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Chef de cozinha faz esculturas em frutas no Jardim Campestre

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Alexandre Massarelli, 35, é autodidata e faturou o primeiro lugar no campeonato nacional de escultores em frutas e legumes em 2014


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

10/01/2015 | 07:00


No Jardim Campestre, em São Bernardo, o chef de cozinha Alexandre Massarelli, 35 anos, também faz obras de arte. Ele utiliza frutas para esculpir flores e rostos de pessoas.

Massarelli começou a trabalhar em farmácias, porém, há cerca de dez anos, passou a se interessar por culinária ao atuar em um bar. “Eu iniciei como barman, depois fui para ajudante de cozinha em um bufê, até chegar a chef. Logo quando eu entrei na cozinha, eu quis fazer alguns desenhos na melancia, mas eram cortes grosseiros”, reconhece.

Mesmo assim, ele mostrava que já tinha jeito para a coisa. Começou a buscar vídeos na internet e foi se especializando e pesquisando sobre o tema. “Essa arte é milenar tailandesa. Ela surgiu quando um rei quis dar uma festa de Ano-Novo. A sua filha fez vários desenhos em frutas para a celebração, e acabou virando uma tradição no país.”

No 4º Campeonato Nacional de Escultores de Frutas e Legumes, realizado em 2013, ele foi convencido a participar por um amigo. “Ele ficou insistindo muito quando viu minhas obras, mas eu não me sentia preparado. Aí a minha madrinha pagou a minha taxa de inscrição e eu não tive outra alternativa.”

Massarelli conquistou o quarto lugar da premiação no ranking geral, mas não se sentiu satisfeito. Passou um ano estudando e treinando durante todos os dias, até a competição do ano seguinte.

Em 2014, na quinta edição do evento, o chef de São Bernardo faturou o primeiro lugar. “Foram madrugadas e madrugadas me especializando, mas valeu a pena. Foi uma grande alegria e uma superação para mim.”

Atualmente, ele oferece serviços de bufê para comemorações como casamentos, aniversários e confraternizações em geral. A decoração das frutas fica a gosto do cliente.

“Eu só preciso de uma foto da pessoa com um fundo claro, além das ferramentas que eu uso. São as facas do tipo dragão tailandês, que são fabricadas por um especialista de Santos. Eu também utilizo um utensílio para fazer o desenho de pétalas, chamado gaivas.”

O tempo para fazer cada desenho varia. Para esculpir um rosto em uma melancia, ele leva cerca de três horas. Já as frutas como mamão e melão, que levam o desenho de flores, demoram uma hora cada um.

Por mais que pareçam só enfeites, ele espirra antioxidante nas frutas, o que possibilita que os convidados as degustem mesmo que fiquem expostas por horas. “Por mais que a obra fique bonita, comer é a melhor parte”, brinca.

Com obras que retratam desde o personagem infantil Bob Esponja até a cantora Carmen Miranda, o trabalho preferido até hoje foi o rosto da mulher. Ele deu a fruta para ela de presente de aniversário. “Ela ficou muito emocionada, e eu acho que foi a obra mais bonita que eu já fiz. Eu também dei uma melancia com o rosto do meu pai no Dia dos Pais e ele até chorou. As pessoas se emocionam muito ao se verem retratadas.”

Os planos para este ano incluem um sonho: prestar vestibular e fazer o curso superior em gastronomia. Massarelli acredita que a formação vai ajudar na realização de eventos da empresa. “Eu sempre quis fazer isso e hoje consegui. A melhor coisa é ver a satisfação das pessoas e a oportunidade de você criar. Eu sou apaixonado pelo que faço”, disse o chef.

 

Professor de Filosofia faz obras de arte em borracha

João Luis Alves de Moura, 47 anos, é professor de Filosofia, Sociologia e História e dá aulas para o Ensino Médio e à EJA (Educação de Jovens e Adultos) em uma escola estadual. Apaixonado pela profissão, pela reciclagem e pela arte, conseguiu unir as três coisas que ama.

Utilizando um lençol de borracha, o professor faz obras de arte em alto relevo no material com facas, há 33 anos. “Eu também sou formado em flexografia (processo de impressão gráfica que utiliza a borracha), e em um dos estágios do curso, vi um cara desenhando nesse material. Fiquei curioso, e também fui experimentando, até chegar a desenvolver esse trabalho”, disse.

Moura começou a retratar personagens como o Chico Bento, de Mauricio de Sousa, e o super-herói Homem Aranha, da Marvel. Hoje, suas principais inspirações são os filósofos, sobre quem tanto fala em suas aulas.

“Depois da minha formação em Filosofia e Sociologia, um professor viu minhas obras e pediu que eu reproduzisse a imagem de alguns pensadores. E eu continuo a fazer isso até hoje.” Jean Paul Sartre, Aristóteles, Platão e Nietzsche, são alguns que estão nas obras de arte. Ele também faz reproduções de artistas como Romero Brito. “No quadro em homenagem a ele eu utilizei uma carteira quebrada, que o pessoal da escola estava jogando fora. Eu foco muito em reciclagem, tanto que alguns quadros eu fiz com borracha e madeira que encontrei no lixão.”

Com a oportunidade de substituir uma professora de Artes, ele também conseguiu passar seus conhecimentos para os alunos. “Durante o ano passado eu ensinei artes e trabalhei bastante a questão do reaproveitamento”, explicou.

Outro ponto que ele destaca na carreira de artista foi a realização de uma exposição das obras para deficientes visuais, onde cada um pôde tocar na obra e senti-la. “Como ela é em alto relevo, possibilita que a arte seja sentida por meio do toque.”

Mesmo com tantas atividades, ele ainda acha tempo para ter uma banda de rock, que foi a razão de ele ter escolhido o curso de Filosofia. “A princípio, eu não queria ser professor, porque todos na minha família são docentes. Eu via esse pessoal como doido e pensava: ‘Não quero isso, não’”, disse. Questionado sobre seu lema, ele não titubeia: filosofia, arte e rock’n’roll.

 

Bairro abriga senhora de 108 anos

Na Casa São Vicente de Paulo, localizada na Estrada dos Alvarenga, todos conhecem Dona Luisa. Ela tem 108 anos e é a mais velha dos 64 idosos que vivem na instituição.

Luisa Francisca foi entregue a um orfanato quando ainda era criança. Ela cresceu e acabou indo trabalhar como empregada doméstica em casa de família. “Depois de um tempo, essas pessoas morreram e ela acabou sendo trazida para cá, há cerca de 40 anos”, disse a gerente administrativa do local, Vera Higino.

Dona Luisa coleciona histórias. Quando tinha 100 anos se apaixonou por um pedreiro. “Ele tirou férias e ela ficou doente de saudades, aí tivemos que pedir para ele vir visitá-la. Quando ele veio, ela brigou com ele e hoje não olha mais na cara dele”, disse Vera.

A idosa, que se comunica com dificuldades, gosta de tirar fotos. Porém, com uma condição: o pagamento de uma taxa de R$ 2. Se o fotógrafo não tiver o dinheiro, melhor procurar outra modelo, indica ela com um gesto.

A Casa São Vicente de Paulo é uma instituição filantrópica e aceita doações de alimentos, produtos de higiene e fraldas geriátricas. Móveis e eletrodomésticos usados também são recebidos.  



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