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Parece que a lei só
vale para o PT, diz Lula

Ricardo Trida/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em evento partidário, ex-presidente comentou sobre
as prisões dos correligionários no caso do Mensalão


Fábio Martins
Raphael Rocha

22/11/2013 | 06:53


Pela primeira vez, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou em discurso sobre a prisão de seus correligionários José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares no caso do Mensalão. Ontem, em evento partidário que reuniu toda a cúpula do partido em Santo André, o líder petista afirmou que a “sentença está dada, mas o que não pode é tentar tripudiar” em cima dos condenados. “Tem de respeitar o histórico (dos políticos) e as leis. Mas me parece que a lei só vale para o PT.”

Em tom de apoio, Lula mencionou que a decisão tem de ser cumprida, só que “não pela vontade de alguns”, ao criticar a direita e parte dos meios de comunicação. Segundo o ex-presidente, a mídia soube do mandado de prisão dos petistas antes da Polícia Federal. “Parto do pressuposto de que todo cidadão é inocente. De que, se houver condenação, que seja para todos, seja parente ou adversário”, disse o cacique petista, para uma plateia formada por prefeitos, vices e deputados da legenda de cidades paulistas.

Para Lula, o contra-ataque do PT aos adversários políticos será dado nas urnas, com a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao governo do Estado, em 2014. “A resposta é garantir o segundo mandato da companheira Dilma. Se faltar argumento, vamos afirmar que o Lula foi melhor no segundo mandato. O segundo ato será eleger o Padilha em São Paulo”, discorreu o líder máximo do petismo, em seus 32 minutos de fala.

Anfitrião do evento, o prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), também mostrou indignação com o episódio, no qual a sigla ficou desgastada, e saiu em defesa dos correligionários, avaliando que, como militante, viu “arbitrariedade cometida” na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). “É um descumprimento claro da Constituição, do amplo direito de defesa. Manifesto publicamente nosso repúdio. Esperamos que a Justiça seja restabelecida aos nossos companheiros”, frisou Grana.
VISITA SOLIDÁRIA
O senador Eduardo Suplicy (PT) usou a palavra no ato para falar da “visita de solidariedade” da bancada petista do Senado feita ontem pela manhã aos condenados, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A conversa, conforme relato do parlamentar, foi de cerca de uma hora. “Percebemos que o Genoino estava com grau sério, pesado, bravo em respeito ao que aconteceu com ele. Estranhamos a forma com que eles foram colocados (na prisão). Permitiria ser no Centro de Recuperação de Brasília.”
No retorno ao Congresso Nacional, Suplicy conclamou, na tribuna do plenário, ao presidente do STF e relator do processo do Mensalão, ministro Joaquim Barbosa, que fosse adotada uma decisão condizente com o estado de saúde debilitado do deputado federal licenciado José Genoino. “Pedimos que ele tenha atenção. Felizmente foi tomada e esperamos que, agora, haja resguardo.” Barbosa autorizou que Genoino cumpra pena em casa ou em hospital até que seja realizada perícia.

Condenado a seis anos e 11 meses de prisão, Genoino cumpre a pena em regime semiaberto. Ele está em uma cela coletiva ao lado do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Os detentos têm acesso ao pátio das 9h às 16h, mas não podem deixar a prisão.

Líder incita colegas a infringir lei por eleição em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva incitou prefeitos, vice-prefeitos e correligionários no evento de ontem, em Santo André, a desrespeitar a legislação eleitoral para apoiar a candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao governo do Estado no ano que vem.

Ele afirmou que prefeitos não podem temer denúncias de que deixaram seus postos de trabalho para insuflar atividades eleitorais de Padilha pelos municípios paulistas. “Campanha é guerra.”

“O prefeito decide ir em evento do Padilha, vem denúncia e não aparece mais (na campanha). É vitória deles (adversários). Outro resolveu comparecer a atividade com o Lula, aparece outra denúncia e ele também não quer mais vir. É outra vitória deles”, discursou Lula.

