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Presidente da Ucrânia destitui o governo


Da AFP

08/09/2005 | 09:56


O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, destituiu nesta quinta-feira o governo da primeira-ministra Yulia Timochenko e nomeou Yuri Ejanurov, o atual governador da região de Dnipropetrovsk (leste), como premiê interino.

O líder da 'revolução laranja', que ocupa a presidência da Ucrânia desde janeiro, enfrenta há alguns dias a primeira crise política grave de seu governo, ao mesmo tempo em que as acusações de corrupção se multiplicam dentro de seu gabinete.

Com a substituição de Yulia, Yushchenko espera silenciar as acusações de corrupção contra seu governo. O chefe dos Serviços de Segurança, Olexandre Turtchinov, aliado tradicional de Timochenko, também apresentou sua demissão.

O presidente afastou provisoriamente de suas funções o chefe de Gabinete Olexandre Tretiakov e aceitou a demissão do influente chefe do Conselho de Segurança Nacional, Petro Porochenko.

Os dois homens eram acusados por seus adversários no governo de se aproveitarem de suas funções para enriquecer. Há cinco dias, o chefe da administração presidencial Olexandre Zintchenko renunciou ao cargo por não ter conseguido que o presidente destituísse estas autoridades.

Sua demissão provocou o aumento das tensões nos meios políticos da Ucrânia, um país de 48 milhões de habitantes que Yushchenko pretende fazer ingressar na UE (União Européia).

Na Ucrânia, as duas figuras-chave da equipe no poder enfrentam uma forte disputa: Yulia, conselheira da 'revolução laranja', liberal que conta com um amplo apoio popular; e Porochenko, ex-oligarca com forte penetração nas forças de segurança e cuja nomeação estava destinada a garantir um contrapeso às ambições da primeira-ministra.

Yushchenko reconheceu nesta quinta-feira que o problema essencial dos últimos meses havia sido a reticência dos integrantes do governo em trabalhar em grupo.

"Tinha de intervir constantemente para suavizar os conflitos entre o governo e o Conselho de Segurança, entre o Conselho de Segurança e a secretaria de Estado ou o governo e o Parlamento", explicou.

O presidente pretende realizar reuniões nos próximos três meses para assegurar a unidade de sua equipe, tarefa, segundo ele, complicada. "A guerra entre Timochenko e Porochenko vai continuar e ficará mais forte até as eleições legislativas de março de 2006", destacou o analista Volodymyr Malinkovitch.

As próximas eleições legislativas serão cruciais, pois coincidirão com o reforço dos poderes parlamentares em detrimento dos presidenciais.



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Presidente da Ucrânia destitui o governo

Da AFP

08/09/2005 | 09:56


O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, destituiu nesta quinta-feira o governo da primeira-ministra Yulia Timochenko e nomeou Yuri Ejanurov, o atual governador da região de Dnipropetrovsk (leste), como premiê interino.

O líder da 'revolução laranja', que ocupa a presidência da Ucrânia desde janeiro, enfrenta há alguns dias a primeira crise política grave de seu governo, ao mesmo tempo em que as acusações de corrupção se multiplicam dentro de seu gabinete.

Com a substituição de Yulia, Yushchenko espera silenciar as acusações de corrupção contra seu governo. O chefe dos Serviços de Segurança, Olexandre Turtchinov, aliado tradicional de Timochenko, também apresentou sua demissão.

O presidente afastou provisoriamente de suas funções o chefe de Gabinete Olexandre Tretiakov e aceitou a demissão do influente chefe do Conselho de Segurança Nacional, Petro Porochenko.

Os dois homens eram acusados por seus adversários no governo de se aproveitarem de suas funções para enriquecer. Há cinco dias, o chefe da administração presidencial Olexandre Zintchenko renunciou ao cargo por não ter conseguido que o presidente destituísse estas autoridades.

Sua demissão provocou o aumento das tensões nos meios políticos da Ucrânia, um país de 48 milhões de habitantes que Yushchenko pretende fazer ingressar na UE (União Européia).

Na Ucrânia, as duas figuras-chave da equipe no poder enfrentam uma forte disputa: Yulia, conselheira da 'revolução laranja', liberal que conta com um amplo apoio popular; e Porochenko, ex-oligarca com forte penetração nas forças de segurança e cuja nomeação estava destinada a garantir um contrapeso às ambições da primeira-ministra.

Yushchenko reconheceu nesta quinta-feira que o problema essencial dos últimos meses havia sido a reticência dos integrantes do governo em trabalhar em grupo.

"Tinha de intervir constantemente para suavizar os conflitos entre o governo e o Conselho de Segurança, entre o Conselho de Segurança e a secretaria de Estado ou o governo e o Parlamento", explicou.

O presidente pretende realizar reuniões nos próximos três meses para assegurar a unidade de sua equipe, tarefa, segundo ele, complicada. "A guerra entre Timochenko e Porochenko vai continuar e ficará mais forte até as eleições legislativas de março de 2006", destacou o analista Volodymyr Malinkovitch.

As próximas eleições legislativas serão cruciais, pois coincidirão com o reforço dos poderes parlamentares em detrimento dos presidenciais.

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