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'Primeiro Emprego 2' começa dia 1º no Grande ABC


Márcia Pinna Raspanti
Do Diário do Grande ABC

17/11/2004 | 10:55


Os cursos de capacitação oferecidos no âmbito da segunda edição do programa Primeiro Emprego no Grande ABC terão início no dia 1º de dezembro. Dos 6 mil jovens inscritos, serão selecionados 2 mil até o final desta semana para participar das atividades ministradas por 18 ONGs da região. Os jovens carentes e em situação de risco têm preferência na hora da seleção.

Na primeira etapa do programa no Grande ABC, foram capacitados 992 jovens, dos quais apenas 321 foram inseridos no mercado de trabalho. De acordo com o coordenador do Consórcio Social da Juventude do Grande ABC, Luiz Augusto Gonçalves de Almeida, o índice é satisfatório. “A meta era empregar 40% dos jovens e chegamos quase lá. Foram 321 pessoas empregadas, o que corresponde a cerca de 35% dos jovens qualificados”, afirma. Para a segunda etapa, o objetivo é inserir 800 jovens no mercado, o que também corresponde a 40% dos jovens selecionados para o programa.

O Consórcio Social da Juventude é responsável por um dos “braços” do programa na região. O consórcio é voltado para qualificação e formação dos jovens e responsável pela coordenação dos cursos e oficinas. A colocação direta do jovem no mercado de trabalho, outra frente do Primeiro Emprego, é feita pelos postos do Sine (Sistema Nacional do Emprego). As empresas que empregam os jovens participantes recebem um subsídio do governo federal.

Os jovens selecionados recebem uma bolsa de R$ 150 por quatro meses. “A bolsa é necessária para dar condições para que a pessoa abandone as antigas atividades para participar das aulas. Muitas vezes, o jovem sustenta a família com o dinheiro”, acredita Almeida.

Os cursos são voltados para ética e cidadania, saúde, empreendedorismo, inclusão digital e atividades profissionais como telemarketing, estética e beleza, organização de eventos e cozinha. São de 400 a 600 horas de aulas, em cursos com duração de até seis meses.

Segundo o coordenador do Consórcio Social da Juventude do Grande ABC, muitos jovens inscritos não querem ou não precisam participar dos cursos e oficinas. “Se a pessoa já está qualificada, ela nem sempre quer fazer a capacitação e já pode ser encaminhada ao mercado de trabalho”, diz.

Devido ao acordo firmado entre o Ministério do Trabalho e o Mc Donald’s, que irá empregar 500 jovens do Grande ABC, será oferecido um curso específico para a empresa na segunda fase do programa. O Mc Donald’s já empregou 120 jovens da região que participaram dos cursos no primeiro semestre e 80 estão em processo de seleção. Em 2005, serão 300 vagas destinadas ao programa na região.

O curso será ministrado pela Fundação Florestan Fernandes, de Diadema, que deverá oferecer 100 vagas para aulas de Segurança Alimentar, com objetivo de qualificar os jovens a trabalhar na rede. O alunos irão estudar manipulação e armazenamento de alimentos, higiene, Código de Defesa do Consumidor, aspectos ligados a redes fast food, atendimento ao cliente e operação de caixa.

A Fundação prevê a realização de atividades integradas, como palestras, com o próprio Mc Donald’s e diversas empresas da área de alimentação. O curso também qualifica os jovens a trabalhar em outras empresas do setor, como a Nestlé, que já fechou acordo com o governo federal para empregar 2 mil participantes do programa em todo o país nos próximos dois anos. A instituição irá oferecer mais 125 vagas em outros cursos e oficinas.

De acordo com Almeida, os cursos de Segurança Alimentar foram elaborados para atender a demanda da região. “O Mc Donald’s vai absorver parte significativa dos 2 mil jovens que participarão dos cursos. Por isso, temos de preparar os alunos para trabalhar na empresa. Não podemos esquecer também da Nestlé, que é outra empresa com participação importante no programa”, diz.



