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Cores invadem Fortaleza
Raquel de Medeiros
Enviada a Fortaleza
17/05/2009 | 07:09
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Cores. Muitas cores. Este foi o grande destaque do Festival de Moda de Fortaleza deste ano. Geométricas, abstratas, indianas, de bichos, de flores. Estampas de todos os tipos coloriram a temporada.

E apesar do tema dos desfiles ser a temporada outono-inverno, a maioria das marcas trouxe saias e shorts curtos, vestidos tomara-que-caia, frente-única e pernas de fora.

"O festival teve aspectos mistos, um inverno com verão incluso em peças leves", afirmou a consultora de moda Cristina Franco, responsável pela organização e conceito do festival neste ano. A temperatura sempre alta do Nordeste pode explicar a tendência.

Os babados também fizeram bonito em golas, mangas e barras de saias e vestidos. O conceito étnico esteve presente em diversas marcas, como a Lamanda que fez questão de trazer modelos africanas de Cabo Verde exclusivamente para a apresentação.

Apesar do inverno com cara de verão, algumas peças típicas da estação mais fria do ano apareceram por lá. As leggings, por exemplo, voltaram com tudo na moda nordestina, desde as mais discretas até as mais coloridas e estampadas. Os lenços e cachecóis também ganharam espaço nas produções.

As meias-calças, queridinhas do inverno nos desfiles do Fashion Rio e da São Paulo Fashion Week, também tiveram destaque. Desde cores escuras e discretas, como o preto, o marrom e o cinza, até as mais ousadas, em xadrez e com listras.

Uma novidade trazida pela marca Cardigan foi a adaptação da tradicional polaina para o clima quente do Nordeste. Em vez de lã, foi usado tecido leve e cheio de brilho.

As bermudas e calças em estilo saruel ganharam bastante destaque, assim como as peças de cintura alta, deixando as mulheres ainda mais femininas. Dividindo as atenções nos pés, botas e sandálias.

As roupas do Festival de Moda de Fortaleza foram criadas para a mulher usar nas ruas, ou seja, mais comerciais do que conceituais. Tudo o que se viu na passarela poderia ser adotado sem adaptações. "O festival leva em conta a ascensão da classe C e o aumento do consumo por este público", explica Cristina Franco.

Regional - No entanto, pouco se viu de regionalismo. Quase não havia peças produzidas com as tradicionais rendas e bordados cearenses. Segundo Cristina, há uma grande dificuldade de a sociedade aceitar o que é regional. "O brasileiro tem dificuldade de consumir roupas típicas, de se olhar no espelho. Esse foi o primeiro passo para o rejuvenescimento das marcas. Acho que esse evento de moda pode se tornar fonte de inspiração para discussões", opina a consultora. (A jornalista viajou a convite do Festival de Moda de Fortaleza)




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