A Lei Eleitoral proíbe a participação de servidores públicos em campanhas políticas durante horário de trabalho – na maioria das repartições, das 9h às 18h.

Padilha, inclusive, rechaçou estar em Santo André, num ato político do PT, durante horário de expediente. Afirmou, em discurso, que inaugurou pela manhã uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) no município de Imperatriz, no Maranhão, e que ainda ontem retornaria para Brasília, pois logo na manhã de hoje teria de estar no Ceará para abertura de outra UPA.

Ontem à noite, após o término do evento na Sociedade Ítalo-Brasileira, inclusive, o ministro da Saúde realizou audiências informais com prefeitos petistas presentes. Um deles foi o de Mauá, Donisete Braga, que se reuniu por cerca de cinco minutos com Padilha em sala reservada. Outros chefes de Executivo aguardavam o ministro para solicitações às suas cidades.

Padilha recebe tratamento de ‘governador’ do Estado

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi enaltecido e chamado de governador por diversos líderes petistas que discursaram no evento partidário realizado na Sociedade Ítalo-Brasileira.

Em falas recheadas de críticas aos 20 anos de governos do PSDB no Estado, o presidente estadual do PT, Edinho Silva, o mandatário nacional do petismo, Rui Falcão, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e, principalmente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçaram a teoria de que há saturação de gestões tucanas e que nunca foi tão clara a chance de o PT administrar o Estado mais rico do País.

“Os tucanos já não têm mais o que propor, estão sem ideias”, disse Lula, que, em seguida, direcionou o discurso a Padilha. “Se acerte logo com a presidente Dilma (Rousseff), meu filho, e venha logo para São Paulo, para ser governador”, emendou o cacique.

Haddad comparou a eleição do próximo à que ele enfrentou em 2012, quando também era desconhecido da população paulistana, apesar de ser ministro – em seu caso, o da Educação. “Tinha dois candidatos conhecidos, que eram o (José) Serra (PSDB) e o (Celso) Russomanno (PRB). Assim como no ano passado, o que vai pesar é plano de governo. O Padilha tem condição de ter vitória mais expressiva que a minha.”

Padilha fez discurso de candidato, apontando deficiência de níveis de escolaridade em São Paulo e deficit de médicos na rede pública. “É inadmissível que o Estado mais rico do Brasil tenha níveis tão baixo de escolaridade. Chegou a hora de o PT governar São Paulo”, opinou o ministro.

Rui Falcão garante cacique na campanha em março

Mandatário do PT nacional, o deputado estadual Rui Falcão afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia em março campanha para reeleição da presidente Dilma Rousseff e pela vitória de Alexandre Padilha no pleito para o governo do Estado.

“Será a primeira vez que o Lula estará livre, leve e solto para fazer campanha. A partir de março terá agenda extensa para ganharmos no Brasil e em diversos Estados”, adiantou Falcão.

A ideia dos petistas é usar Lula como um ‘segundo candidato’, auxiliando Dilma. O próprio cacique já disse que estará em lugares opostos ao de Dilma durante a corrida presidencial do ano que vem.

Em 2010, quando conseguiu emplacar a então ministra-chefe da Casa Civil em sua sucessão, Lula ficou restringido por ainda estar em exercício de mandato, embora tenha recebido diversas multas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por campanha antecipada ou atividade eleitoral irregular.

Dois anos depois, quando apadrinhou o projeto vitorioso de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, ainda se recuperava de câncer na laringe, descoberto um ano antes. Ele fez discursos inflamados contra orientação médica – inclusive para afilhados em outras cidades, como Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá.

Lula, refutou, de maneira sutil, disputar o Palácio do Planalto, em substituição a Dilma. “(A oposição) Queria que eu perdesse em 2006. Depois que a Dilma perdesse (em 2010). Então, decidiram nos jogar um contra o outro. Agora, que criticam a Dilma, dizem até que eu serei o candidato. Não dá para entender”, comentou.  



