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Briga trabalhista pode fazer preço dos combustíveis subir na região

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

20/03/2009 | 07:00


Permanece o impasse entre frentistas e donos de postos de combustíveis do Estado de São Paulo sobre o reajuste salarial dos trabalhadores. Se por um lado os funcionários de postos batem o pé e querem reajustes maiores do que a inflação, os empresários avisam que quem vai pagar a conta são os consumidores.

Após reunião entre a Federação Nacional dos Frentistas e representantes do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), trabalhadores do setor aguardam nova reunião na DRT (Delegacia Regional do Trabalho) para definição dos ajustes em seus salários.

São pleiteados pela Federação aumento de 10% nos salários, participação nos lucros ou resultados, plano de saúde e aumento de 10% no vale-refeição. "A gente sabe que não vai conseguir isso tudo, afinal, eles nunca concedem nossas reivindicações. Mas, desta vez, estão resistindo até para conceder o repasse da inflação nos salários", afirma Miguel Gama Neto, presidente do Sindicato dos Frentistas do ABC, que representa 60% dos três mil profissionais do setor na região. No Estado de São Paulo, são 60 mil frentistas, segundo cálculos do sindicato.

Apesar de não ser a primeira tentativa, Neto fala em recrudescimento da posição do sindicato em uma iniciativa mais agressiva contra as organizações patronais. "Este ano é pior, porque eles culpam a crise. A gente sabe que as montadoras estão vendendo carros em ritmo alucinado", reitera.

Não é o que pensa o diretor do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMRR), Roberto Rodrigues. "Eles estão pedindo muito. Os postos do Grande ABC já estão trabalhando no vermelho desde o ano passado", afirma. Para ele, falta um posicionamento mais ameno dos sindicalistas. "Eles estão inflexíveis demais. Estamos discutindo com as nossas bases, os donos dos postos, mas sabemos que essa proposta deles não vai ser aprovada."

Para ele, o teto de reajuste para os funcionários é semelhante aos números de inflação, que ficou em 6,3%, valor que não é considerado pelos frentistas uma possibilidade de acerto. No entanto, mesmo para o cumprimento desse acordo, Rodrigues afirma que será necessário um repasse no preço dos combustíveis que deve resultar em uma alta de, no mínimo, 2% no valor do litro de gasolina. "Nem o reajuste conforme inflação temos condição de dar."

Segundo o sindicato regional, atualmente, o salário médio de um frentista no Grande ABC fica na faixa dos R$ 750, valor que inclui os 30% referentes ao adicional de periculosidade do trabalho. O vale-refeição médio fica na faixa dos R$ 7,30 e, em geral, não há benefícios como planos de saúde e participação nos lucros.



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