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Lilia Cabral fala sobre síndrome do pânico e lembra de onde veio a vontade de atuar: - Eu morria ou eu virava atriz


Lilia Cabral abriu o coração sobre alguns problemas que enfrentou no passado. A atriz foi convidada de Gilberto Gil no programa do cantor, Amigos Sons e Palavras, no Canal Brasil, e lembrou da infância que passou com a família e como isso acabou impactando a vida dela. A global contou que era a caçula de uma família de imigrantes e todos eram muito rígidos, sendo que ela ainda considera que esse foi um dos fatores que fizessem com que ela decidisse atuar:

- Era uma família muito repressora, mas não era só da parte da minha mãe ou do meu pai, era a família toda. Uma família onde o preconceito existia, onde existia o lado severo da educação, pouco se falava pouco se acarinhava. Por sorte, ou porque meus anjos da guarda estavam dispostos a me cuidar, eu fui parar em uma escola experimental, uma escola pública, mas construtivista. Ali, foram me injetando todos os dias coisas que eu via o horizonte, eu sentia o prazer de viver. Eu tinha duas opções, ou eu morria ou eu virava atriz.

A atriz continua contando que fazia tudo escondido no início da carreira e sentia a necessidade de atuar. Lilia lembra que foi uma criança solitária e, com a família que tinha, qualquer oportunidade de entrar em cena era para ela uma chance de esquecer o que estava vivendo e de ser feliz. Durante a entrevista, a atriz ainda contou a Gil como foi que ela desenvolveu síndrome do pânico.

Lilia revelou que a doença surgiu após a morte da mãe, quando percebeu que tinha muitos sentimentos reprimidos. Após isso, a atriz já fez terapia, se cuidou e hoje em dia não sofre mais com o problema, mas lembra de como eram ruins as situações em que a crise batia.

- Eu tive síndrome do pânico. Mas naquela época não se sabia detectar. Era uma angústia que vinha muito forte. O coração bate, bate, bate. E depois que você tem, fica para sempre. Não tenho agora, mas sei a sensação.

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