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Pela lisura da disputa


Do Diário do Grande ABC

20/09/2020 | 11:13


O invisível e letal novo coronavírus precisou de poucos meses para virar o mundo de cabeça para baixo, colocar a economia de joelhos, ceifar milhares de vidas e contaminar milhões de pessoas em todos os continentes. A pandemia dá sinais de arrefecimento, mas o perigo não está afastado e ainda impacta no dia a dia do ser humano, que continua obrigado a cumprir regras para evitar que o vírus volte a se espalhar em velocidade como a do início da pandemia. Se bem que a flexibilização trouxe certo sentimento de que tudo voltou à normalidade e se vê muita irresponsabilidade, como aglomerações, praias lotadas, pancadões e pessoas sem máscaras, apenas para citar alguns.

No entanto, há um grupo – grande, aliás – que sabe perfeitamente que o normal está longe e que a crise provocada pelo novo coronavírus tornará ainda mais difícil a missão que terão de enfrentar dentro de pouco tempo, quando terá início o processo eleitoral e a caça aos votos no Brasil. Afinal, fazer campanha custa caro, e agora que a contribuição só pode ser feita por pessoa física, será extremamente difícil rechear as contas dos partidos com os recursos necessários.

Ou seja, se já estava complicado por causa da determinação para que se evite aglomerações, o desafio se tornou maior para as dezenas de candidatos a prefeito e centenas que vão disputar um cargo de vereador no Grande ABC. Não por acaso, dirigentes dos partidos, postulantes e apoiadores queimam a cabeça em busca de alternativas, pois sabem o quanto será complicado pedir dinheiro aos eleitores em meio a cenário de terra arrasada por perda de emprego ou queda na renda por redução de salário. Sem contar que brasileiro nunca foi afeito a doar para campanhas.

Diante desse quadro, e do histórico jeitinho brasileiro de fazer campanha com dinheiro do famigerado caixa 2 – doação por fora de empresas –, é imprescindível que a Justiça Eleitoral esteja mais atenta do que nunca para garantir a lisura da disputa. E não apenas quanto a recursos financeiros ilícitos, mas também com relação à atuação daqueles que hoje ocupam as cadeiras de prefeito ou de vereador.



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Pela lisura da disputa

Do Diário do Grande ABC

20/09/2020 | 11:13


O invisível e letal novo coronavírus precisou de poucos meses para virar o mundo de cabeça para baixo, colocar a economia de joelhos, ceifar milhares de vidas e contaminar milhões de pessoas em todos os continentes. A pandemia dá sinais de arrefecimento, mas o perigo não está afastado e ainda impacta no dia a dia do ser humano, que continua obrigado a cumprir regras para evitar que o vírus volte a se espalhar em velocidade como a do início da pandemia. Se bem que a flexibilização trouxe certo sentimento de que tudo voltou à normalidade e se vê muita irresponsabilidade, como aglomerações, praias lotadas, pancadões e pessoas sem máscaras, apenas para citar alguns.

No entanto, há um grupo – grande, aliás – que sabe perfeitamente que o normal está longe e que a crise provocada pelo novo coronavírus tornará ainda mais difícil a missão que terão de enfrentar dentro de pouco tempo, quando terá início o processo eleitoral e a caça aos votos no Brasil. Afinal, fazer campanha custa caro, e agora que a contribuição só pode ser feita por pessoa física, será extremamente difícil rechear as contas dos partidos com os recursos necessários.

Ou seja, se já estava complicado por causa da determinação para que se evite aglomerações, o desafio se tornou maior para as dezenas de candidatos a prefeito e centenas que vão disputar um cargo de vereador no Grande ABC. Não por acaso, dirigentes dos partidos, postulantes e apoiadores queimam a cabeça em busca de alternativas, pois sabem o quanto será complicado pedir dinheiro aos eleitores em meio a cenário de terra arrasada por perda de emprego ou queda na renda por redução de salário. Sem contar que brasileiro nunca foi afeito a doar para campanhas.

Diante desse quadro, e do histórico jeitinho brasileiro de fazer campanha com dinheiro do famigerado caixa 2 – doação por fora de empresas –, é imprescindível que a Justiça Eleitoral esteja mais atenta do que nunca para garantir a lisura da disputa. E não apenas quanto a recursos financeiros ilícitos, mas também com relação à atuação daqueles que hoje ocupam as cadeiras de prefeito ou de vereador.

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