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CPI faz sócia da Produz deixar empresa

Companhia é investigada pela Câmara de Santo André por eventuais contratos irregulares


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

01/11/2011 | 07:06


A ex-sócia da Produz Eventos e Produções Artísticas, Mônica Daniele do Carmo, deixou a empresa em razão das investigações de supostas irregularidades em 17 convênios assinados com a Prefeitura de Santo André, o que culminou na instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara. As informações são do próprio dono da companhia, Thiago Pinheiro Augusto, um dos averiguados, principalmente por ter ligação direta com o primo do secretário de Cultura, Edson Salvo Melo.

Segundo Thiago, a amiga entrou no quadro societário somente para dar suporte na abertura da empresa. O sócio alegou que Mônica preferiu sair para evitar desgaste. "Ela apenas emprestou o nome para ajudar e agora se afastou devido ao ocorrido." Com a mudança, outro nome entrou na Produz: Fernanda de Freitas.

O dono da Produz admitiu que possui vínculo de estreita amizade com Daniel de Moraes Salvo, parente de primeiro grau do titular da Pasta. De acordo com Thiago, a relação se dá desde 2000. "Trabalhamos juntos numa empresa de recreação, que prestava serviço na área de eventos, como formatura e shows artísticos", justificou o proprietário, ao dizer que o amigo contribuiu por ter conhecimento de website. "Eu precisava do serviço. Vou pedir para quem, senão a um amigo? Com isso, ele acabou registrando o domínio e apareceu como contato administrativo da empresa."

Com dois meses de fundação, a companhia foi contratada pela Prefeitura, com dispensa de licitação, por notória especialização. Ao todo, são 17 contratos. Um deles a apresentação de 80 shows de palhaços em centros educacionais, no valor de R$ 165 mil. A Produz já recebeu R$ 885 mil pela prestação de vários serviços.

Dizendo-se incomodado com a situação, entretanto sem nada a esconder, Thiago garantiu que Daniel não influenciou no processo de contratação. "Apenas manifestei desejo de apresentar o projeto da empresa. Ele só falou para levar lá (departamento de Cultura) para ver se dava certo. Uns foram aceitos, outros não."

A reunião da CPI que estava marcada para ontem foi adiada. Só o vereador Tiago Nogueira (PT), único da oposição, tentou, em vão, dar prosseguimento às apurações. "Quero avançar na investigação para convocar os envolvidos, mas há movimento contrário", alfinetou o petista. "Objetivo passa a ser saber quanto a empresa recebia da Prefeitura, o valor do pagamento aos artistas e ver (eventual) volume da diferença."



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CPI faz sócia da Produz deixar empresa

Companhia é investigada pela Câmara de Santo André por eventuais contratos irregulares

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

01/11/2011 | 07:06


A ex-sócia da Produz Eventos e Produções Artísticas, Mônica Daniele do Carmo, deixou a empresa em razão das investigações de supostas irregularidades em 17 convênios assinados com a Prefeitura de Santo André, o que culminou na instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara. As informações são do próprio dono da companhia, Thiago Pinheiro Augusto, um dos averiguados, principalmente por ter ligação direta com o primo do secretário de Cultura, Edson Salvo Melo.

Segundo Thiago, a amiga entrou no quadro societário somente para dar suporte na abertura da empresa. O sócio alegou que Mônica preferiu sair para evitar desgaste. "Ela apenas emprestou o nome para ajudar e agora se afastou devido ao ocorrido." Com a mudança, outro nome entrou na Produz: Fernanda de Freitas.

O dono da Produz admitiu que possui vínculo de estreita amizade com Daniel de Moraes Salvo, parente de primeiro grau do titular da Pasta. De acordo com Thiago, a relação se dá desde 2000. "Trabalhamos juntos numa empresa de recreação, que prestava serviço na área de eventos, como formatura e shows artísticos", justificou o proprietário, ao dizer que o amigo contribuiu por ter conhecimento de website. "Eu precisava do serviço. Vou pedir para quem, senão a um amigo? Com isso, ele acabou registrando o domínio e apareceu como contato administrativo da empresa."

Com dois meses de fundação, a companhia foi contratada pela Prefeitura, com dispensa de licitação, por notória especialização. Ao todo, são 17 contratos. Um deles a apresentação de 80 shows de palhaços em centros educacionais, no valor de R$ 165 mil. A Produz já recebeu R$ 885 mil pela prestação de vários serviços.

Dizendo-se incomodado com a situação, entretanto sem nada a esconder, Thiago garantiu que Daniel não influenciou no processo de contratação. "Apenas manifestei desejo de apresentar o projeto da empresa. Ele só falou para levar lá (departamento de Cultura) para ver se dava certo. Uns foram aceitos, outros não."

A reunião da CPI que estava marcada para ontem foi adiada. Só o vereador Tiago Nogueira (PT), único da oposição, tentou, em vão, dar prosseguimento às apurações. "Quero avançar na investigação para convocar os envolvidos, mas há movimento contrário", alfinetou o petista. "Objetivo passa a ser saber quanto a empresa recebia da Prefeitura, o valor do pagamento aos artistas e ver (eventual) volume da diferença."

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