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Ferramentarias vão criar associações
para facilitar acesso a linha de crédito

Cerca de 50 fabricante do ramo vêm se reunindo há
dois anos para buscar soluções para problemas comuns


Leone Farias

16/03/2013 | 07:00


Empresas do setor de ferramentaria da região vão formalizar, no dia 26, a fundação de uma associação do segmento na região, com o apoio da Prefeitura de São Bernardo, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e de outras entidades. A iniciativa deverá facilitar o acesso das companhias (em sua maioria de pequeno porte) a linha específica para a atividade que está sendo negociada com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e ainda o apoio financeiro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

A entidade será o resultado dos trabalhos do grupo APL (Arranjo Produtivo Local) de Ferramentaria do Grande ABC. Cerca de 50 fabricantes do ramo - que fazem moldes e máquinas-ferramentas para o processo produtivo de outras indústrias - no Grande ABC já vêm se reunindo há dois anos para buscar soluções a problemas comuns e ainda para o diálogo com universidades, poder público, outras instituições e empresas a fim de obterem aumento da produção e da competitividade.

Um dos objetivos do APL é ganhar melhores condições de investir para se equiparar com a tecnologia de outros países. Os desafios são muitos, salientou o gerente de PKO (Otimização de Custo de Produto) da Volkswagen, Paulo Braga Melo, que fez palestra ontem na Prefeitura de São Bernardo para as indústrias daquele ramo no Brasil (que compreende 1.850 empresas no País, das quais 110 na região).

Melo apresentou estudos que mostram que as ferramentarias brasileiras enfrentam diversos obstáculos: os custos de matéria-prima, pelo menos, 30% maiores que as do Exterior, além de encargos sociais mais altos - mais de 100% do valor pago como salário, enquanto na Europa esse percentual gira em 50% - e escassez de mão de obra qualificada. Ele estima que seria necessário triplicar o número de profissionais (dos atuais 7.000 para 21 mil) para atender o aumento da demanda esperado com o programa Inovar-Auto - que estabelece, entre outros critérios, a exigência de as montadoras comprarem ferramental brasileiro para se beneficiar de incentivo tributário.

DEMANDAS - O Inovar-Auto já começou a ampliar o volume de encomendas, assinala um dos empresários do APL, Ivan Braga. "O próximo passo agora é conseguir linha de crédito para modernizar o parque industrial e também desenvolver birô (um escritório de engenharia), para reduzir pela metade o tempo dos projetos", afirmou um dos coordenadores do APL de ferramentaria do Grande ABC, Carlos Manoel de Carvalho.

Para a criação desse birô, a ideia é o envolvimento de universidades da região (já participam das discussões do grupo o Instituto Mauá de Tecnologia, a UFABC e a FEI) e do próprio MDIC, que pode aportar recursos da Finep (Financiadora de Estudos e Pesquisas), segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Jefferson da Conceição.

O secretário citou ainda que, além dessas ações, a ferramentaria foi incluída pela Prefeitura como um dos segmentos que constarão no futuro Parque Tecnológico de São Bernardo, junto com as indústrias da defesa e do petróleo.

 



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Ferramentarias vão criar associações
para facilitar acesso a linha de crédito

Cerca de 50 fabricante do ramo vêm se reunindo há
dois anos para buscar soluções para problemas comuns

Leone Farias

16/03/2013 | 07:00


Empresas do setor de ferramentaria da região vão formalizar, no dia 26, a fundação de uma associação do segmento na região, com o apoio da Prefeitura de São Bernardo, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e de outras entidades. A iniciativa deverá facilitar o acesso das companhias (em sua maioria de pequeno porte) a linha específica para a atividade que está sendo negociada com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e ainda o apoio financeiro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

A entidade será o resultado dos trabalhos do grupo APL (Arranjo Produtivo Local) de Ferramentaria do Grande ABC. Cerca de 50 fabricantes do ramo - que fazem moldes e máquinas-ferramentas para o processo produtivo de outras indústrias - no Grande ABC já vêm se reunindo há dois anos para buscar soluções a problemas comuns e ainda para o diálogo com universidades, poder público, outras instituições e empresas a fim de obterem aumento da produção e da competitividade.

Um dos objetivos do APL é ganhar melhores condições de investir para se equiparar com a tecnologia de outros países. Os desafios são muitos, salientou o gerente de PKO (Otimização de Custo de Produto) da Volkswagen, Paulo Braga Melo, que fez palestra ontem na Prefeitura de São Bernardo para as indústrias daquele ramo no Brasil (que compreende 1.850 empresas no País, das quais 110 na região).

Melo apresentou estudos que mostram que as ferramentarias brasileiras enfrentam diversos obstáculos: os custos de matéria-prima, pelo menos, 30% maiores que as do Exterior, além de encargos sociais mais altos - mais de 100% do valor pago como salário, enquanto na Europa esse percentual gira em 50% - e escassez de mão de obra qualificada. Ele estima que seria necessário triplicar o número de profissionais (dos atuais 7.000 para 21 mil) para atender o aumento da demanda esperado com o programa Inovar-Auto - que estabelece, entre outros critérios, a exigência de as montadoras comprarem ferramental brasileiro para se beneficiar de incentivo tributário.

DEMANDAS - O Inovar-Auto já começou a ampliar o volume de encomendas, assinala um dos empresários do APL, Ivan Braga. "O próximo passo agora é conseguir linha de crédito para modernizar o parque industrial e também desenvolver birô (um escritório de engenharia), para reduzir pela metade o tempo dos projetos", afirmou um dos coordenadores do APL de ferramentaria do Grande ABC, Carlos Manoel de Carvalho.

Para a criação desse birô, a ideia é o envolvimento de universidades da região (já participam das discussões do grupo o Instituto Mauá de Tecnologia, a UFABC e a FEI) e do próprio MDIC, que pode aportar recursos da Finep (Financiadora de Estudos e Pesquisas), segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Jefferson da Conceição.

O secretário citou ainda que, além dessas ações, a ferramentaria foi incluída pela Prefeitura como um dos segmentos que constarão no futuro Parque Tecnológico de São Bernardo, junto com as indústrias da defesa e do petróleo.

 

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