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Custo de vida da Capital atinge maior nível desde 2004


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

11/01/2011 | 07:10


O custo de vida dos paulistanos está cada vez mais caro. Conforme o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 2010 teve a maior expansão dos últimos seis anos no ICV (Índice de Custo de Vida), que variou 6,91%. Em 2004, o indicador do aumento de preços dos paulistanos avançou 7,70%.

As famílias mais pobres, com renda média de R$ 377,49 ao mês, acabaram levando a pior, pois o encarecimento dos produtos e serviços pesou mais. O ICV destes consumidores aumentou 7,67%.

Esse golpe baixo foi proveniente dos alimentos, que em geral subiram 11,95%. E o consumidor com menor poder aquisitivo acaba gastando mais do seu orçamento para comprar comida, o que resulta em maior inflação para a baixa renda.

Segundo a coordenadora da pesquisa do ICV-Dieese, Cornélia Nogueira Porto, separando o levantamento em bens e serviços, ambos encareceram semelhantemente e pesam quase o mesmo no bolso do consumidor.

"Os bens subiram 6,7% e pesam 49,3%. Já os serviços expandiram 7,1% e representam 50,7% do indicador. No entanto, os alimentos foram os principais responsáveis pelo aumento dos bens. E os serviços apresentaram inflação mais democrática, com elevações em todos os segmentos", explicou a pesquisadora.

Conforme nota do Dieese, outros três grupos apresentaram aumento representativo. A habitação subiu 6,68%, e, segundo o movimento, o grupo educação e leitura avançou 5,48% e a saúde teve acréscimo de 5,45%.

O item despesa pessoais teve alta de 4,72%, transporte subiu 4,25%, despesas diversas expandiu 1,66%, vestuário aumentou 0,61% e recreação, não diferente dos demais, avançou 0,51%.

Consumidores tiveram alívio somente no grupo equipamento doméstico, que caiu 1,02%. Cornélia opina que o recuo no segmento pode ser atribuído à grande competição entre as empresas. "É bom para o consumidor que os preços estão caindo. Por outro lado não é tão bom para a indústria nacional de eletrodomésticos."

Conforme noticiado pelo Diário, o indicador oficial de inflação IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) também captou que alguns eletroeletrônicos ficaram mais baratos no ano passado.

No entanto, ao contrário do ICV, que observa a inflação apenas dos paulistanos, o IPCA apura a variação dos preços das famílias brasileiras com renda entre um e 40 salários-mínimos.

Entre os destaques que apareceram no IPCA com queda nos valores em 2010 está a TV, que ficou em média 22% mais barata, os aparelhos de som (-3,39%), aparelhos de DVD (-10,91%) e microcomputadores (-12,87%).



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Custo de vida da Capital atinge maior nível desde 2004

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

11/01/2011 | 07:10


O custo de vida dos paulistanos está cada vez mais caro. Conforme o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 2010 teve a maior expansão dos últimos seis anos no ICV (Índice de Custo de Vida), que variou 6,91%. Em 2004, o indicador do aumento de preços dos paulistanos avançou 7,70%.

As famílias mais pobres, com renda média de R$ 377,49 ao mês, acabaram levando a pior, pois o encarecimento dos produtos e serviços pesou mais. O ICV destes consumidores aumentou 7,67%.

Esse golpe baixo foi proveniente dos alimentos, que em geral subiram 11,95%. E o consumidor com menor poder aquisitivo acaba gastando mais do seu orçamento para comprar comida, o que resulta em maior inflação para a baixa renda.

Segundo a coordenadora da pesquisa do ICV-Dieese, Cornélia Nogueira Porto, separando o levantamento em bens e serviços, ambos encareceram semelhantemente e pesam quase o mesmo no bolso do consumidor.

"Os bens subiram 6,7% e pesam 49,3%. Já os serviços expandiram 7,1% e representam 50,7% do indicador. No entanto, os alimentos foram os principais responsáveis pelo aumento dos bens. E os serviços apresentaram inflação mais democrática, com elevações em todos os segmentos", explicou a pesquisadora.

Conforme nota do Dieese, outros três grupos apresentaram aumento representativo. A habitação subiu 6,68%, e, segundo o movimento, o grupo educação e leitura avançou 5,48% e a saúde teve acréscimo de 5,45%.

O item despesa pessoais teve alta de 4,72%, transporte subiu 4,25%, despesas diversas expandiu 1,66%, vestuário aumentou 0,61% e recreação, não diferente dos demais, avançou 0,51%.

Consumidores tiveram alívio somente no grupo equipamento doméstico, que caiu 1,02%. Cornélia opina que o recuo no segmento pode ser atribuído à grande competição entre as empresas. "É bom para o consumidor que os preços estão caindo. Por outro lado não é tão bom para a indústria nacional de eletrodomésticos."

Conforme noticiado pelo Diário, o indicador oficial de inflação IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) também captou que alguns eletroeletrônicos ficaram mais baratos no ano passado.

No entanto, ao contrário do ICV, que observa a inflação apenas dos paulistanos, o IPCA apura a variação dos preços das famílias brasileiras com renda entre um e 40 salários-mínimos.

Entre os destaques que apareceram no IPCA com queda nos valores em 2010 está a TV, que ficou em média 22% mais barata, os aparelhos de som (-3,39%), aparelhos de DVD (-10,91%) e microcomputadores (-12,87%).

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