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Reunião de tiras do agente X-9


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

16/03/2011 | 07:04


Muito da criação e da popularidade dos quadrinhos se deve às tirinhas de jornais que apresentaram as primeiras aventuras de personagens heroicos. A boa receptividade de figuras como o icônico Dick Tracy na década de 1930 fez com que outras publicações buscassem seu próprio detetive. É o caso do 'Agente Secreto X-9' (Editora Devir, 216 páginas). As investigações do policial podem agora ser encontradas nas prateleiras em duas edições: em brochura (R$ 48) e na versão com capa dura (R$ 62).

Não se sinta mal caso você nunca tenha ouvido falar dele. Até mesmo grandes fãs das histórias em quadrinhos sofrem para lembrar de seus casos. O fato é que o personagem tentou fugir da sombra de seu concorrente, mas acabou deixando as páginas após um ano em ação nas tirinhas.

O agente secreto nasceu quando o magnata da comunicação norte-americana William Randolph Hearts contratou Dashiell Hammett para elaborar uma nova atração para seu jornal. Marcado por criar o romance 'O Falcão Maltês' (que viria a ganhar uma respeitada versão cinematográfica), o escritor se juntou ao quadrinista Alex Raymond (a mente por trás de Flash Gordon) para o nascimento de X-9.

O livro traz compilação de todas as tiras publicadas nos anos de 1934 e 1935. O protagonista era durão, sagaz, dinâmico e cheio de classe, características que até hoje marcam o perfil de qualquer agente secreto que se preze. A dupla responsável por sua trajetória conseguiu apresentar ao público um herói misterioso que se envolvia em casos interessantes e dignos de bons livros policiais. "(...) O que você verá nas páginas é o mais fiel retrato de um herói durão e implacável, um verdadeiro sobrevivente da década de 1930. Um herói forjado com a perspicácia de Dashiell Hammett e o requinte de Alex Raymond", diz o editor da edição, Leandro Luigi Del Manto, no prefácio.

A publicação conta com sete capítulos: 'O Caso Powers', 'O Mistério das Armas Silenciosas', 'O Caso Martyn', 'O Caso do Carro em Chamas', 'O Caso da Garra de Ferro', 'O Caso das Jóias Egípcias' e 'O Organizador'. A série também traz características que viriam fazer parte do estilo do cinema noir, que surgiria nas telas na década seguinte. O interessante é que toda a trama era bem extensa e chegava a durar meses até ser concluída.

O fato fez com que a empolgação inicial dos leitores com o agente não durasse muito, além da bela trama escrita por Hammett ser considerada complexa demais para uma simples tirinha. Preocupado com o rumo do projeto, o jornal começou a interferir no processo criativo e acelerou o seu fim.

INFLUENTE
Apesar da pouca popularidade, o agente secreto serviu como inspiração para o Carnaval. A escola de samba GRES X-9, da cidade de Santos, extraiu das tirinhas seu nome. Os bons resultados obtidos pela agremiação originou o batizado da também tradicional X-9 Paulistana, da Zona Norte da Capital,

O termo ‘X-9' ficou conhecido do grande público como giria utilizada para denominar uma pessoa que delata pessoas e fatos. O jargão pode ser ruim nos dias de hoje, mas já denominou um esperto policial.



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Reunião de tiras do agente X-9

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

16/03/2011 | 07:04


Muito da criação e da popularidade dos quadrinhos se deve às tirinhas de jornais que apresentaram as primeiras aventuras de personagens heroicos. A boa receptividade de figuras como o icônico Dick Tracy na década de 1930 fez com que outras publicações buscassem seu próprio detetive. É o caso do 'Agente Secreto X-9' (Editora Devir, 216 páginas). As investigações do policial podem agora ser encontradas nas prateleiras em duas edições: em brochura (R$ 48) e na versão com capa dura (R$ 62).

Não se sinta mal caso você nunca tenha ouvido falar dele. Até mesmo grandes fãs das histórias em quadrinhos sofrem para lembrar de seus casos. O fato é que o personagem tentou fugir da sombra de seu concorrente, mas acabou deixando as páginas após um ano em ação nas tirinhas.

O agente secreto nasceu quando o magnata da comunicação norte-americana William Randolph Hearts contratou Dashiell Hammett para elaborar uma nova atração para seu jornal. Marcado por criar o romance 'O Falcão Maltês' (que viria a ganhar uma respeitada versão cinematográfica), o escritor se juntou ao quadrinista Alex Raymond (a mente por trás de Flash Gordon) para o nascimento de X-9.

O livro traz compilação de todas as tiras publicadas nos anos de 1934 e 1935. O protagonista era durão, sagaz, dinâmico e cheio de classe, características que até hoje marcam o perfil de qualquer agente secreto que se preze. A dupla responsável por sua trajetória conseguiu apresentar ao público um herói misterioso que se envolvia em casos interessantes e dignos de bons livros policiais. "(...) O que você verá nas páginas é o mais fiel retrato de um herói durão e implacável, um verdadeiro sobrevivente da década de 1930. Um herói forjado com a perspicácia de Dashiell Hammett e o requinte de Alex Raymond", diz o editor da edição, Leandro Luigi Del Manto, no prefácio.

A publicação conta com sete capítulos: 'O Caso Powers', 'O Mistério das Armas Silenciosas', 'O Caso Martyn', 'O Caso do Carro em Chamas', 'O Caso da Garra de Ferro', 'O Caso das Jóias Egípcias' e 'O Organizador'. A série também traz características que viriam fazer parte do estilo do cinema noir, que surgiria nas telas na década seguinte. O interessante é que toda a trama era bem extensa e chegava a durar meses até ser concluída.

O fato fez com que a empolgação inicial dos leitores com o agente não durasse muito, além da bela trama escrita por Hammett ser considerada complexa demais para uma simples tirinha. Preocupado com o rumo do projeto, o jornal começou a interferir no processo criativo e acelerou o seu fim.

INFLUENTE
Apesar da pouca popularidade, o agente secreto serviu como inspiração para o Carnaval. A escola de samba GRES X-9, da cidade de Santos, extraiu das tirinhas seu nome. Os bons resultados obtidos pela agremiação originou o batizado da também tradicional X-9 Paulistana, da Zona Norte da Capital,

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