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A demissão


Cíntia Bortotto

01/09/2014 | 07:11


Está aí um tema delicado, do qual a maioria das pessoas não gosta de falar. Do ponto de vista do funcionário, é óbvio que se trata de um processo complicado, mesmo para quem quer pedir para sair. Do ponto de vista da empresa e do gestor que tem de demitir, podemos dizer que se trata de assunto que muitas vezes se torna até mesmo perturbador. O fato é que hoje estamos passando por uma fase de retração econômica e este tema tem voltado à pauta das companhias, infelizmente.

Quando a empresa deve partir para a demissão de um funcionário? Não é tarefa fácil para os gestores tomar uma decisão como esta. Quando a empresa recebe <CF160>feedbacks</CF> sobre o comportamento inadequado ou a má performance do colaborador, sem ajuste do comportamento ou melhoria do desempenho, pode haver demissão.

Normalmente, salvo em caso de ética, a demissão não deveria ser sumária ou trazer surpresa para o colaborador demitido, ou seja, o processo demanda pelo menos uns três meses até a tomada de ação. Normalmente, esta é uma decisão do gestor que pondera, sim, a opinião do RH e dos níveis superiores, mas, em última instância é uma decisão que cabe ao gestor.

Em geral, leva-se em conta o seguinte:
Comportamentos valorizados pela empresa. Alguns comuns são: capacidade de trabalhar em equipe, ter facilidade de relacionamento interpessoal, capacidade analítica, planejamento, capacidade de cumprir prazos, assertividade, capacidade de ouvir e superar as expectativas dos clientes;
Desempenho: é a capacidade que a pessoa tem de demonstrar que cumpre o que é combinado para o seu cargo, para seus projetos, se cumpre os prazos, se faz o trabalho com qualidade. O colaborador é eficiente e eficaz? Estas são perguntas importantes para se medir o desempenho.

Para quem é gestor, seguem algumas dicas para lidar com essa situação complicada:

Comece retomando os feedbacks dados anteriormente;
Traga exemplos concretos e específicos caso a pessoa não tenha melhorado o comportamento e caso ela não tenha desempenhado conforme as expectativas da empresa;
Se você estiver desconfortável, fale para pessoa o quanto é difícil para você estar tendo aquela conversa;
Mostre que desempenho é algo que está contido no espaço e tempo, ou seja, a pessoa pode melhorar em outro emprego;
Demonstre interesse em ajudar, pergunte se pode fazer algo pela pessoa. Mas, não prometa nada;
Atue com quem pode tomar a decisão acerca dos pedidos feitos por quem está saindo. Veja o que é possível ser feito;
Dê o retorno rápido, a pessoa demitida tende a ficar com o nível de ansiedade mais elevado. 

Algumas empresas investem em processos de recolocação dos profissionais para minimizar os traumas da demissão. Isto é comum em casos de grande volume de desligamentos ou para posições gerenciais e de diretoria. É importante que você, como gestor, aja de forma transparente e segura. Siga confiante e boa sorte!
 



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