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Confusão deixa feridos e vidro quebrado em S.Bernardo


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

02/04/2015 | 07:01


Com o intuito de debater questões relacionadas à paralisação dos docentes, cerca de 40 professores do comando de greve da subsede São Bernardo da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) tentaram invadir a diretoria regional de ensino da cidade na manhã de ontem. O conflito resultou em vidros quebrados e três pessoas levemente feridas, sendo dois professores e um funcionário da unidade.

O grupo é contra a colocação de professores eventuais nas salas de aula em substituição aos docentes em greve, tendo em vista a reposição das aulas após o término da paralisação, e alega estar enfrentando resistência para entrar nas escolas e conseguir conversar com os profissionais para ampliar a adesão ao movimento.

“Realizamos assembleia pela manhã e resolvemos ir em passeata até a diretoria de ensino reivindicar algumas pautas, mas fomos impedidos de entrar pelo segurança, que empurrou a porta, o que causou a quebra dos vidros. Dois professores se machucaram e até o próprio segurança”, comenta um dos integrantes da Apesoesp em São Bernardo, Aldo Santos.

Já a dirigente regional de ensino de São Bernardo, Suzana Aparecida Dechechi de Oliveira, considerou o episódio revoltante e destaca que o grupo já foi até a diretoria de ensino com intenção de invadir o local. “Foi uma situação de pânico. Sempre tivemos relacionamento tranquilo. Não havia motivos para agir dessa forma. O nosso maior prejuízo foi o medo que passamos e o susto de todos aqui”, diz.

Após a confusão, a dirigente ainda recebeu os manifestantes no auditório da diretoria de ensino para conversar. O grupo ficou reunido no local por cerca de meia hora. “Reconheço e respeito o direito deles à greve, mas os alunos também têm o direito de ter aula, por isso, preciso colocar os eventuais para substituí-los”, justifica.

A Secretaria da Educação do Estado emitiu, ainda, nota na qual destacou repudiar a ação dos grevistas. “A Pasta não admite atos de vandalismo. A depredação praticada hoje (ontem) soma-se a outras ações deploráveis cometidas durante a paralisação. A Apeoesp, por exemplo, tem, de forma irresponsável, incentivado publicamente que pais deixem de enviar seus filhos às aulas. O acesso à Educação é dever do Estado e um direito incontestável dos estudantes.” 



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Confusão deixa feridos e vidro quebrado em S.Bernardo

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

02/04/2015 | 07:01


Com o intuito de debater questões relacionadas à paralisação dos docentes, cerca de 40 professores do comando de greve da subsede São Bernardo da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) tentaram invadir a diretoria regional de ensino da cidade na manhã de ontem. O conflito resultou em vidros quebrados e três pessoas levemente feridas, sendo dois professores e um funcionário da unidade.

O grupo é contra a colocação de professores eventuais nas salas de aula em substituição aos docentes em greve, tendo em vista a reposição das aulas após o término da paralisação, e alega estar enfrentando resistência para entrar nas escolas e conseguir conversar com os profissionais para ampliar a adesão ao movimento.

“Realizamos assembleia pela manhã e resolvemos ir em passeata até a diretoria de ensino reivindicar algumas pautas, mas fomos impedidos de entrar pelo segurança, que empurrou a porta, o que causou a quebra dos vidros. Dois professores se machucaram e até o próprio segurança”, comenta um dos integrantes da Apesoesp em São Bernardo, Aldo Santos.

Já a dirigente regional de ensino de São Bernardo, Suzana Aparecida Dechechi de Oliveira, considerou o episódio revoltante e destaca que o grupo já foi até a diretoria de ensino com intenção de invadir o local. “Foi uma situação de pânico. Sempre tivemos relacionamento tranquilo. Não havia motivos para agir dessa forma. O nosso maior prejuízo foi o medo que passamos e o susto de todos aqui”, diz.

Após a confusão, a dirigente ainda recebeu os manifestantes no auditório da diretoria de ensino para conversar. O grupo ficou reunido no local por cerca de meia hora. “Reconheço e respeito o direito deles à greve, mas os alunos também têm o direito de ter aula, por isso, preciso colocar os eventuais para substituí-los”, justifica.

A Secretaria da Educação do Estado emitiu, ainda, nota na qual destacou repudiar a ação dos grevistas. “A Pasta não admite atos de vandalismo. A depredação praticada hoje (ontem) soma-se a outras ações deploráveis cometidas durante a paralisação. A Apeoesp, por exemplo, tem, de forma irresponsável, incentivado publicamente que pais deixem de enviar seus filhos às aulas. O acesso à Educação é dever do Estado e um direito incontestável dos estudantes.” 

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