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Temendo coligação, PRB flerta com Atila

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Desconfortável com aliança proporcional com PT e PTB, partido ensaia mudar de lado


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/03/2016 | 07:00


Alçado no ano passado ao comando da Secretaria de Esportes do governo do prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), o PRB já ensaia mudar de posição para o pleito de outubro se a coligação proporcional formatada pelo governo for concretizada. O partido teme que a chapa com PT e PTB prejudique a reeleição do único vereador da sigla, Gil Miranda, e já flerta com o deputado estadual e principal pré-candidato oposicionista na cidade, Atila Jacomussi (PCdoB).

Oficialmente, Gil nega a possibilidade de a legenda mudar de rumo para o pleito de outubro, alegando incoerência – anunciou apoio à reeleição de Donisete em novembro, em ato que contou com o presidente estadual do partido, Marcos Pereira. Nos bastidores, porém, o parlamentar já teria tido conversas com Atila. Gil nega. “Não tem nada que justifique (apoiar o Atila). Seria difícil para a gente ir para a rua (na eleição) pedir votos para (um candidato da) oposição depois de fazer parte do governo, a não ser que tivéssemos candidato próprio á Prefeitura”, despistou o parlamentar.

Pela ótica do PRB, a aliança com petistas e com os petebistas será desproporcional e poderá comprometer a manutenção do mandato de Gil. Em 2012, o PT elegeu quatro vereadores – um deles, Rogério Santana, trocou a sigla pela Rede – e o PTB, dois. No pleito passado, a coligação PRB, PDT e PSL elegeu, além de Gil, Cincinato Freire, Severino do MSTU (ex-PDT, hoje PROS) e José Wilson Ferreira Silva, o Melão (ex-PDT, hoje PPS).

O PRB não é o único partido aliado de Donisete que se frustra com as coligações arquitetadas pelo governo. Internamente, várias legendas têm demonstrado preocupação com as alianças proporcionais, entre elas o próprio Pros. O partido também foi agraciado com espaço no primeiro escalão – assumiu o controle da autarquia Hurbam (Habitação Popular e Urbanização de Mauá) –, mas também tem como prioridade a reeleição de Severino e ameaça, nos bastidores, desembarcar do governo caso a coligação não assegure vitória ao parlamentar.

Além dos reclames dos vereadores e de pré-candidatos ao Legislativo, Donisete também tem buscado unidade entre os partidos aliados e no próprio núcleo duro do PT para bancar o nome do vereador Alberto Betão Pereira Justino (PTdoB) para o cargo de vice em sua chapa.  



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Temendo coligação, PRB flerta com Atila

Desconfortável com aliança proporcional com PT e PTB, partido ensaia mudar de lado

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/03/2016 | 07:00


Alçado no ano passado ao comando da Secretaria de Esportes do governo do prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), o PRB já ensaia mudar de posição para o pleito de outubro se a coligação proporcional formatada pelo governo for concretizada. O partido teme que a chapa com PT e PTB prejudique a reeleição do único vereador da sigla, Gil Miranda, e já flerta com o deputado estadual e principal pré-candidato oposicionista na cidade, Atila Jacomussi (PCdoB).

Oficialmente, Gil nega a possibilidade de a legenda mudar de rumo para o pleito de outubro, alegando incoerência – anunciou apoio à reeleição de Donisete em novembro, em ato que contou com o presidente estadual do partido, Marcos Pereira. Nos bastidores, porém, o parlamentar já teria tido conversas com Atila. Gil nega. “Não tem nada que justifique (apoiar o Atila). Seria difícil para a gente ir para a rua (na eleição) pedir votos para (um candidato da) oposição depois de fazer parte do governo, a não ser que tivéssemos candidato próprio á Prefeitura”, despistou o parlamentar.

Pela ótica do PRB, a aliança com petistas e com os petebistas será desproporcional e poderá comprometer a manutenção do mandato de Gil. Em 2012, o PT elegeu quatro vereadores – um deles, Rogério Santana, trocou a sigla pela Rede – e o PTB, dois. No pleito passado, a coligação PRB, PDT e PSL elegeu, além de Gil, Cincinato Freire, Severino do MSTU (ex-PDT, hoje PROS) e José Wilson Ferreira Silva, o Melão (ex-PDT, hoje PPS).

O PRB não é o único partido aliado de Donisete que se frustra com as coligações arquitetadas pelo governo. Internamente, várias legendas têm demonstrado preocupação com as alianças proporcionais, entre elas o próprio Pros. O partido também foi agraciado com espaço no primeiro escalão – assumiu o controle da autarquia Hurbam (Habitação Popular e Urbanização de Mauá) –, mas também tem como prioridade a reeleição de Severino e ameaça, nos bastidores, desembarcar do governo caso a coligação não assegure vitória ao parlamentar.

Além dos reclames dos vereadores e de pré-candidatos ao Legislativo, Donisete também tem buscado unidade entre os partidos aliados e no próprio núcleo duro do PT para bancar o nome do vereador Alberto Betão Pereira Justino (PTdoB) para o cargo de vice em sua chapa.  

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