Fipe, por exemplo”, destaca Pascalicchio.

Outra recomendação é o planejamento para que as parcelas caibam no bolso. “Indicamos que um terço da renda seja comprometida, mas isso vai variar de acordo com a profissão escolhida”, completa.

 

 

Universidades oferecem bolsas próprias

 

Entre as sete cidades, algumas instituições de Ensino Superior destacaram ofertar opções de bolsas de estudo e financiamento próprio.

As instituições do grupo Uniesp (União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo) – Iesa (Instituto de Ensino Superior de Santo André), FAD (Faculdade Diadema), Fapan (São Bernardo), Firp (Faculdades Integradas de Ribeirão Pires), Fama (Faculdade Mauá) e Faculdade Tijucussu (São Caetano) – informaram oferecer parcelamento estudantil exclusivo, além de bolsas de estudo.

Na Estácio, o percentual de alunos participantes do Fies (Financiamento Estudantil) passou de 46% do total de matrículas presenciais em 2015 para 29% atualmente. Além disso, 2% dos estudantes aderiram ao PAR (Programa de parcelamento próprio da instituição de ensino), criado no início ao ano.

O Centro Universitário da FEI destacou que dispõe da Fundacred (Fundação de Crédito Educativo), que possibilita a concessão de bolsas de estudo para alunos da graduação e pós-graduação pelo sistema de crédito rotativo.

No Grupo Anhanguera há oferta de bolsas de estudo de 100% e 50% para o primeiro e segundo colocados, respectivamente, nos vestibulares. Além disso, a instituição educacional conta com o PEP (Parcelamento Estudantil Privado).

Além do Fies e do ProUni (Programa Universidade para Todos), a Faculdade de Medicina do ABC destacou que, em razão da filantropia, oferece bolsas de estudos sociais para estudantes de baixa renda.

 

FEIRÃO

Uma opção para aqueles que desejam ingressar no Ensino Superior é participar do 4º Feirão Juro Zero promovido pelo Pravaler. Os interessados podem se inscrever até 31 de agosto pelo site www.jurozeropravaler.com.br. Na região, estudantes calouros e veteranos da Estácio e da Metodista podem participar.

Com o benefício, o aluno paga metade do valor da graduação enquanto estuda e a outra metade depois de formado. O benefício da taxa zero ainda se estende aos veteranos de algumas instituições.

 



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Novas regras do Fies estimulam programas de crédito privado

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

18/07/2017 | 07:00


 As recentes alterações no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), do governo federal, que desde 2014 vem diminuindo o número de bolsas, estabelecendo novos critérios e, com isso, restringindo o acesso ao benefício, faz com que as instituições de Ensino Superior voltem a focar nos programas próprios de financiamento e também a aderir a parcerias com instituições privadas para opções de crédito universitário.

Estimativa da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares) é a de que o número de estudantes beneficiados pelo Fies nas instituições privadas de Ensino Superior tenha queda de até 20% com as mudanças, que passam a valer no próximo ano. “O Fies vem sofrendo desde 2014 e, embora essa mudança busque um planejamento melhor do programa, é evidente que há críticas. Temos um funil cada vez mais estreito”, observa a diretora da instituição, Amabile Pácios.

O MEC (Ministério da Educação) estabeleceu novos contratos do Fies para 2018. O primeiro deles destinará 100 mil vagas para estudantes com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 2.811), sem cobrança de juros. O segundo destinará vagas para alunos com renda de até cinco salários mínimos (R$ 4.685) e taxa de juros de 3% ao ano até 6,5% ao ano.

Uma das principais alterações, entretanto, está relacionada ao pagamento do empréstimo. Isso porque os alunos, depois de concluírem o curso e conseguirem emprego, terão desconto automático do valor da dívida na folha de pagamento. Para ter acesso ao Fies, o estudante precisa fazer pelo menos 450 pontos (de total de 1.000) no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e tirar nota maior do que zero na redação.

