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De 44 fundos existentes no mercado, só 8 dão prejuízos


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

23/07/2006 | 08:35


Se você está com recursos aplicados nos fundos que se seguem: cambial dólar sem alavancagem, investimento no exterior, ações setoriais de telecomunicações, fundos fechados de ações, fundos de privatização CVRD-FGTS, CVRD Recursos Próprios, CVRD Migração e previdência cambial dólar, saiba que figura entre os únicos investidores que viram seu patrimônio ser corroído desde janeiro até o dia 18 de julho. Ou seja, ao invés de ampliar seus ganhos com os lucros advindos dessas escolhas, viram o dinheiro murchar.

Esses foram os oito fundos de investimentos de um total de 44 existentes nas redes de agências bancárias de todo o país que deram rendimento negativo ou abaixo da inflação apurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), no período. Vale lembrar que a inflação acumulada pelo IGP-M soma 1,57% no período de janeiro a junho.


No lucro – Na renda fixa, que mesmo diante do corte de cinco pontos percentuais na taxa básica de juros, a Selic, desde setembro, os investimentos continuam indo de vento em popa. O menos rentável do ano, o renda fixa multi-índice, pagou aos cotistas 8,07%. Essa taxa deflacionada pelo IGP-M reflete um ganho real de 6,4%. Já o mais rentável, que foi o renda fixa crédito, o rendimento nominal somou 8,82% e retorno real de 7,14%.

Na previdência – Os poupadores da previdência privada em PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), que buscam amealhar recursos extras após o período da aposentadoria, e os em VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), cujo objetivo é gerar um complemento ao orçamento doméstico em prazo mais imediato se deram bem até o momento, salvo àqueles que apostaram parte de sua poupança privada em fundos indexados a variação do dólar.

Quem colocou o dinheiro da previdência em fundos de renda fixa já ganhou 0,68% no mês e 8,47% no ano, até 18 de julho. Contra o IGP-M, isso representa um aumento real do patrimônio da ordem de 6,79%. Só esse fundos receberam R$ 305 milhões neste mês e R$ 2,236 bilhões desde janeiro.

SAIBA MAIS

Ações
Engana-se quem acha que as maiores vítimas da crise externa foram os fundos de ações. Com exceção dos setoriais em telecomunicações, que são fundos dedicados a aplicar em papéis do setor, os demais 11 ativos que compõem a família dos fundos que aplicam em bolsa de valores tiveram bom desempenho.

O pior I

O fundo de ações que teve o menor rendimento entre janeiro e 18 de julho foi o Ações Ibovespa Indexado. Mesmo assim, pagou ganho bruto de 3,97% no período, ou mais que o dobro da variação do IGP-M nos primeiros seis meses do ano, de 1,57%. Lápis na mão, o ganho real foi positivo em 2,36%.

O pior II

Entre 18 de julho de 2005 a 18 de julho de 2006, o fundo de ações Ibovespa Indexado rendeu 35,05%. Esse ganho bruto deflacionado pelo IGP-M de 12 meses, de 1,38%, reflete um rendimento real de 33,21%.

Petrobras
O fundo de privatização da Petrobras-FGTS continua sendo o mais rentável no ano e na série dos últimos 12 meses. Até 18 de julho rendeu 16,40% sendo 55,09% há um ano.


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De 44 fundos existentes no mercado, só 8 dão prejuízos

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

23/07/2006 | 08:35


Se você está com recursos aplicados nos fundos que se seguem: cambial dólar sem alavancagem, investimento no exterior, ações setoriais de telecomunicações, fundos fechados de ações, fundos de privatização CVRD-FGTS, CVRD Recursos Próprios, CVRD Migração e previdência cambial dólar, saiba que figura entre os únicos investidores que viram seu patrimônio ser corroído desde janeiro até o dia 18 de julho. Ou seja, ao invés de ampliar seus ganhos com os lucros advindos dessas escolhas, viram o dinheiro murchar.

Esses foram os oito fundos de investimentos de um total de 44 existentes nas redes de agências bancárias de todo o país que deram rendimento negativo ou abaixo da inflação apurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), no período. Vale lembrar que a inflação acumulada pelo IGP-M soma 1,57% no período de janeiro a junho.


No lucro – Na renda fixa, que mesmo diante do corte de cinco pontos percentuais na taxa básica de juros, a Selic, desde setembro, os investimentos continuam indo de vento em popa. O menos rentável do ano, o renda fixa multi-índice, pagou aos cotistas 8,07%. Essa taxa deflacionada pelo IGP-M reflete um ganho real de 6,4%. Já o mais rentável, que foi o renda fixa crédito, o rendimento nominal somou 8,82% e retorno real de 7,14%.

Na previdência – Os poupadores da previdência privada em PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), que buscam amealhar recursos extras após o período da aposentadoria, e os em VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), cujo objetivo é gerar um complemento ao orçamento doméstico em prazo mais imediato se deram bem até o momento, salvo àqueles que apostaram parte de sua poupança privada em fundos indexados a variação do dólar.

Quem colocou o dinheiro da previdência em fundos de renda fixa já ganhou 0,68% no mês e 8,47% no ano, até 18 de julho. Contra o IGP-M, isso representa um aumento real do patrimônio da ordem de 6,79%. Só esse fundos receberam R$ 305 milhões neste mês e R$ 2,236 bilhões desde janeiro.

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Ações
Engana-se quem acha que as maiores vítimas da crise externa foram os fundos de ações. Com exceção dos setoriais em telecomunicações, que são fundos dedicados a aplicar em papéis do setor, os demais 11 ativos que compõem a família dos fundos que aplicam em bolsa de valores tiveram bom desempenho.

O pior I

O fundo de ações que teve o menor rendimento entre janeiro e 18 de julho foi o Ações Ibovespa Indexado. Mesmo assim, pagou ganho bruto de 3,97% no período, ou mais que o dobro da variação do IGP-M nos primeiros seis meses do ano, de 1,57%. Lápis na mão, o ganho real foi positivo em 2,36%.

O pior II

Entre 18 de julho de 2005 a 18 de julho de 2006, o fundo de ações Ibovespa Indexado rendeu 35,05%. Esse ganho bruto deflacionado pelo IGP-M de 12 meses, de 1,38%, reflete um rendimento real de 33,21%.

Petrobras
O fundo de privatização da Petrobras-FGTS continua sendo o mais rentável no ano e na série dos últimos 12 meses. Até 18 de julho rendeu 16,40% sendo 55,09% há um ano.

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