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Servidores abrem guerra
contra Reali ao fim da greve

Funcionalismo de Diadema trabalhará contra reeleição do
petista; categoria anunciou que manterá estado de greve


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/05/2011 | 07:19


Os servidores públicos de Diadema acataram ontem proposta de mediação encaminhada na quinta-feira pelo Tribunal Regional do Trabalho para suspender paralisação, que se estendia por 23 dias. A decisão foi referendada em assembleia na Câmara - local onde estavam acampados há mais de uma semana. Eles avisaram que vão manter estado de greve e que iniciarão campanha para prejudicar a reeleição de Mário Reali (PT).

Devido ao fim da paralisação sem acordo com o Executivo, a maior parte dos grevistas - compareceram cerca de 750 pessoas - mostrou indignação com o que chamaram de "falta de competência administrativa para dirimir o problema" que envolve reajuste salarial e benefícios ao funcionalismo.

"O Reali rasgou o programa de governo (no qual garantia que iria valorizar funcionalismo) e quebrou com o compromisso de repor a inflação à categoria. Eles (administração) estão abrindo guerra contra os servidores e vão sair derrotados", disparou a presidente do Sindema (Sindicado dos Funcionários Públicos de Diadema), Jandyra Uehara Alves.

Os funcionários, que retornam a partir de hoje ao trabalho - apenas plantonistas, demais voltam segunda-feira - consideram retaliação o fato de a Prefeitura anunciar que fará pagamento adiantado no dia 27 aos não grevistas e 3 de junho aos que aderiram ao movimento - normalmente o vencimento é depositado dia 31. "É perseguição, mas abre-se crise política. Só o fato de terem ido à Justiça mostra que foram incapazes de negociar", disse José Aparecido da Silva, o Neno, vice-presidente do Sindema.

Segundo o assessor jurídico do sindicato, Aparecido Inácio, a decisão de consentir com a condição colocada pelo Ministério Público se deu para evitar expor a categoria em risco. "A deliberação não é uma decisão, mas não queremos nos indispor. Agora a expectativa é nos preparar para retomar as negociações com a Prefeitura para tentar entrar em acordo."

A categoria pleiteia reajuste acima da inflação de 6% para este ano. Reali fez três propostas negadas pelos servidores. A última apresentou reposição salarial de 10,6% para 2011 e 2012, a ser paga de maneira fracionada (2,12% em dezembro, fevereiro, abril, julho e setembro), além de mais 1,86% a partir de novembro de 2012 e outros benefícios trabalhistas. A administração alega que o valor oferecido está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Apesar do pedido de volta ao trabalho, o órgão solicitou que os dias parados fossem pagos pelo Executivo. Na petição enviada ao TRT, a Prefeitura pedia que considerasse a greve ilegal e abusiva, determinasse que os servidores voltassem imediatamente ao trabalho e que, caso a categoria descumprisse a ordem judicial, fosse aplicada multa. A solicitação também previa o não pagamento dos dias parados.



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Servidores abrem guerra
contra Reali ao fim da greve

Funcionalismo de Diadema trabalhará contra reeleição do
petista; categoria anunciou que manterá estado de greve

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/05/2011 | 07:19


Os servidores públicos de Diadema acataram ontem proposta de mediação encaminhada na quinta-feira pelo Tribunal Regional do Trabalho para suspender paralisação, que se estendia por 23 dias. A decisão foi referendada em assembleia na Câmara - local onde estavam acampados há mais de uma semana. Eles avisaram que vão manter estado de greve e que iniciarão campanha para prejudicar a reeleição de Mário Reali (PT).

Devido ao fim da paralisação sem acordo com o Executivo, a maior parte dos grevistas - compareceram cerca de 750 pessoas - mostrou indignação com o que chamaram de "falta de competência administrativa para dirimir o problema" que envolve reajuste salarial e benefícios ao funcionalismo.

"O Reali rasgou o programa de governo (no qual garantia que iria valorizar funcionalismo) e quebrou com o compromisso de repor a inflação à categoria. Eles (administração) estão abrindo guerra contra os servidores e vão sair derrotados", disparou a presidente do Sindema (Sindicado dos Funcionários Públicos de Diadema), Jandyra Uehara Alves.

Os funcionários, que retornam a partir de hoje ao trabalho - apenas plantonistas, demais voltam segunda-feira - consideram retaliação o fato de a Prefeitura anunciar que fará pagamento adiantado no dia 27 aos não grevistas e 3 de junho aos que aderiram ao movimento - normalmente o vencimento é depositado dia 31. "É perseguição, mas abre-se crise política. Só o fato de terem ido à Justiça mostra que foram incapazes de negociar", disse José Aparecido da Silva, o Neno, vice-presidente do Sindema.

Segundo o assessor jurídico do sindicato, Aparecido Inácio, a decisão de consentir com a condição colocada pelo Ministério Público se deu para evitar expor a categoria em risco. "A deliberação não é uma decisão, mas não queremos nos indispor. Agora a expectativa é nos preparar para retomar as negociações com a Prefeitura para tentar entrar em acordo."

A categoria pleiteia reajuste acima da inflação de 6% para este ano. Reali fez três propostas negadas pelos servidores. A última apresentou reposição salarial de 10,6% para 2011 e 2012, a ser paga de maneira fracionada (2,12% em dezembro, fevereiro, abril, julho e setembro), além de mais 1,86% a partir de novembro de 2012 e outros benefícios trabalhistas. A administração alega que o valor oferecido está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Apesar do pedido de volta ao trabalho, o órgão solicitou que os dias parados fossem pagos pelo Executivo. Na petição enviada ao TRT, a Prefeitura pedia que considerasse a greve ilegal e abusiva, determinasse que os servidores voltassem imediatamente ao trabalho e que, caso a categoria descumprisse a ordem judicial, fosse aplicada multa. A solicitação também previa o não pagamento dos dias parados.

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