Diante do cenário negativo, potencializado pela crise econômica e desemprego, a Fenep trabalha com as instituições de Ensino Superior para que lancem mão de bolsas e programas próprios de financiamento para garantir a permanência dos alunos. “As instituições já tinham seus próprios programas, que acabaram ficando de lado devido ao Fies. Agora, percebemos que diversas delas já estão reformulando a opção de financiamento dentro de seus critérios”, diz Amabile.

Entre as opções existentes no Grande ABC, o Pravaler oferece crédito estudantil privado com a característica de proporcionar que o aluno faça pagamento parcelado das mensalidades enquanto estuda e parte depois de formado. As taxas de juros são de até 1% ao mês e normalmente são financiadas pela própria universidade. Neste caso, para a contratação, o aluno precisa de um fiador, e a soma da renda dos dois deve ser de, no mínimo, duas vezes e meia o valor da mensalidade.

Outro programa de financiamento privado disponível é o PEP (Parcelamento Estudantil Privado), que permite o parcelamento de até 70% do curso depois de formado durante o mesmo período de duração da graduação. Não há cobrança de juros neste caso, apenas a correção dos valores de acordo com a inflação no período.

Diante da impossibilidade de arcar com os altos custos das mensalidades do Ensino Superior, o professor de economia do Mackenzie Agostinho Pascalicchio orienta que o estudante tenha como ‘plano A’ a busca por bolsas de estudo ofertadas pelas instituições. O financiamento deve ser a segunda opção, tendo em vista os juros e a necessidade de planejamento do futuro. “O ideal é usar a caderneta de poupança e a Selic como referência para a taxa de juros) e, além disso, os valores nunca devem ser pré-fixados, mas acompanhar a própria Selic ou a Fipe, por exemplo”, destaca Pascalicchio.

Outra recomendação é o planejamento para que as parcelas caibam no bolso. “Indicamos que um terço da renda seja comprometida, mas isso vai variar de acordo com a profissão escolhida”, completa.

 

 

Universidades oferecem bolsas próprias

 

Entre as sete cidades, algumas instituições de Ensino Superior destacaram ofertar opções de bolsas de estudo e financiamento próprio.

As instituições do grupo Uniesp (União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo) – Iesa (Instituto de Ensino Superior de Santo André), FAD (Faculdade Diadema), Fapan (São Bernardo), Firp (Faculdades Integradas de Ribeirão Pires), Fama (Faculdade Mauá) e Faculdade Tijucussu (São Caetano) – informaram oferecer parcelamento estudantil exclusivo, além de bolsas de estudo.

Na Estácio, o percentual de alunos participantes do Fies (Financiamento Estudantil) passou de 46% do total de matrículas presenciais em 2015 para 29% atualmente. Além disso, 2% dos estudantes aderiram ao PAR (Programa de parcelamento próprio da instituição de ensino), criado no início ao ano.

O Centro Universitário da FEI destacou que dispõe da Fundacred (Fundação de Crédito Educativo), que possibilita a concessão de bolsas de estudo para alunos da graduação e pós-graduação pelo sistema de crédito rotativo.

No Grupo Anhanguera há oferta de bolsas de estudo de 100% e 50% para o primeiro e segundo colocados, respectivamente, nos vestibulares. Além disso, a instituição educacional conta com o PEP (Parcelamento Estudantil Privado).

Além do Fies e do ProUni (Programa Universidade para Todos), a Faculdade de Medicina do ABC destacou que, em razão da filantropia, oferece bolsas de estudos sociais para estudantes de baixa renda.

 

FEIRÃO

Uma opção para aqueles que desejam ingressar no Ensino Superior é participar do 4º Feirão Juro Zero promovido pelo Pravaler. Os interessados podem se inscrever até 31 de agosto pelo site www.jurozeropravaler.com.br. Na região, estudantes calouros e veteranos da Estácio e da Metodista podem participar.

Com o benefício, o aluno paga metade do valor da graduação enquanto estuda e a outra metade depois de formado. O benefício da taxa zero ainda se estende aos veteranos de algumas instituições.

 

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