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'Primeiro Emprego 2' começa dia 1º no Grande ABC

Márcia Pinna Raspanti
Do Diário do Grande ABC

17/11/2004 | 10:55


Os cursos de capacitação oferecidos no âmbito da segunda edição do programa Primeiro Emprego no Grande ABC terão início no dia 1º de dezembro. Dos 6 mil jovens inscritos, serão selecionados 2 mil até o final desta semana para participar das atividades ministradas por 18 ONGs da região. Os jovens carentes e em situação de risco têm preferência na hora da seleção.

Na primeira etapa do programa no Grande ABC, foram capacitados 992 jovens, dos quais apenas 321 foram inseridos no mercado de trabalho. De acordo com o coordenador do Consórcio Social da Juventude do Grande ABC, Luiz Augusto Gonçalves de Almeida, o índice é satisfatório. “A meta era empregar 40% dos jovens e chegamos quase lá. Foram 321 pessoas empregadas, o que corresponde a cerca de 35% dos jovens qualificados”, afirma. Para a segunda etapa, o objetivo é inserir 800 jovens no mercado, o que também corresponde a 40% dos jovens selecionados para o programa.

O Consórcio Social da Juventude é responsável por um dos “braços” do programa na região. O consórcio é voltado para qualificação e formação dos jovens e responsável pela coordenação dos cursos e oficinas. A colocação direta do jovem no mercado de trabalho, outra frente do Primeiro Emprego, é feita pelos postos do Sine (Sistema Nacional do Emprego). As empresas que empregam os jovens participantes recebem um subsídio do governo federal.

Os jovens selecionados recebem uma bolsa de R$ 150 por quatro meses. “A bolsa é necessária para dar condições para que a pessoa abandone as antigas atividades para participar das aulas. Muitas vezes, o jovem sustenta a família com o dinheiro”, acredita Almeida.

Os cursos são voltados para ética e cidadania, saúde, empreendedorismo, inclusão digital e atividades profissionais como telemarketing, estética e beleza, organização de eventos e cozinha. São de 400 a 600 horas de aulas, em cursos com duração de até seis meses.

Segundo o coordenador do Consórcio Social da Juventude do Grande ABC, muitos jovens inscritos não querem ou não precisam participar dos cursos e oficinas. “Se a pessoa já está qualificada, ela nem sempre quer fazer a capacitação e já pode ser encaminhada ao mercado de trabalho”, diz.

Devido ao acordo firmado entre o Ministério do Trabalho e o Mc Donald’s, que irá empregar 500 jovens do Grande ABC, será oferecido um curso específico para a empresa na segunda fase do programa. O Mc Donald’s já empregou 120 jovens da região que participaram dos cursos no primeiro semestre e 80 estão em processo de seleção. Em 2005, serão 300 vagas destinadas ao programa na região.

O curso será ministrado pela Fundação Florestan Fernandes, de Diadema, que deverá oferecer 100 vagas para aulas de Segurança Alimentar, com objetivo de qualificar os jovens a trabalhar na rede. O alunos irão estudar manipulação e armazenamento de alimentos, higiene, Código de Defesa do Consumidor, aspectos ligados a redes fast food, atendimento ao cliente e operação de caixa.

A Fundação prevê a realização de atividades integradas, como palestras, com o próprio Mc Donald’s e diversas empresas da área de alimentação. O curso também qualifica os jovens a trabalhar em outras empresas do setor, como a Nestlé, que já fechou acordo com o governo federal para empregar 2 mil participantes do programa em todo o país nos próximos dois anos. A instituição irá oferecer mais 125 vagas em outros cursos e oficinas.

De acordo com Almeida, os cursos de Segurança Alimentar foram elaborados para atender a demanda da região. “O Mc Donald’s vai absorver parte significativa dos 2 mil jovens que participarão dos cursos. Por isso, temos de preparar os alunos para trabalhar na empresa. Não podemos esquecer também da Nestlé, que é outra empresa com participação importante no programa”, diz.

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