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Patrícia França: abaixo o monopólio da Globo


Da TV Press

14/11/2004 | 15:40


Patrícia França pensou muito antes de topar fazer A Escrava Isaura, da Record. A atriz lembra que o diretor Herval Rossano foi até bastante paciente com ela durante as longas negociações para fazer parte do elenco da novela. Patrícia conta que precisou pesar prós e contras antes de assinar o contrato com a emissora para viver a antagonista Rosa.

“Tive de deixar minha cidade, minha filha e meu marido. E isso não é muito fácil, ainda mais de uma hora para outra”, afirma. Patrícia garante que até já se acostumou com a rotina de viver na ponte-aérea entre Rio e São Paulo. E não se arrepende da decisão. “Mesmo passando a semana longe da minha família, o esforço está sendo compensado. Está sendo um prazer viver a Rosa”, avalia.

PERGUNTA:Você ficou com medo de aceitar o convite da Record, depois do fracasso de Metamorphoses?
PATRÍCIA FRANÇA: Vou onde o trabalho estiver. Se o trabalho é legal, tem gente competente envolvida, se a história é boa e se o personagem for bom, eu estou lá, independentemente de onde seja. Eu vou de corpo e alma, seja cinema, televisão ou teatro. O que a gente precisa é trabalhar. Como a gente vive num mercado extremamente competitivo, não dá para ficar rejeitando propostas de trabalho. É importante destacar também que é ótimo a Record querer se estabelecer como um novo pólo de produção de telenovelas. Não podemos contar apenas com uma emissora como a única representante do mercado de teledramaturgia. É preciso acabar com o monopólio, porque ele existe e é real. Além disso, é necessário oxigenar mais o mercado, criar novas oportunidades de trabalho para os profissionais.

PERGUNTA: Na primeira versão, a luta pelo fim da escravidão era usada também como uma maneira de se falar da opressão vivida durante a época da ditadura militar. Que ponto você destacaria de mais importante nessa nova versão?
PATRÍCIA: Sou uma representante quase branca da raça negra e acredito que mostrar o cotidiano sofrido das senzalas foi um dos motivos para aceitar o convite. Acho importante que a gente se lembre disso na novela, que trata dos sofrimentos dos negros. E a Rosa toca nas feridas da escravidão. Ela quer mostrar a mancha que a humanidade criou. Acho que isso é bem legal, pois nos faz refletir e lembrar como os escravos eram tratados na época.

PERGUNTA: Qual avaliação você faz da Rosa?
PATRÍCIA: Ela é o oposto da Isaura. Enquanto ela é a ternura em pessoa, apesar de todo sofrimento, a Rosa é ardilosa, oportunista e que não aceita o fato de ser quase tão branca quanto a Isaura e não ter tido a mesma oportunidade que ela na vida. Mas o que eu acho mais interessante em interpretar a Rosa é que ela está sempre ali entre os senhores lembrando o quanto é difícil a vida daquelas pessoas que vivem nas senzalas, na escravidão. Ela é muito revoltada. Acho que o público está se surpreendendo um pouco de me ver tão má. Além disso, o que acho mais interessante na personagem é que ela é uma pessoa extremamente inconformada, que está sempre cutucando as feridas daquela sociedade. Ela mostra como é difícil viver ali, cercada de injustiças. Acho muito interessante a personagem sobretudo por isso tudo, porque ela está ali para lembrar todos os desmandos dos senhores de escravos. Além disso, ela ainda tem um ar de deboche e ironia bem elevados.

PERGUNTA: Dá mais prazer interpretar uma vilã?
PATRÍCIA: Fazer ou não uma vilã não importa. Cada personagem tem sua história, suas dificuldades e características. Não que seja mais interessante fazer uma vilã. Tudo está realmente no personagem. Se for bom, vai ser legal de se fazer.

PERGUNTA: Você chegou a tomar alguns cuidados para compor a personagem de Rosa?
PATRÍCIA: O que me preocupou num primeiro momento era como a Rosa iria falar, se expressar como uma escrava. Mas eu fui buscar no próprio texto do Thiago Santiago, porque ele já escreve da forma que vamos falar. Ou seja: eu falo conforme está escrito, como “ocê”, “dançano”, “tumem”, por exemplo. A maneira e os trejeitos de interpretar, porém, eu me inspirei na minha empregada.

PERGUNTA: Além da televisão, você já tem algum projeto agendado para voltar ao teatro e ao cinema?
PATRÍCIA: Pretendo voltar aos palcos no ano que vem e já tenho até um texto pronto para encenar. Mas depende de vários fatores, como patrocínio, por exemplo. No cinema, que é um tipo de trabalho que todo ator quer fazer, ainda não pintou convite nenhum até o momento. Sei que é difícil de ser convidada, mas aguardo ansiosa voltar à tela grande. O que acontece, porém, é que estão sempre escalando os mesmos atores. Acaba sendo uma grande panelinha, o que me deixa um pouco chateada com essa situação. Mas a gente quer sempre mais e, por isso, estou esperando novos convites.



