Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 24 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Aos 50 anos, B.Grob faz plano para o centenário


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

12/11/2006 | 16:55


Por conta da grande desvalorização do real frente ao dólar, que ocorreu a partir do ano passado, muitas empresas exportadoras foram obrigadas a procurar novos caminhos. O desafio é particularmente grande para a B.Grob, tradicional fabricante de máquinas para a indústria automotiva. Fundada há 50 anos, a companhia se dedica a reestruturar seus custos, para conseguir sobreviver pelos próximos 50 anos.

A empresa, que surgiu junto com a indústria automobilística no Grande ABC, equipou a maior parte das montadoras no país (com centros de usinagem de motores, por exemplo), durante boa parte de sua existência. Hoje o momento é outro. “Com essas mudanças de moeda que tivemos, as vantagens de custos se reduziram”, afirma Christian Grob, filho do fundador e membro da diretoria da matriz alemã.

As mudanças a que ele se referem são uma valorização de 30% do real no período de um ano. Para uma companhia que nos últimos quatro anos exportava 80% de sua produção, a perda de competitividade foi rápida, segundo o diretor industrial da empresa, Michael Bauer. Para contornar a crise, que corrói o faturamento – a previsão é reduzir em 20% as vendas neste ano e passar de US$ 90 milhões em 2005 para US$ 70 milhões de receita –, a companhia um programa de redução de custos.

O programa, iniciado em 2005, engloba benchmarking (pesquisar a concorrência) e engenharia para fazer os produtos com qualidade mas custos menores. Também está incluída a redução do prazo de entrega (de seis meses para 90 dias) e o desenvolvimento de novos fornecedores. “Na composição da máquina, de 30% a 50% depende dos preços dos fornecedores”, disse Bauer.

Além disso, a empresa desenvolveu produtos mais enxutos, com o objetivo de ampliar vendas para médios fornecedores de autopeças no mercado interno. “Estamos cientes de que o câmbio não vai mais ser o que era. Reduzir custos é uma questão de vida ou morte”, acrescenta o diretor.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Aos 50 anos, B.Grob faz plano para o centenário

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

12/11/2006 | 16:55


Por conta da grande desvalorização do real frente ao dólar, que ocorreu a partir do ano passado, muitas empresas exportadoras foram obrigadas a procurar novos caminhos. O desafio é particularmente grande para a B.Grob, tradicional fabricante de máquinas para a indústria automotiva. Fundada há 50 anos, a companhia se dedica a reestruturar seus custos, para conseguir sobreviver pelos próximos 50 anos.

A empresa, que surgiu junto com a indústria automobilística no Grande ABC, equipou a maior parte das montadoras no país (com centros de usinagem de motores, por exemplo), durante boa parte de sua existência. Hoje o momento é outro. “Com essas mudanças de moeda que tivemos, as vantagens de custos se reduziram”, afirma Christian Grob, filho do fundador e membro da diretoria da matriz alemã.

As mudanças a que ele se referem são uma valorização de 30% do real no período de um ano. Para uma companhia que nos últimos quatro anos exportava 80% de sua produção, a perda de competitividade foi rápida, segundo o diretor industrial da empresa, Michael Bauer. Para contornar a crise, que corrói o faturamento – a previsão é reduzir em 20% as vendas neste ano e passar de US$ 90 milhões em 2005 para US$ 70 milhões de receita –, a companhia um programa de redução de custos.

O programa, iniciado em 2005, engloba benchmarking (pesquisar a concorrência) e engenharia para fazer os produtos com qualidade mas custos menores. Também está incluída a redução do prazo de entrega (de seis meses para 90 dias) e o desenvolvimento de novos fornecedores. “Na composição da máquina, de 30% a 50% depende dos preços dos fornecedores”, disse Bauer.

Além disso, a empresa desenvolveu produtos mais enxutos, com o objetivo de ampliar vendas para médios fornecedores de autopeças no mercado interno. “Estamos cientes de que o câmbio não vai mais ser o que era. Reduzir custos é uma questão de vida ou morte”, acrescenta o diretor.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;