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Uma história chamada Rock in Rio

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Primeira edição do festival de música completa
hoje 30 anos como referência mundial


Luís Felipe Soares

11/01/2015 | 07:00


O Brasil pode se orgulhar de ter o maior festival de rock do mundo. Quando a ideia do empresário Roberto Medina surgiu na década de 1980, poucos acreditavam que alguns dos principais nomes da música mundial iriam desembarcar no Rio de Janeiro para uma verdadeira maratona. O estouro do primeiro Rock In Rio, que completa hoje 30 anos, mudou o cenário e definitivamente colocou o País no mapa dos maiores shows do planeta.

A agenda ocorreu na antiga Cidade do Rock entre os dias 11 e 20 de janeiro. Queen, Iron Maiden, AC/DC, Rod Stewart, George Benson, James Taylor, Ozzy Osbourne e os brasileiros Barão Vermelho, Blitz, Os Paralamas do Sucesso, Lulu Santos e Gilberto Gil são apenas parte da lista de atrações. Algumas complicações – incluindo roubo de equipamentos e não pagamento de acordos firmados – faziam com que os artistas internacionais não tivessem confiança em trazer suas turnês para cá. Boa parte do line up teve de receber adiantado e em espécie para aceitar o convite.

Calcula-se que cerca de 1,38 milhão de pessoas estiveram no espaço montado especialmente para receber o evento. “Foi algo de outro mundo. Na época, ninguém via esse tipo de coisa no Brasil”, recorda o fotógrafo do Diário Orlando Filho, de Ribeirão Pires. “Na verdade, era um grande caos, sem muita estrutura para aguentar tanta gente e com muita lama. Me lembro mais do último dia, quando o (grupo) Yes colocou um enorme show de lasers no palco. Também teve a apresentação do AC/DC, estourado com a música Hell Bells e que usou sino gigante na apresentação.” Filho ainda participou das edições de 1991 e 2011, este último ao lado da filha. “Todo o esquema melhorou 1.000%. As coisas ficaram mais organizadas, mas o espírito do primeiro não tem igual. Tenho certeza que aquele evento de 30 anos atrás foi um marco para o público e para os artistas também.”

A maratona também é relembrada com carinho pelo comerciante Norival Cepeda, de São Caetano. Na companhia de um amigo, ele aproveitou que sua tia trabalhava em uma casa de Saúde no bairro de Botafogo e viajou até o Rio. “Gosto da Rita Lee e poder vê-la no mesmo evento que tanta gente de primeira linha não tem preço. Virei fã do The B-52’s, os reis da new wave na época. Lembro que o Rod Stewart, fã de futebol, chutou uma bola do palco. Ela acabou batendo na minha cabeça, cena surreal com dezenas de pessoas vindo na minha direção para pegar aquela bola”, recorda.

DOCUMENTÁRIO
Parte desse verão de 1985 está no documentário Rock In Rio 30 Anos, com exibição hoje, a partir das 22h30, no canal pago Multishow. Segundo o diretor do filme, Daniel Ferro, o especial mescla material de outros especiais para a televisão com novos depoimentos de envolvidos, incluindo artistas e o idealizador Roberto Medina. “O Cedoc (Centro de Documentação) da Globo, que gravou o evento, é rico demais e consegui pegar cenas arquivadas há três décadas que quase ninguém viu. Tem uma hora de duração, mas poderia ter bem mais tempo, pois as histórias são inúmeras e muito engraçadas. É divertido como podemos trazer coisas novas do passado”, diz.



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Uma história chamada Rock in Rio

Primeira edição do festival de música completa
hoje 30 anos como referência mundial

Luís Felipe Soares

11/01/2015 | 07:00


O Brasil pode se orgulhar de ter o maior festival de rock do mundo. Quando a ideia do empresário Roberto Medina surgiu na década de 1980, poucos acreditavam que alguns dos principais nomes da música mundial iriam desembarcar no Rio de Janeiro para uma verdadeira maratona. O estouro do primeiro Rock In Rio, que completa hoje 30 anos, mudou o cenário e definitivamente colocou o País no mapa dos maiores shows do planeta.

A agenda ocorreu na antiga Cidade do Rock entre os dias 11 e 20 de janeiro. Queen, Iron Maiden, AC/DC, Rod Stewart, George Benson, James Taylor, Ozzy Osbourne e os brasileiros Barão Vermelho, Blitz, Os Paralamas do Sucesso, Lulu Santos e Gilberto Gil são apenas parte da lista de atrações. Algumas complicações – incluindo roubo de equipamentos e não pagamento de acordos firmados – faziam com que os artistas internacionais não tivessem confiança em trazer suas turnês para cá. Boa parte do line up teve de receber adiantado e em espécie para aceitar o convite.

Calcula-se que cerca de 1,38 milhão de pessoas estiveram no espaço montado especialmente para receber o evento. “Foi algo de outro mundo. Na época, ninguém via esse tipo de coisa no Brasil”, recorda o fotógrafo do Diário Orlando Filho, de Ribeirão Pires. “Na verdade, era um grande caos, sem muita estrutura para aguentar tanta gente e com muita lama. Me lembro mais do último dia, quando o (grupo) Yes colocou um enorme show de lasers no palco. Também teve a apresentação do AC/DC, estourado com a música Hell Bells e que usou sino gigante na apresentação.” Filho ainda participou das edições de 1991 e 2011, este último ao lado da filha. “Todo o esquema melhorou 1.000%. As coisas ficaram mais organizadas, mas o espírito do primeiro não tem igual. Tenho certeza que aquele evento de 30 anos atrás foi um marco para o público e para os artistas também.”

A maratona também é relembrada com carinho pelo comerciante Norival Cepeda, de São Caetano. Na companhia de um amigo, ele aproveitou que sua tia trabalhava em uma casa de Saúde no bairro de Botafogo e viajou até o Rio. “Gosto da Rita Lee e poder vê-la no mesmo evento que tanta gente de primeira linha não tem preço. Virei fã do The B-52’s, os reis da new wave na época. Lembro que o Rod Stewart, fã de futebol, chutou uma bola do palco. Ela acabou batendo na minha cabeça, cena surreal com dezenas de pessoas vindo na minha direção para pegar aquela bola”, recorda.

DOCUMENTÁRIO
Parte desse verão de 1985 está no documentário Rock In Rio 30 Anos, com exibição hoje, a partir das 22h30, no canal pago Multishow. Segundo o diretor do filme, Daniel Ferro, o especial mescla material de outros especiais para a televisão com novos depoimentos de envolvidos, incluindo artistas e o idealizador Roberto Medina. “O Cedoc (Centro de Documentação) da Globo, que gravou o evento, é rico demais e consegui pegar cenas arquivadas há três décadas que quase ninguém viu. Tem uma hora de duração, mas poderia ter bem mais tempo, pois as histórias são inúmeras e muito engraçadas. É divertido como podemos trazer coisas novas do passado”, diz.

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