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Patrícia França: abaixo o monopólio da Globo

Da TV Press

14/11/2004 | 15:40


Patrícia França pensou muito antes de topar fazer A Escrava Isaura, da Record. A atriz lembra que o diretor Herval Rossano foi até bastante paciente com ela durante as longas negociações para fazer parte do elenco da novela. Patrícia conta que precisou pesar prós e contras antes de assinar o contrato com a emissora para viver a antagonista Rosa.

“Tive de deixar minha cidade, minha filha e meu marido. E isso não é muito fácil, ainda mais de uma hora para outra”, afirma. Patrícia garante que até já se acostumou com a rotina de viver na ponte-aérea entre Rio e São Paulo. E não se arrepende da decisão. “Mesmo passando a semana longe da minha família, o esforço está sendo compensado. Está sendo um prazer viver a Rosa”, avalia.

PERGUNTA:Você ficou com medo de aceitar o convite da Record, depois do fracasso de Metamorphoses?
PATRÍCIA FRANÇA: Vou onde o trabalho estiver. Se o trabalho é legal, tem gente competente envolvida, se a história é boa e se o personagem for bom, eu estou lá, independentemente de onde seja. Eu vou de corpo e alma, seja cinema, televisão ou teatro. O que a gente precisa é trabalhar. Como a gente vive num mercado extremamente competitivo, não dá para ficar rejeitando propostas de trabalho. É importante destacar também que é ótimo a Record querer se estabelecer como um novo pólo de produção de telenovelas. Não podemos contar apenas com uma emissora como a única representante do mercado de teledramaturgia. É preciso acabar com o monopólio, porque ele existe e é real. Além disso, é necessário oxigenar mais o mercado, criar novas oportunidades de trabalho para os profissionais.

PERGUNTA: Na primeira versão, a luta pelo fim da escravidão era usada também como uma maneira de se falar da opressão vivida durante a época da ditadura militar. Que ponto você destacaria de mais importante nessa nova versão?
PATRÍCIA: Sou uma representante quase branca da raça negra e acredito que mostrar o cotidiano sofrido das senzalas foi um dos motivos para aceitar o convite. Acho importante que a gente se lembre disso na novela, que trata dos sofrimentos dos negros. E a Rosa toca nas feridas da escravidão. Ela quer mostrar a mancha que a humanidade criou. Acho que isso é bem legal, pois nos faz refletir e lembrar como os escravos eram tratados na época.

PERGUNTA: Qual avaliação você faz da Rosa?
PATRÍCIA: Ela é o oposto da Isaura. Enquanto ela é a ternura em pessoa, apesar de todo sofrimento, a Rosa é ardilosa, oportunista e que não aceita o fato de ser quase tão branca quanto a Isaura e não ter tido a mesma oportunidade que ela na vida. Mas o que eu acho mais interessante em interpretar a Rosa é que ela está sempre ali entre os senhores lembrando o quanto é difícil a vida daquelas pessoas que vivem nas senzalas, na escravidão. Ela é muito revoltada. Acho que o público está se surpreendendo um pouco de me ver tão má. Além disso, o que acho mais interessante na personagem é que ela é uma pessoa extremamente inconformada, que está sempre cutucando as feridas daquela sociedade. Ela mostra como é difícil viver ali, cercada de injustiças. Acho muito interessante a personagem sobretudo por isso tudo, porque ela está ali para lembrar todos os desmandos dos senhores de escravos. Além disso, ela ainda tem um ar de deboche e ironia bem elevados.

PERGUNTA: Dá mais prazer interpretar uma vilã?
PATRÍCIA: Fazer ou não uma vilã não importa. Cada personagem tem sua história, suas dificuldades e características. Não que seja mais interessante fazer uma vilã. Tudo está realmente no personagem. Se for bom, vai ser legal de se fazer.

PERGUNTA: Você chegou a tomar alguns cuidados para compor a personagem de Rosa?
PATRÍCIA: O que me preocupou num primeiro momento era como a Rosa iria falar, se expressar como uma escrava. Mas eu fui buscar no próprio texto do Thiago Santiago, porque ele já escreve da forma que vamos falar. Ou seja: eu falo conforme está escrito, como “ocê”, “dançano”, “tumem”, por exemplo. A maneira e os trejeitos de interpretar, porém, eu me inspirei na minha empregada.

PERGUNTA: Além da televisão, você já tem algum projeto agendado para voltar ao teatro e ao cinema?
PATRÍCIA: Pretendo voltar aos palcos no ano que vem e já tenho até um texto pronto para encenar. Mas depende de vários fatores, como patrocínio, por exemplo. No cinema, que é um tipo de trabalho que todo ator quer fazer, ainda não pintou convite nenhum até o momento. Sei que é difícil de ser convidada, mas aguardo ansiosa voltar à tela grande. O que acontece, porém, é que estão sempre escalando os mesmos atores. Acaba sendo uma grande panelinha, o que me deixa um pouco chateada com essa situação. Mas a gente quer sempre mais e, por isso, estou esperando novos convites.

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