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Invadir faixa rende
quatro multas por hora


André Vieira
Do Diário do Grande ABC

16/07/2011 | 07:39


No primeiro semestre, 18.303 motoristas foram multados no Grande ABC por parar sobre a faixa de pedestres. Isso significa que 102 condutores são penalizados por dia por desrespeitar pedestres, média de quatro a cada hora. As infrações garantiram quase R$ 1,7 milhão aos cofres municipais, desde o primeiro dia deste ano. As prefeituras informaram que o dinheiro é destinado basicamente a melhorias viárias.

A campeã no número de multas é São Caetano, com média de 9.000 autuados no período, seguida de Santo André, com 5.288. O último lugar do ranking é de São Bernardo, com um total de 3.432 infratores nos seis primeiros meses do ano. A administração de Mauá flagrou 405 motoristas desobedecendo a norma e Diadema, 178. Em Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires não há radares, e as administrações não informaram quantas multas foram aplicadas por agentes de trânsito no período.

A região possui, ao todo, 80 radares instalados nos pontos com os maiores índices de acidentes e desobediência às regras - diagnosticados depois de estudos de técnicos das prefeituras. "Coletamos dados com as polícias Militar e Civil e reclamações dos munícipes. Se recebemos muitas queixas de um dado cruzamento, iniciamos estudo do índice de desrespeito", explicou o diretor do Departamento de Trânsito de Santo André, Adriano Roberto Silva.

Embora os equipamentos sejam instalados na minoria dos cruzamentos - 25 em toda a cidade -, na opinião de Silva os radares conseguem educar os condutores e reduzir o índice de acidentes a praticamente zero nesses locais. "Quando isso ocorre, podemos até mudar o radar de lugar porque o motorista já fica condicionado a respeitar a sinalização."

Ao contrário do que ocorre na Capital - onde há apenas seis equipamentos em uso e 6.231 motoristas multados no primeiro semestre -, os aparelhos usados para fiscalizar esse tipo de infração são os mesmos que fotografam os que desrespeitam o sinal vermelho. Em São Bernardo, por exemplo, são 34 radares programados para ambas as funções. "Seria desperdício programá-lo para flagrar apenas uma das infrações, porque estaria fazendo só metade do serviço", sustentou o chefe de operação de trânsito da cidade, Pedro Cuzziol.

Invadir a faixa de pedestre é considerada infração de gravidade média e rende quatro pontos na CNH. O valor da multa é de R$ 85,13.

 

Ultrapassar limite é inútil ao motorista

Desrespeitar pedestres é o tipo de infração inútil ao motorista, segundo avaliação do mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo Sérgio Ejzenberg. Isso porque não faz com que o condutor ganhe tempo ou economize, e expõe o pedestre a alto risco de atropelamento. "O condutor que fura o farol vermelho está com pressa, quem para em local proibido não quer pagar estacionamento ou Zona Azul. Parar em cima da faixa não traz vantagem alguma ao motorista e causa grande prejuízo à vida do pedestre."

Ejzenberg afirmou que é possível educar os cidadãos, citando o exemplo do motorista que ficava parado no meio do cruzamento, nos horários de pico. "Era muito comum. A pessoa ficava no meio do cruzamento contando que fosse conseguir passar. O farol ficava verde, e o motorista, preso." A ideia é que seja feito o mesmo com a faixa de pedestre. "O condutor tem de parar antes da faixa de pedestres com o mesmo respeito que tem pelo cruzamento."

O especialista ressaltou que a obrigação do motorista é parar antes de faixa de retenção, a linha branca pintada antes da de pedestres, em sentido perpendicular. Nos locais onde são instalados os radares, há um sensor no asfalto que emite sinais eletromagnéticos à câmera instalada em caixa de metal, localizada em cima de um poste ao lado do semáforo. A distância da faixa de retenção ao detector depende da velocidade máxima estipulada pelo Código Brasileiro de Trânsito. "Em vias de velocidades mais altas é preciso mais tempo para o motorista ver a faixa, parar e conseguir frear", explicou a especialista em Trânsito e colunista do Diário Cristina Baddini.

 

Santo André mantém radares ligados durante madrugada

Santo André é a única cidade do Grande ABC que não desliga os radares de madrugada. A cidade segue o exemplo de Belo Horizonte. Na capital mineira, motoristas se revoltaram contra a Prefeitura por serem autuados no horário em que as ruas menos movimentadas e escuras, o que aumenta a sensação de insegurança.

Quem avança o sinal em Belo Horizonte sofre para se livrar da multa de R$ 191,54 (por infração gravíssima) e da perda de sete pontos na carteira. No último dia 27, a BHTrans colocou 23 detectores de avanço de sinal nos principais corredores de trânsito da cidade. E comunicou que os infratores terão a obrigação de comprovar que realmente corriam risco de serem assaltados quando desrespeitaram o farol vermelho. Os condutores terão de registrar boletim de ocorrência na Polícia Militar e recorrer à Junta Administrativa de Recursos de Infração para não ser penalizado.

