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Deborah Blando canta em italiano sem empolgar


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

08/04/2001 | 17:13


Deborah Blando está de volta às origens. Italiana da Sicília, mas que residiu no Brasil durante 15 anos, a cantora lança seu primeiro CD Salvatrice (Abril Music, R$ 22 em média), todo ele em seu idioma natal. O trabalho marca sua volta ao Brasil e também o início de uma nova fase, que prevê o lançamentos de mais dois discos pela Abril Music.

“Foi uma delícia fazer este CD, algo totalmente nostálgico. E italiano é o idioma no qual eu mais gosto de cantar”, revela Deborah. Aliás, foi em italiano que ela deu seus primeiros passos na música.

Aos 3 anos, sequer sonhava em seguir carreira como cantora, mas foi selecionada como finalista da divisão infantil do Festival de San Remo, que seria seria exibido pela TV italiana. Mas, insegura, desistiu.

Essa lacuna só foi preenchida quando, aos 11 anos e já no Brasil, participou de um show beneficente cantando em italiano. Daí, surgiu o convite para gravar um CD promocional, de empresa, acompanhada por uma orquestra.

Depois disso, Deborah não parou mais. E Salvatrice é o sexto álbum em sua carreira. Das 14 faixas presentes no trabalho, boa parte foi escolhida por razões sentimentais. É o caso, por exemplo, de Non Abbiam Bisogno Di Parole, música que, cantada originalmente por Ron, virou “tema” do romance entre sua irmã Annalisa e Renan, ex-jogador de vôlei da seleção.

Con Le Mie Lacrime Cosi, versão para As Tears Goes By, dos Rolling Stones, é outra: “Um amigo meu mostrou essa música para mim, em 1988, e desde aquela época tenho vontade de gravá-la”.

Salvatrice traz ainda outra versão: Un Oceano Di Silenzio, baseada em Oceano, de Djavan. No mais, canções românticas, muito bem produzidas por Ary Sperling, mas nada a acrescentar ao que já chegou ao Brasil em música italiana.

Deborah, que já cantou em português, inglês e que tem uma linha de trabalho difícil de identificar, comete um deslize neste CD, ao cantar duas músicas já interpretadas por Laura Pausini: In Assenza Di Te e Seamisai.

Tudo bem, não fosse o fato de a interpretação ser semelhante à de sua conterrânea. “É, de fato não tive a preocupação de fazer algo diferenciado. Mas essa é uma homenagem a uma artista italiana e a uma mulher que canta demais”, admite Deborah.

A má notícia para quem gosta de cantar junto com o CD é que as letras não estão no encarte. “Era muita coisa”, justifica a cantora. No lugar, foram colocadas fotos suas de infância, já que Salvatrice é também seu sobrenome. Ao final, ela dedica o CD a sua prima Tatiane, assassinada aos 22 anos pelo marido. Deborah Blando ainda terá mais duas oportunidades de acertar o passo com o público brasileiro em seus próximos CDs pela Abril.



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