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Estado promete iniciar obras da Linha 18-Bronze até novembro

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Deputado Orlando Morando acompanha abertura
de envelopes e garante que Metrô chegará à região


Fabio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

04/07/2014 | 07:00


O governo do Estado promete iniciar até novembro as obras da Linha 18-Bronze do Metrô, monotrilho que ligará a Capital a São Bernardo, passando também por São Caetano e Santo André. A previsão é que o ramal, com 15,7 quilômetros de extensão, fique pronto até o fim de 2018. O investimento total será de R$ 4,2 bilhões.

Apenas um grupo participou da licitação, cuja proposta foi apresentada ontem. O Consórcio ABC Integrado propôs à Secretaria de Transportes Metropolitanos o recebimento de contraprestação anual de R$ 315,9 milhões, valor 0,27% menor que o previsto em edital. Esse montante será pago pelo Estado durante os 25 anos de contrato como remuneração pela construção e, posteriormente, operação da linha. O consórcio é integrado pelo grupo Primav – do qual fazem parte a empreiteira CR Almeida e a EcoRodovias –, e pelas construtoras Cowan e Encalso. A operação do monotrilho ficará sob responsabilidade da Benito Roggio Transportes, que administra o metrô de Buenos Aires, na Argentina.

O secretário Jurandir Fernandes explica que, caso não haja problemas com a documentação apresentada pelo consórcio, a assinatura do contrato pode demorar entre 30 e 60 dias. “Existem alguns processos burocráticos que precisam ser cumpridos, como a formação, na Junta Comercial, da SPE (Sociedade de Propósito Específico), além de obter nos bancos garantias econômicas”, detalha.

As desapropriações também devem ser iniciadas em quatro meses, mas o Metrô ainda não possui levantamento de quantos terrenos terão de ser utilizados para montagem de canteiros de obras ou para dar lugar às estruturas dos trilhos e estações. O Eia/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) da obra previa necessidade de retirar aproximadamente 203 mil metros quadrados de propriedades, divididas em 17 blocos.

Fernandes salienta que o começo das obras não está atrelado a esse processo. “Para construção do Pátio Tamanduateí, por exemplo, não precisa de desapropriações. Aquela área já é nossa (do Estado). Enquanto fazemos a obra lá, podemos desapropriar em outro ponto.” As remoções ficarão sob responsabilidade da concessionária, que, posteriormente, será reembolsada pelo Estado.

Para o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), integrante da comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa, a conclusão da licitação representa a garantia de que o Metrô chegará ao Grande ABC. “Esse era o passo que faltava. É um processo moroso, que gera muita expectativa, mas a magnitude do investimento justifica isso.”

A abertura das propostas estava prevista para acontecer em abril, mas o certame havia sido suspenso após o TCE (Tribunal de Contas do Estado) acatar questionamentos sobre a formulação do edital.

CARACTERÍSTICAS

A Linha 18-Bronze terá 13 paradas e ligará as estações Tamanduateí, na Capital, e Djalma Dutra, no Centro de São Bernardo. A demanda inicial prevista é de 314 mil passageiros por dia, chegando a 342 mil depois de cinco anos. O sistema será operado por 26 composições, compostas por cinco vagões cada uma. Cada trem terá capacidade aproximada de 800 pessoas. 



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Estado promete iniciar obras da Linha 18-Bronze até novembro

Deputado Orlando Morando acompanha abertura
de envelopes e garante que Metrô chegará à região

Fabio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

04/07/2014 | 07:00


O governo do Estado promete iniciar até novembro as obras da Linha 18-Bronze do Metrô, monotrilho que ligará a Capital a São Bernardo, passando também por São Caetano e Santo André. A previsão é que o ramal, com 15,7 quilômetros de extensão, fique pronto até o fim de 2018. O investimento total será de R$ 4,2 bilhões.

Apenas um grupo participou da licitação, cuja proposta foi apresentada ontem. O Consórcio ABC Integrado propôs à Secretaria de Transportes Metropolitanos o recebimento de contraprestação anual de R$ 315,9 milhões, valor 0,27% menor que o previsto em edital. Esse montante será pago pelo Estado durante os 25 anos de contrato como remuneração pela construção e, posteriormente, operação da linha. O consórcio é integrado pelo grupo Primav – do qual fazem parte a empreiteira CR Almeida e a EcoRodovias –, e pelas construtoras Cowan e Encalso. A operação do monotrilho ficará sob responsabilidade da Benito Roggio Transportes, que administra o metrô de Buenos Aires, na Argentina.

O secretário Jurandir Fernandes explica que, caso não haja problemas com a documentação apresentada pelo consórcio, a assinatura do contrato pode demorar entre 30 e 60 dias. “Existem alguns processos burocráticos que precisam ser cumpridos, como a formação, na Junta Comercial, da SPE (Sociedade de Propósito Específico), além de obter nos bancos garantias econômicas”, detalha.

As desapropriações também devem ser iniciadas em quatro meses, mas o Metrô ainda não possui levantamento de quantos terrenos terão de ser utilizados para montagem de canteiros de obras ou para dar lugar às estruturas dos trilhos e estações. O Eia/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) da obra previa necessidade de retirar aproximadamente 203 mil metros quadrados de propriedades, divididas em 17 blocos.

Fernandes salienta que o começo das obras não está atrelado a esse processo. “Para construção do Pátio Tamanduateí, por exemplo, não precisa de desapropriações. Aquela área já é nossa (do Estado). Enquanto fazemos a obra lá, podemos desapropriar em outro ponto.” As remoções ficarão sob responsabilidade da concessionária, que, posteriormente, será reembolsada pelo Estado.

Para o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), integrante da comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa, a conclusão da licitação representa a garantia de que o Metrô chegará ao Grande ABC. “Esse era o passo que faltava. É um processo moroso, que gera muita expectativa, mas a magnitude do investimento justifica isso.”

A abertura das propostas estava prevista para acontecer em abril, mas o certame havia sido suspenso após o TCE (Tribunal de Contas do Estado) acatar questionamentos sobre a formulação do edital.

CARACTERÍSTICAS

A Linha 18-Bronze terá 13 paradas e ligará as estações Tamanduateí, na Capital, e Djalma Dutra, no Centro de São Bernardo. A demanda inicial prevista é de 314 mil passageiros por dia, chegando a 342 mil depois de cinco anos. O sistema será operado por 26 composições, compostas por cinco vagões cada uma. Cada trem terá capacidade aproximada de 800 pessoas. 

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