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Protesto contra Dilma e PT reúne 10 mil pessoas em Sto.André

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Público, divulgado pela PM, foi o maior da série
em adesão na região contra a corrupção no Brasil


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

14/03/2016 | 07:00


O Grande ABC concentrou ontem o maior público em ato da série de manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), contra o petismo e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao reunir 10 mil pessoas no Paço de Santo André, entre 9h e 13h. Os adeptos também fizeram caminhada na Avenida Perimetral. Os números foram informados pelo 41º Batalhão da PM (Polícia Militar) da cidade, responsável pela segurança do evento. Nenhuma ocorrência foi registrada no local.

Em São Bernardo, a atividade, no entanto, aconteceu de forma mais tímida, na Avenida Kennedy, onde cerca de 150 integrantes, segundo a PM, formaram a passeata no entorno do ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, entre 11h e 12h30. Já em São Caetano, que previa agenda nas avenidas Presidente Kennedy e Goiás, não houve ação concreta.

Algumas caravanas que estavam previstas na região à Avenida Paulista, na Capital – principal espaço de mobilização no País –, não foram efetuadas por receio de retaliação aos ônibus, de acordo com organizadores. A mobilização acabou descentralizada. Os atos antiPT ocorreram em aproximadamente 150 municípios brasileiros.

Em março do ano passado, a região também acompanhou os primeiros manifestos organizados no Brasil. Na ocasião, o Paço de Santo André foi o local com maior público, reunindo 7.000 pessoas. Cerca de 4.000 manifestantes se reuniram em São Bernardo, na Avenida Kennedy, e outros 500 se aglomeraram no Centro de São Caetano. Ocorreram protestos também em abril, agosto e dezembro, que ficou caracterizado pela queda de público.

De acordo com o coordenador do Movimento Mobiliza ABC, João Valdes (DEM), o crescimento na adesão em Santo André se deu principalmente aos últimos fatos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que levou Lula a depor no dia 4. “É contra o governo, mas não dá para deixar o ex-presidente de fora, porque os últimos acontecimentos, como os casos do triplex, no Guarujá, e o sítio de Atibaia, revoltaram demais a todos. A pífia condução desta gestão em Brasília não pode deixar de ser atrelada ao Lula”, descreveu.

Trajados com roupas verde e amarela, em sua grande maioria, os manifestantes começaram no início da manhã a se concentrar ao redor de um caminhão de som. O MBL (Movimento Brasil Livre) também auxiliou na organização do ato.Entre o público, o perfil mesclava idosos, jovens e casais. Muitos empunhavam cartazes com dizeres “Fora PT”, “Fora Dilma” e “Lula Ladrão”. Políticos compareceram ao encontro (veja mais informações abaixo).

“Vim porque estou cansada de ver só notícias de corrupção deste governo e do Lula. Não adianta mais esse discurso de que não se sabe de nada ou que isso não me pertence. Virou piada”, contou a aposentada de Santo André, Irene Martinho de Souza Rodrigues, 61 anos, moradora do Centro.

A assistente social Maria Clara Grespan chegou ao local na companhia de sua mãe Maria do Carmo, de 93 anos, cadeirante. Ela frisou revolta com a presidente e o partido, citando ter sido filiada do PT. “Não podemos ficar muito tempo no local por causa das dificuldades da minha mãe, mas não poderíamos ficar de fora. Me sinto traída. Muitos escândalos de corrupção, verdadeiro absurdo de que não posso compactuar.”

Em São Bernardo, o coordenador do MBL, empresário Júnior Moreira (PSDB), descreveu satisfação com a atividade, apesar da baixa adesão na cidade. “Eu falei a todos que passaram por aqui que o mais importante não é a quantidade. Não temos parte financeira e nem apoio partidário. Somente com a cara e coragem. O recado foi dado e ninguém mais está tolerando as justificativas para tantos escândalos”, alegou.

OPERAÇÃO
Um dos chefe da operação da PM, o tenente-coronel Paulo Roberto Vieira relatou que efetivo de 300 oficiais, contabilizando profissionais de Mauá e da GCM (Guarda Civil Municipal), atuou durante o evento na região central de Santo André. Na vizinha São Bernardo, o contingente foi de 50 agentes. 