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Parece que a lei só
vale para o PT, diz Lula

Em evento partidário, ex-presidente comentou sobre
as prisões dos correligionários no caso do Mensalão

Fábio Martins
Raphael Rocha

22/11/2013 | 06:53


Pela primeira vez, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou em discurso sobre a prisão de seus correligionários José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares no caso do Mensalão. Ontem, em evento partidário que reuniu toda a cúpula do partido em Santo André, o líder petista afirmou que a “sentença está dada, mas o que não pode é tentar tripudiar” em cima dos condenados. “Tem de respeitar o histórico (dos políticos) e as leis. Mas me parece que a lei só vale para o PT.”

Em tom de apoio, Lula mencionou que a decisão tem de ser cumprida, só que “não pela vontade de alguns”, ao criticar a direita e parte dos meios de comunicação. Segundo o ex-presidente, a mídia soube do mandado de prisão dos petistas antes da Polícia Federal. “Parto do pressuposto de que todo cidadão é inocente. De que, se houver condenação, que seja para todos, seja parente ou adversário”, disse o cacique petista, para uma plateia formada por prefeitos, vices e deputados da legenda de cidades paulistas.

Para Lula, o contra-ataque do PT aos adversários políticos será dado nas urnas, com a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao governo do Estado, em 2014. “A resposta é garantir o segundo mandato da companheira Dilma. Se faltar argumento, vamos afirmar que o Lula foi melhor no segundo mandato. O segundo ato será eleger o Padilha em São Paulo”, discorreu o líder máximo do petismo, em seus 32 minutos de fala.

Anfitrião do evento, o prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), também mostrou indignação com o episódio, no qual a sigla ficou desgastada, e saiu em defesa dos correligionários, avaliando que, como militante, viu “arbitrariedade cometida” na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). “É um descumprimento claro da Constituição, do amplo direito de defesa. Manifesto publicamente nosso repúdio. Esperamos que a Justiça seja restabelecida aos nossos companheiros”, frisou Grana.
VISITA SOLIDÁRIA
O senador Eduardo Suplicy (PT) usou a palavra no ato para falar da “visita de solidariedade” da bancada petista do Senado feita ontem pela manhã aos condenados, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A conversa, conforme relato do parlamentar, foi de cerca de uma hora. “Percebemos que o Genoino estava com grau sério, pesado, bravo em respeito ao que aconteceu com ele. Estranhamos a forma com que eles foram colocados (na prisão). Permitiria ser no Centro de Recuperação de Brasília.”
No retorno ao Congresso Nacional, Suplicy conclamou, na tribuna do plenário, ao presidente do STF e relator do processo do Mensalão, ministro Joaquim Barbosa, que fosse adotada uma decisão condizente com o estado de saúde debilitado do deputado federal licenciado José Genoino. “Pedimos que ele tenha atenção. Felizmente foi tomada e esperamos que, agora, haja resguardo.” Barbosa autorizou que Genoino cumpra pena em casa ou em hospital até que seja realizada perícia.

Condenado a seis anos e 11 meses de prisão, Genoino cumpre a pena em regime semiaberto. Ele está em uma cela coletiva ao lado do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Os detentos têm acesso ao pátio das 9h às 16h, mas não podem deixar a prisão.

Líder incita colegas a infringir lei por eleição em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva incitou prefeitos, vice-prefeitos e correligionários no evento de ontem, em Santo André, a desrespeitar a legislação eleitoral para apoiar a candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao governo do Estado no ano que vem.

Ele afirmou que prefeitos não podem temer denúncias de que deixaram seus postos de trabalho para insuflar atividades eleitorais de Padilha pelos municípios paulistas. “Campanha é guerra.”

“O prefeito decide ir em evento do Padilha, vem denúncia e não aparece mais (na campanha). É vitória deles (adversários). Outro resolveu comparecer a atividade com o Lula, aparece outra denúncia e ele também não quer mais vir. É outra vitória deles”, discursou Lula.

