Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 16 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Apesar da crise, setor de construção vê demanda

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pesquisa mostra que mercado habitacional ainda tem potencial de crescimento na região


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

16/04/2016 | 07:00


Estudo do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da consultoria Deloitte divulgado ontem mostra que, a despeito da crise econômica no País, ainda há espaço para o crescimento para o mercado de imóveis residenciais no Grande ABC.

A pesquisa foi feita em dez cidades do Estado. Santo André foi o único município da região que participou do levantamento. Entretanto, o diretor regional do SindusCon-SP no Grande ABC, Sergio Ferreira dos Santos, comenta que as tendências observadas podem ser estendidas às demais localidades da região, principalmente São Bernardo e Mauá. São Caetano e Diadema têm dificuldades para a expansão imobiliária em razão da falta de espaço, enquanto Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra têm restrições devido à legislação ambiental.

Santos explica que, desde o ano passado, as vendas de imóveis novos tiveram forte redução motivada por três importantes fatores: queda na renda média da população; restrição ao crédito por parte dos bancos e insegurança em relação ao momento econômico e político do Brasil, de modo que os consumidores temem contrair dívidas de longo prazo. “Mesmo assim, ainda há grande demanda de pessoas que planejam comprar casa ou apartamento. O que está barrando é a parte financeira, já que também há espaços para a construção de unidades.”

Para se ter ideia, de acordo com a Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), 41% dos imóveis comprados na planta na região em 2015 foram devolvidos após desistência dos compradores. Em diversos casos, a situação foi parar na Justiça.

Por conta da oportunidade futura, Santos destaca que os empresários do setor que possuem capital para investir em novos empreendimentos sairão na frente quando o País voltar a crescer e o mercado retomar o ritmo de aceleração, o que deverá ocorrer a partir do fim do ano que vem. “Ninguém está lançando nada. Se continuar assim, não haverá oferta quando a economia aquecer. Como os imóveis não ficam prontos do dia para noite, é preciso começar a pensar desde já no fim da crise”, acrescenta o diretor regional.

Contudo, Santos destaca que o mercado imobiliário destinado a atividades comerciais está, no momento, saturado. A pesquisa mostra que, somente em Santo André, 510 empreendimentos estão em construção e, segundo o representante do SindusCon-SP, não há procura por esse tipo de imóvel, sejam salas comerciais, lojas ou galpões.

A diretora de estratégia e operações da Deloitte, Marie Rodrigues, acrescenta que Santo André tem a seu favor o fato de ser menos burocrática do que as demais cidades pesquisadas no que diz respeito à aprovação de novos empreendimentos – atrás apenas de Presidente Prudente. Segundo o estudo, o tempo médio do processo de licenciamento junto à Prefeitura andreense é de seis meses.

Para chegar à conclusão de que ainda há demanda na cidade, a pesquisa fez entrevistas com representantes da administração municipal e levou em conta indicadores como taxa de desemprego, população economicamente ativa, e PIB (Produto Interno Bruto) nominal e per capita, além da infraestrutura disponível e da proximidade com a Capital. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Apesar da crise, setor de construção vê demanda

Pesquisa mostra que mercado habitacional ainda tem potencial de crescimento na região

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

16/04/2016 | 07:00


Estudo do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da consultoria Deloitte divulgado ontem mostra que, a despeito da crise econômica no País, ainda há espaço para o crescimento para o mercado de imóveis residenciais no Grande ABC.

A pesquisa foi feita em dez cidades do Estado. Santo André foi o único município da região que participou do levantamento. Entretanto, o diretor regional do SindusCon-SP no Grande ABC, Sergio Ferreira dos Santos, comenta que as tendências observadas podem ser estendidas às demais localidades da região, principalmente São Bernardo e Mauá. São Caetano e Diadema têm dificuldades para a expansão imobiliária em razão da falta de espaço, enquanto Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra têm restrições devido à legislação ambiental.

Santos explica que, desde o ano passado, as vendas de imóveis novos tiveram forte redução motivada por três importantes fatores: queda na renda média da população; restrição ao crédito por parte dos bancos e insegurança em relação ao momento econômico e político do Brasil, de modo que os consumidores temem contrair dívidas de longo prazo. “Mesmo assim, ainda há grande demanda de pessoas que planejam comprar casa ou apartamento. O que está barrando é a parte financeira, já que também há espaços para a construção de unidades.”

Para se ter ideia, de acordo com a Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), 41% dos imóveis comprados na planta na região em 2015 foram devolvidos após desistência dos compradores. Em diversos casos, a situação foi parar na Justiça.

Por conta da oportunidade futura, Santos destaca que os empresários do setor que possuem capital para investir em novos empreendimentos sairão na frente quando o País voltar a crescer e o mercado retomar o ritmo de aceleração, o que deverá ocorrer a partir do fim do ano que vem. “Ninguém está lançando nada. Se continuar assim, não haverá oferta quando a economia aquecer. Como os imóveis não ficam prontos do dia para noite, é preciso começar a pensar desde já no fim da crise”, acrescenta o diretor regional.

Contudo, Santos destaca que o mercado imobiliário destinado a atividades comerciais está, no momento, saturado. A pesquisa mostra que, somente em Santo André, 510 empreendimentos estão em construção e, segundo o representante do SindusCon-SP, não há procura por esse tipo de imóvel, sejam salas comerciais, lojas ou galpões.

A diretora de estratégia e operações da Deloitte, Marie Rodrigues, acrescenta que Santo André tem a seu favor o fato de ser menos burocrática do que as demais cidades pesquisadas no que diz respeito à aprovação de novos empreendimentos – atrás apenas de Presidente Prudente. Segundo o estudo, o tempo médio do processo de licenciamento junto à Prefeitura andreense é de seis meses.

Para chegar à conclusão de que ainda há demanda na cidade, a pesquisa fez entrevistas com representantes da administração municipal e levou em conta indicadores como taxa de desemprego, população economicamente ativa, e PIB (Produto Interno Bruto) nominal e per capita, além da infraestrutura disponível e da proximidade com a Capital. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;