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Protesto contra Dilma e PT reúne 10 mil pessoas em Sto.André

Público, divulgado pela PM, foi o maior da série
em adesão na região contra a corrupção no Brasil

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

14/03/2016 | 07:00


O Grande ABC concentrou ontem o maior público em ato da série de manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), contra o petismo e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao reunir 10 mil pessoas no Paço de Santo André, entre 9h e 13h. Os adeptos também fizeram caminhada na Avenida Perimetral. Os números foram informados pelo 41º Batalhão da PM (Polícia Militar) da cidade, responsável pela segurança do evento. Nenhuma ocorrência foi registrada no local.

Em São Bernardo, a atividade, no entanto, aconteceu de forma mais tímida, na Avenida Kennedy, onde cerca de 150 integrantes, segundo a PM, formaram a passeata no entorno do ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, entre 11h e 12h30. Já em São Caetano, que previa agenda nas avenidas Presidente Kennedy e Goiás, não houve ação concreta.

Algumas caravanas que estavam previstas na região à Avenida Paulista, na Capital – principal espaço de mobilização no País –, não foram efetuadas por receio de retaliação aos ônibus, de acordo com organizadores. A mobilização acabou descentralizada. Os atos antiPT ocorreram em aproximadamente 150 municípios brasileiros.

Em março do ano passado, a região também acompanhou os primeiros manifestos organizados no Brasil. Na ocasião, o Paço de Santo André foi o local com maior público, reunindo 7.000 pessoas. Cerca de 4.000 manifestantes se reuniram em São Bernardo, na Avenida Kennedy, e outros 500 se aglomeraram no Centro de São Caetano. Ocorreram protestos também em abril, agosto e dezembro, que ficou caracterizado pela queda de público.

De acordo com o coordenador do Movimento Mobiliza ABC, João Valdes (DEM), o crescimento na adesão em Santo André se deu principalmente aos últimos fatos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que levou Lula a depor no dia 4. “É contra o governo, mas não dá para deixar o ex-presidente de fora, porque os últimos acontecimentos, como os casos do triplex, no Guarujá, e o sítio de Atibaia, revoltaram demais a todos. A pífia condução desta gestão em Brasília não pode deixar de ser atrelada ao Lula”, descreveu.

Trajados com roupas verde e amarela, em sua grande maioria, os manifestantes começaram no início da manhã a se concentrar ao redor de um caminhão de som. O MBL (Movimento Brasil Livre) também auxiliou na organização do ato.Entre o público, o perfil mesclava idosos, jovens e casais. Muitos empunhavam cartazes com dizeres “Fora PT”, “Fora Dilma” e “Lula Ladrão”. Políticos compareceram ao encontro (veja mais informações abaixo).

“Vim porque estou cansada de ver só notícias de corrupção deste governo e do Lula. Não adianta mais esse discurso de que não se sabe de nada ou que isso não me pertence. Virou piada”, contou a aposentada de Santo André, Irene Martinho de Souza Rodrigues, 61 anos, moradora do Centro.

A assistente social Maria Clara Grespan chegou ao local na companhia de sua mãe Maria do Carmo, de 93 anos, cadeirante. Ela frisou revolta com a presidente e o partido, citando ter sido filiada do PT. “Não podemos ficar muito tempo no local por causa das dificuldades da minha mãe, mas não poderíamos ficar de fora. Me sinto traída. Muitos escândalos de corrupção, verdadeiro absurdo de que não posso compactuar.”

Em São Bernardo, o coordenador do MBL, empresário Júnior Moreira (PSDB), descreveu satisfação com a atividade, apesar da baixa adesão na cidade. “Eu falei a todos que passaram por aqui que o mais importante não é a quantidade. Não temos parte financeira e nem apoio partidário. Somente com a cara e coragem. O recado foi dado e ninguém mais está tolerando as justificativas para tantos escândalos”, alegou.

OPERAÇÃO
Um dos chefe da operação da PM, o tenente-coronel Paulo Roberto Vieira relatou que efetivo de 300 oficiais, contabilizando profissionais de Mauá e da GCM (Guarda Civil Municipal), atuou durante o evento na região central de Santo André. Na vizinha São Bernardo, o contingente foi de 50 agentes. 

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