A Lei Eleitoral proíbe a participação de servidores públicos em campanhas políticas durante horário de trabalho – na maioria das repartições, das 9h às 18h.

Padilha, inclusive, rechaçou estar em Santo André, num ato político do PT, durante horário de expediente. Afirmou, em discurso, que inaugurou pela manhã uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) no município de Imperatriz, no Maranhão, e que ainda ontem retornaria para Brasília, pois logo na manhã de hoje teria de estar no Ceará para abertura de outra UPA.

Ontem à noite, após o término do evento na Sociedade Ítalo-Brasileira, inclusive, o ministro da Saúde realizou audiências informais com prefeitos petistas presentes. Um deles foi o de Mauá, Donisete Braga, que se reuniu por cerca de cinco minutos com Padilha em sala reservada. Outros chefes de Executivo aguardavam o ministro para solicitações às suas cidades.

Padilha recebe tratamento de ‘governador’ do Estado

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi enaltecido e chamado de governador por diversos líderes petistas que discursaram no evento partidário realizado na Sociedade Ítalo-Brasileira.

Em falas recheadas de críticas aos 20 anos de governos do PSDB no Estado, o presidente estadual do PT, Edinho Silva, o mandatário nacional do petismo, Rui Falcão, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e, principalmente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçaram a teoria de que há saturação de gestões tucanas e que nunca foi tão clara a chance de o PT administrar o Estado mais rico do País.

“Os tucanos já não têm mais o que propor, estão sem ideias”, disse Lula, que, em seguida, direcionou o discurso a Padilha. “Se acerte logo com a presidente Dilma (Rousseff), meu filho, e venha logo para São Paulo, para ser governador”, emendou o cacique.

Haddad comparou a eleição do próximo à que ele enfrentou em 2012, quando também era desconhecido da população paulistana, apesar de ser ministro – em seu caso, o da Educação. “Tinha dois candidatos conhecidos, que eram o (José) Serra (PSDB) e o (Celso) Russomanno (PRB). Assim como no ano passado, o que vai pesar é plano de governo. O Padilha tem condição de ter vitória mais expressiva que a minha.”

Padilha fez discurso de candidato, apontando deficiência de níveis de escolaridade em São Paulo e deficit de médicos na rede pública. “É inadmissível que o Estado mais rico do Brasil tenha níveis tão baixo de escolaridade. Chegou a hora de o PT governar São Paulo”, opinou o ministro.

Rui Falcão garante cacique na campanha em março

Mandatário do PT nacional, o deputado estadual Rui Falcão afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia em março campanha para reeleição da presidente Dilma Rousseff e pela vitória de Alexandre Padilha no pleito para o governo do Estado.

“Será a primeira vez que o Lula estará livre, leve e solto para fazer campanha. A partir de março terá agenda extensa para ganharmos no Brasil e em diversos Estados”, adiantou Falcão.

A ideia dos petistas é usar Lula como um ‘segundo candidato’, auxiliando Dilma. O próprio cacique já disse que estará em lugares opostos ao de Dilma durante a corrida presidencial do ano que vem.

Em 2010, quando conseguiu emplacar a então ministra-chefe da Casa Civil em sua sucessão, Lula ficou restringido por ainda estar em exercício de mandato, embora tenha recebido diversas multas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por campanha antecipada ou atividade eleitoral irregular.

Dois anos depois, quando apadrinhou o projeto vitorioso de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, ainda se recuperava de câncer na laringe, descoberto um ano antes. Ele fez discursos inflamados contra orientação médica – inclusive para afilhados em outras cidades, como Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá.

Lula, refutou, de maneira sutil, disputar o Palácio do Planalto, em substituição a Dilma. “(A oposição) Queria que eu perdesse em 2006. Depois que a Dilma perdesse (em 2010). Então, decidiram nos jogar um contra o outro. Agora, que criticam a Dilma, dizem até que eu serei o candidato. Não dá para entender”, comentou.  

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