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Autopeças de Mauá, S.Caetano
e Sto.André negociam reajuste

Reunião entre as partes ocorre nesta terça-feira; sindicalistas
estão insatisfeitos com o reajuste da classe patronal de 7,5%


Vinicius Gorczeski
Especial para o Diário

01/11/2011 | 07:00


A campanha salarial do ramo de autopeças segue em busca de um reajuste junto aos patrões. Estão pedindo 10%. O percentual significa aumento real entre 2,5% e 3% - não é possível cravar porque ainda não saiu a inflação oficial de outubro, mensurada pelo IBGE, utilizada para as datas bases do segmento.

O reajuste oferecido pela classe patronal, de 7,5%, é inferior ao obtido pela categoria em 2010, de 9%. Essa, segundo o Dieese, foi uma das maiores correções pagas em dez anos.

Atualmente negociam os aumentos trabalhadores de autopeças de Santo André e Mauá, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, e São Caetano, por meio do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano. A data base da categoria é hoje. Somando as três cidades, existem cerca de 26,2 mil funcionários.

Estão previstas para hoje duas reuniões. A primeira delas é uma da categoria junto à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, às 10h, a ser realizada na Capital. O objetivo dos sindicalistas é medir a temperatura na mesa de negociação e definir o rumo do movimento, que aguarda revisão nos valores oferecidos pelos patrões.

O encontro servirá ainda como preparativo para uma reunião marcada para às 15h, também em São Paulo, com os representantes das indústrias do segmento de todo o Estado, que devem dar retorno sobre a campanha salarial aos trabalhadores.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Cícero Martinha, a categoria não irá aceitar valores menores do que 10%. "Dissemos a eles (os patrões) que a correção da inflação sem o aumento real de renda não daria para fechar", afirma o dirigente.

A categoria se mostra irredutível quanto a abaixar a proposta porque os vizinhos do ramo de autopeças de São Bernardo conquistaram o mesmo valor na época do fechamento do dissídio, em setembro.

O dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, destaca que está otimista com proposta que atenda aos interesses da categoria. "O processo está correndo bem. Estão sendo feitas assembleias de mobilização e é bem provável que se chegue a um denominador comum o quanto antes." Cidão espera que uma proposta atrativa possa ser levada a assembleia para votação dos metalúrgicos já nesta semana.

O rendimento médio pago ao setor de São Caetano - ofuscado pela montadora GM, que em setembro conquistou o maior reajuste entre metalúrgicos no ano, de 10,8%, e tem maior peso industrial -, é de R$ 1.800, segundo Cidão. Em Santo André, os salários giram em torno de R$ 2.347 e, em Mauá, de R$ 2.006 (a média conjunta de ambos atinge R$ 2.165). O piso do setor é referente a fábricas menores, como ferramentarias e mecânicas, em R$ 797.

 

 



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Autopeças de Mauá, S.Caetano
e Sto.André negociam reajuste

Reunião entre as partes ocorre nesta terça-feira; sindicalistas
estão insatisfeitos com o reajuste da classe patronal de 7,5%

Vinicius Gorczeski
Especial para o Diário

01/11/2011 | 07:00


A campanha salarial do ramo de autopeças segue em busca de um reajuste junto aos patrões. Estão pedindo 10%. O percentual significa aumento real entre 2,5% e 3% - não é possível cravar porque ainda não saiu a inflação oficial de outubro, mensurada pelo IBGE, utilizada para as datas bases do segmento.

O reajuste oferecido pela classe patronal, de 7,5%, é inferior ao obtido pela categoria em 2010, de 9%. Essa, segundo o Dieese, foi uma das maiores correções pagas em dez anos.

Atualmente negociam os aumentos trabalhadores de autopeças de Santo André e Mauá, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, e São Caetano, por meio do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano. A data base da categoria é hoje. Somando as três cidades, existem cerca de 26,2 mil funcionários.

Estão previstas para hoje duas reuniões. A primeira delas é uma da categoria junto à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, às 10h, a ser realizada na Capital. O objetivo dos sindicalistas é medir a temperatura na mesa de negociação e definir o rumo do movimento, que aguarda revisão nos valores oferecidos pelos patrões.

O encontro servirá ainda como preparativo para uma reunião marcada para às 15h, também em São Paulo, com os representantes das indústrias do segmento de todo o Estado, que devem dar retorno sobre a campanha salarial aos trabalhadores.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Cícero Martinha, a categoria não irá aceitar valores menores do que 10%. "Dissemos a eles (os patrões) que a correção da inflação sem o aumento real de renda não daria para fechar", afirma o dirigente.

A categoria se mostra irredutível quanto a abaixar a proposta porque os vizinhos do ramo de autopeças de São Bernardo conquistaram o mesmo valor na época do fechamento do dissídio, em setembro.

O dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, destaca que está otimista com proposta que atenda aos interesses da categoria. "O processo está correndo bem. Estão sendo feitas assembleias de mobilização e é bem provável que se chegue a um denominador comum o quanto antes." Cidão espera que uma proposta atrativa possa ser levada a assembleia para votação dos metalúrgicos já nesta semana.

O rendimento médio pago ao setor de São Caetano - ofuscado pela montadora GM, que em setembro conquistou o maior reajuste entre metalúrgicos no ano, de 10,8%, e tem maior peso industrial -, é de R$ 1.800, segundo Cidão. Em Santo André, os salários giram em torno de R$ 2.347 e, em Mauá, de R$ 2.006 (a média conjunta de ambos atinge R$ 2.165). O piso do setor é referente a fábricas menores, como ferramentarias e mecânicas, em R$ 797.

 

 

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