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G8 exige fim da violência no Oriente Médio
Da AFP
16/07/2006 | 16:30
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O G8, grupo dos oito países mais ricos do mundo, exigiu neste domingo o fim da violência no Oriente Médio, com a imediata suspensão da ofensiva israelense e dos ataques do Hezbollah contra o Estado hebreu. "A prioridade mais urgente é criar as condições para um fim duradouro da violência", destacou o texto redigido após a cúpula de São Petesburgo.

O documento ainda citou cinco condições básicas para o fim do conflito: a volta dos soldados israelenses (seqüestrados) sãos e salvos de Gaza e do Líbano, a suspensão dos bombardeios contra o território de Israel, a suspensão das operações militares israelenses, a rápida saída das tropas israelenses de Gaza e a libertação dos ministros e parlamentares palestinos detidos pelo Estado hebreu.

O G8 também defendeu que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) envie uma missão internacional de observação e segurança ao sul do Líbano, feudo do Hezbollah. "Expressamos nosso pleno apoio ao governo libanês na afirmação de sua autoridade e soberania sobre seu território, incluindo a presença do Exército libanês por todo o país, em particular no sul, e o desarmamento das milícias", assinalou o G8.

"Apoiaremos o exame por parte do Conselho de Segurança da ONU da possibilidade de uma presença internacional de segurança e observação". O texto foi adotado após várias reuniões de emergência entre os membros do G8: Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Rússia. "Não podemos permitir que elementos extremistas, e quem os apóia, afundem o Oriente Médio no caos e provoquem um conflito generalizado", destacou a declaração.

O presidente francês, Jacques Chirac, pediu o rápido desarmamento de todas as milícias no Líbano para solucionar a crise atual com Israel. Ele também apelou ao fim da ofensiva israelense e dos bombardeios do Hezbollah contra o Estado hebreu.



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