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Prefeitura começa
poda da figueira


Camila Brunelli
Do Diário do Grande ABC

04/07/2011 | 07:25


A Prefeitura de Santo André afirmou que hoje inicia a poda da figueira centenária do parque Celso Daniel. A Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Santo André não informou, no entanto, de que modo será feito o corte.

Em reunião realizada dia 22 de junho, o Condephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André) decidiu não aprovar a remoção da árvore, ao contrário do que sugeria laudo técnico do Departamento de Parques e Áreas Verdes e de parecer do Instituto Florestal.

Em abril, um pedaço da árvore caiu na cabeça da aposentada Leda da Silva Maubrigades, 68 anos, que morreu na hora. Há quatro anos, outro acidente que envolveu a figueira deixou três pessoas feridas.

Na primeira reunião após a morte, em maio, o órgão não tomou uma decisão sobre o assunto porque o conselho considerou o laudo do DPAV - que sugeriu a retirada da planta - insuficiente. Mesmo com segundo parecer, do Instituto Florestal, avaliado em reunião do órgão no dia 14 passado, o conselho protelou a decisão, que foi tomada no dia 22 e optou pela poda.

FREQUENTADORES

A equipe do Diário esteve ontem no parque para saber a opinião dos frequentadores sobre a manutenção da árvore.

Alguns nem sabiam do ocorrido com a posentada, em abril. Os que souberam da morte, disseram que se sentiam seguros, mesmo com a árvore isolada apenas com fitas zebradas. "Estamos passando por aqui por nossa conta, porque a faixa já sinaliza que o local está isolado", disse o metalúrgico Elton Schivo, 24, que passava com a namorada Andressa Assunção, 23, pelo mesmo local onde Leda Maubrigades foi atingida na cabeça pelo galho.

O ambulante Roberto da Silva, 42, estava sentado em um banco dentro da área ‘isolada', e disse que não estava com medo, apesar de achar que a árvore deve ser podada o mais rápido possível. "Esse isolamento é psicológico", disse. "Quem quiser, pode entrar aqui tranquilamente." O ambulante é contra a retirada da árvore, por ser patrimônio da cidade. "A essência da árvore tem de ser respeitada."

 



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Prefeitura começa
poda da figueira

Camila Brunelli
Do Diário do Grande ABC

04/07/2011 | 07:25


A Prefeitura de Santo André afirmou que hoje inicia a poda da figueira centenária do parque Celso Daniel. A Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Santo André não informou, no entanto, de que modo será feito o corte.

Em reunião realizada dia 22 de junho, o Condephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André) decidiu não aprovar a remoção da árvore, ao contrário do que sugeria laudo técnico do Departamento de Parques e Áreas Verdes e de parecer do Instituto Florestal.

Em abril, um pedaço da árvore caiu na cabeça da aposentada Leda da Silva Maubrigades, 68 anos, que morreu na hora. Há quatro anos, outro acidente que envolveu a figueira deixou três pessoas feridas.

Na primeira reunião após a morte, em maio, o órgão não tomou uma decisão sobre o assunto porque o conselho considerou o laudo do DPAV - que sugeriu a retirada da planta - insuficiente. Mesmo com segundo parecer, do Instituto Florestal, avaliado em reunião do órgão no dia 14 passado, o conselho protelou a decisão, que foi tomada no dia 22 e optou pela poda.

FREQUENTADORES

A equipe do Diário esteve ontem no parque para saber a opinião dos frequentadores sobre a manutenção da árvore.

Alguns nem sabiam do ocorrido com a posentada, em abril. Os que souberam da morte, disseram que se sentiam seguros, mesmo com a árvore isolada apenas com fitas zebradas. "Estamos passando por aqui por nossa conta, porque a faixa já sinaliza que o local está isolado", disse o metalúrgico Elton Schivo, 24, que passava com a namorada Andressa Assunção, 23, pelo mesmo local onde Leda Maubrigades foi atingida na cabeça pelo galho.

O ambulante Roberto da Silva, 42, estava sentado em um banco dentro da área ‘isolada', e disse que não estava com medo, apesar de achar que a árvore deve ser podada o mais rápido possível. "Esse isolamento é psicológico", disse. "Quem quiser, pode entrar aqui tranquilamente." O ambulante é contra a retirada da árvore, por ser patrimônio da cidade. "A essência da árvore tem de ser respeitada."

 

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