Como o aparelho faz fotografia panorâmica do ambiente, a BHTrans fornecerá as imagens para confirmar se o motorista estava mesmo em situação de insegurança.



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Invadir faixa rende
quatro multas por hora

André Vieira
Do Diário do Grande ABC

16/07/2011 | 07:39


No primeiro semestre, 18.303 motoristas foram multados no Grande ABC por parar sobre a faixa de pedestres. Isso significa que 102 condutores são penalizados por dia por desrespeitar pedestres, média de quatro a cada hora. As infrações garantiram quase R$ 1,7 milhão aos cofres municipais, desde o primeiro dia deste ano. As prefeituras informaram que o dinheiro é destinado basicamente a melhorias viárias.

A campeã no número de multas é São Caetano, com média de 9.000 autuados no período, seguida de Santo André, com 5.288. O último lugar do ranking é de São Bernardo, com um total de 3.432 infratores nos seis primeiros meses do ano. A administração de Mauá flagrou 405 motoristas desobedecendo a norma e Diadema, 178. Em Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires não há radares, e as administrações não informaram quantas multas foram aplicadas por agentes de trânsito no período.

A região possui, ao todo, 80 radares instalados nos pontos com os maiores índices de acidentes e desobediência às regras - diagnosticados depois de estudos de técnicos das prefeituras. "Coletamos dados com as polícias Militar e Civil e reclamações dos munícipes. Se recebemos muitas queixas de um dado cruzamento, iniciamos estudo do índice de desrespeito", explicou o diretor do Departamento de Trânsito de Santo André, Adriano Roberto Silva.

Embora os equipamentos sejam instalados na minoria dos cruzamentos - 25 em toda a cidade -, na opinião de Silva os radares conseguem educar os condutores e reduzir o índice de acidentes a praticamente zero nesses locais. "Quando isso ocorre, podemos até mudar o radar de lugar porque o motorista já fica condicionado a respeitar a sinalização."

Ao contrário do que ocorre na Capital - onde há apenas seis equipamentos em uso e 6.231 motoristas multados no primeiro semestre -, os aparelhos usados para fiscalizar esse tipo de infração são os mesmos que fotografam os que desrespeitam o sinal vermelho. Em São Bernardo, por exemplo, são 34 radares programados para ambas as funções. "Seria desperdício programá-lo para flagrar apenas uma das infrações, porque estaria fazendo só metade do serviço", sustentou o chefe de operação de trânsito da cidade, Pedro Cuzziol.

Invadir a faixa de pedestre é considerada infração de gravidade média e rende quatro pontos na CNH. O valor da multa é de R$ 85,13.

 

Ultrapassar limite é inútil ao motorista

Desrespeitar pedestres é o tipo de infração inútil ao motorista, segundo avaliação do mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo Sérgio Ejzenberg. Isso porque não faz com que o condutor ganhe tempo ou economize, e expõe o pedestre a alto risco de atropelamento. "O condutor que fura o farol vermelho está com pressa, quem para em local proibido não quer pagar estacionamento ou Zona Azul. Parar em cima da faixa não traz vantagem alguma ao motorista e causa grande prejuízo à vida do pedestre."

Ejzenberg afirmou que é possível educar os cidadãos, citando o exemplo do motorista que ficava parado no meio do cruzamento, nos horários de pico. "Era muito comum. A pessoa ficava no meio do cruzamento contando que fosse conseguir passar. O farol ficava verde, e o motorista, preso." A ideia é que seja feito o mesmo com a faixa de pedestre. "O condutor tem de parar antes da faixa de pedestres com o mesmo respeito que tem pelo cruzamento."

O especialista ressaltou que a obrigação do motorista é parar antes de faixa de retenção, a linha branca pintada antes da de pedestres, em sentido perpendicular. Nos locais onde são instalados os radares, há um sensor no asfalto que emite sinais eletromagnéticos à câmera instalada em caixa de metal, localizada em cima de um poste ao lado do semáforo. A distância da faixa de retenção ao detector depende da velocidade máxima estipulada pelo Código Brasileiro de Trânsito. "Em vias de velocidades mais altas é preciso mais tempo para o motorista ver a faixa, parar e conseguir frear", explicou a especialista em Trânsito e colunista do Diário Cristina Baddini.

 

Santo André mantém radares ligados durante madrugada

Santo André é a única cidade do Grande ABC que não desliga os radares de madrugada. A cidade segue o exemplo de Belo Horizonte. Na capital mineira, motoristas se revoltaram contra a Prefeitura por serem autuados no horário em que as ruas menos movimentadas e escuras, o que aumenta a sensação de insegurança.

Quem avança o sinal em Belo Horizonte sofre para se livrar da multa de R$ 191,54 (por infração gravíssima) e da perda de sete pontos na carteira. No último dia 27, a BHTrans colocou 23 detectores de avanço de sinal nos principais corredores de trânsito da cidade. E comunicou que os infratores terão a obrigação de comprovar que realmente corriam risco de serem assaltados quando desrespeitaram o farol vermelho. Os condutores terão de registrar boletim de ocorrência na Polícia Militar e recorrer à Junta Administrativa de Recursos de Infração para não ser penalizado.

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