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Rio recebe longa de Ang Lee como se fosse besteirol



26/09/2009 | 07:00


A maratona do Festival do Rio começou anteontem à noite. Cerca de 300 filmes, 20 mostras, 30 pontos de exibição espalhados pela cidade. Impossibilitado de comparecer, Ang Lee, que assina o filme de abertura, Aconteceu em Woodstock, enviou um vídeo em que se manifesta feliz com a seleção para a abertura. Ang Lee estava descontraído, à vontade.

O vídeo pode ter sido uma manifestação de prestígio da organização - um recado do tipo ‘Ele não veio, mas nos ama.'

Quem veio foi a grande homenageada desta edição, Jeanne Moreau. Foi apresentada por Ilda Santiago, que lembrou o caso de amor do Festival do Rio com a França. Todo ano, são muitos filmes franceses (e convidados). No quadro do Ano da França no Brasil, o 11º Festival do Rio trouxe a maior das atrizes francesas.

Antes de pedir a mademoiselle Moreau que subisse ao palco do Cine Odeon, Ilda pediu atenção para uma homenagem do Telecine à grande estrela. Foi, talvez, o pecadilho da noite, já que a inauguração, sóbria, teve competente apresentação de Tony Ramos, o Sr. Se Eu Fosse Você, e Christiane Torloni. O vídeo com seleção de cenas da carreira de Jeanne foi bonito, tinha um texto caloroso, mas foi uma pena que a organização - e a própria rede Telecine - não tenham providenciado legendas, em inglês ou francês, para que a própria atriz e os convidados internacionais pudessem seguir a homenagem. Jeanne foi soberana. Cacá Diegues subiu ao palco com ela.

Há 35 anos, Jeanne esteve no Brasil para filmar com ele Joanna Francesa. Ela declarou-se feliz por reencontrar Cacá produzindo uma nova versão de uma obra emblemática do Cinema Novo, Cinco Vezes Favela, agora refeita por jovens das favelas.

O longa de abertura é polêmico. A originalidade de Aconteceu em Woodstock é usar o contexto do famoso festival, sem realmente mostrá-lo. O público ria como se estivesse assistindo a um besteirol, e em vários momentos deveria ter-se engasgado com aquela abordagem da vida familiar.

Maior vitrine da produção brasileira, a Première Brasil começou ontem com Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karin Ainouz e Marcelo Gomes, e mostra amanhã Hotel Atlântico, de Suzana Amaral.



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Rio recebe longa de Ang Lee como se fosse besteirol


26/09/2009 | 07:00


A maratona do Festival do Rio começou anteontem à noite. Cerca de 300 filmes, 20 mostras, 30 pontos de exibição espalhados pela cidade. Impossibilitado de comparecer, Ang Lee, que assina o filme de abertura, Aconteceu em Woodstock, enviou um vídeo em que se manifesta feliz com a seleção para a abertura. Ang Lee estava descontraído, à vontade.

O vídeo pode ter sido uma manifestação de prestígio da organização - um recado do tipo ‘Ele não veio, mas nos ama.'

Quem veio foi a grande homenageada desta edição, Jeanne Moreau. Foi apresentada por Ilda Santiago, que lembrou o caso de amor do Festival do Rio com a França. Todo ano, são muitos filmes franceses (e convidados). No quadro do Ano da França no Brasil, o 11º Festival do Rio trouxe a maior das atrizes francesas.

Antes de pedir a mademoiselle Moreau que subisse ao palco do Cine Odeon, Ilda pediu atenção para uma homenagem do Telecine à grande estrela. Foi, talvez, o pecadilho da noite, já que a inauguração, sóbria, teve competente apresentação de Tony Ramos, o Sr. Se Eu Fosse Você, e Christiane Torloni. O vídeo com seleção de cenas da carreira de Jeanne foi bonito, tinha um texto caloroso, mas foi uma pena que a organização - e a própria rede Telecine - não tenham providenciado legendas, em inglês ou francês, para que a própria atriz e os convidados internacionais pudessem seguir a homenagem. Jeanne foi soberana. Cacá Diegues subiu ao palco com ela.

Há 35 anos, Jeanne esteve no Brasil para filmar com ele Joanna Francesa. Ela declarou-se feliz por reencontrar Cacá produzindo uma nova versão de uma obra emblemática do Cinema Novo, Cinco Vezes Favela, agora refeita por jovens das favelas.

O longa de abertura é polêmico. A originalidade de Aconteceu em Woodstock é usar o contexto do famoso festival, sem realmente mostrá-lo. O público ria como se estivesse assistindo a um besteirol, e em vários momentos deveria ter-se engasgado com aquela abordagem da vida familiar.

Maior vitrine da produção brasileira, a Première Brasil começou ontem com Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karin Ainouz e Marcelo Gomes, e mostra amanhã Hotel Atlântico, de Suzana Amaral.

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